{"id":536,"date":"2016-02-19T00:00:00","date_gmt":"2016-02-19T02:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/homologacao.nerdbug.com.br\/?p=536"},"modified":"2016-02-19T00:00:00","modified_gmt":"2016-02-19T02:00:00","slug":"diferencas-entre-os-potiguaras-e-tapuias","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/brechando.com\/novo\/diferencas-entre-os-potiguaras-e-tapuias\/","title":{"rendered":"Diferen\u00e7as entre os potiguaras e tapuias"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\">A nossa civiliza\u00e7\u00e3o, antes da chegada dos europeus, era de \u00edndios. Na verdade, os primeiros habitantes deste estado eram compostas por duas tribos: potiguaras e tapuias. Quais eram as diferen\u00e7as entre os dois? Existe esta diferen\u00e7a? Como o blog <b>Brechando<\/b> tamb\u00e9m \u00e9 cultura n\u00f3s vamos contar um pouco da hist\u00f3ria do nosso in\u00edcio.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">De acordo com o Natal Transtemporal: &#8220;At\u00e9 o ano 1000, aproximadamente, a regi\u00e3o do atual munic\u00edpio de Natal era habitada por povos ind\u00edgenas tapuias. Nessa \u00e9poca, a regi\u00e3o foi invadida por povos tupis procedentes da Amaz\u00f4nia, os quais expulsaram os tapuias para o interior do continente. No s\u00e9culo XVI, a regi\u00e3o era habitada por um desses povos tupis, os potiguaras&#8221;.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Os Tapuias, portanto, migrou para os sert\u00f5es da Capitania do Rio Grande (que tamb\u00e9m cobre uma parte da Para\u00edba). Dividiam-se em v\u00e1rios grupos nomeados de acordo com a regi\u00e3o onde moravam.\u00a0Eram chefiados por v\u00e1rios reis e falavam l\u00ednguas diversas, algumas vezes de forma cantada.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Eles apresentavam-se corpulentos, possuidores de grande for\u00e7a f\u00edsica. A pele queimada, em tons de marrom. Usavam cabelo longo ao sabor do vento. N\u00e3o costumavam usar roupas, mas cobriam as partes \u00edntimas com pe\u00e7as feitas de materiais rudimentares, extra\u00eddos da natureza.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em contra partida, as mulheres apresentavam estrutura f\u00edsica pequena, mas a cor era a mesma da dos homens. Costumavam manter os cabelos curtos ou longos, de corpos rechonchudos. Tamb\u00e9m escondiam suas partes \u00edntimas. Adornavam seu corpo com o que encontravam na natureza. Utilizavam-se de tais enfeites tanto para a pr\u00e1tica das dan\u00e7as, como na prepara\u00e7\u00e3o para a guerra.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">J\u00e1 os potiguaras, por sua vez, falavam em tupi-guarani e eram\u00a0<i>&#8220;de porte mediano, acima de 1,65cm, refor\u00e7ados e bem feitos no f\u00edsico. Olhos pequenos e amendoados como os da ra\u00e7a mong\u00f3lica, escuros e encovados, de orelhas grandes, cabelos lisos e cortados redondos, arrancavam os p\u00ealos da barba at\u00e9 as pestanas e sobrancelhas. Eram ba\u00e7os, claros, pintavam seus corpos com desenhos coloridos. Furavam o bei\u00e7o, principalmente o inferior, assim como orelhas e o nariz&#8221;.<\/i>(SUASSUNA &amp; MARIZ: 1997, p. 51).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Seus corpos nus expostos ao sol, sob o calor e maresia, demonstravam \u00edntimo contato com a natureza selvagem e hostil. Contrastando com as cores do horizonte e na beleza ex\u00f3tica do lugar, os nativos observavam grandes embarca\u00e7\u00f5es com figuras espalhafatosas se aproximarem.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Nesse primeiro contato, os portugueses encontraram um povo que, na escala evolutiva, superava o paleol\u00edtico e dava seus primeiros passos na revolu\u00e7\u00e3o agr\u00edcola, quanto \u00e0 domestica\u00e7\u00e3o de plantas de condi\u00e7\u00f5es selvagens para mantimento de seus ro\u00e7ados, assim como o cultivo da mandioca. Tamb\u00e9m foram cultivadas outras esp\u00e9cies, como: milho, batata-doce, ab\u00f3bora, algod\u00e3o, tabaco, cuias e caba\u00e7as, e algumas \u00e1rvores frut\u00edferas. Para seu cultivo empregavam t\u00e9cnicas e instrumentos rudimentares, como a queimada e a derrubada de \u00e1rvores com machados de pedra.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">J\u00e1 os Tapuias eram p\u00e9ssimos na agricultura.\u00a0Alimentavam-se com mel de abelhas e maribondos.\u00a0Armavam ciladas aos peixes e animais, utilizando seu admir\u00e1vel olfato e sua habilidade para comer. Alimentavam-se ainda de frutos agrestes, ca\u00e7a fresca, peixes, tudo sem temperos ou condimentos. N\u00e3o semeavam outra coisa al\u00e9m da mandioca.\u00a0Para assar a carne, eles cavavam um buraco na terra e colocavam a carne, depois enterravam pondo folhas de \u00e1rvores por cima e faziam uma fogueira por cima de tudo. Para atra\u00edrem felicidade na ca\u00e7a e pesca, os tapuias cariris queimavam ossos de animais ou espinhas de peixes.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Os Tapuias n\u00e3o faziam nada sem antes consultar os feiticeiros e adivinhos. De um modo geral, a religi\u00e3o dos tapuias lembra um pouco as religi\u00f5es da \u00c1frica, no tocante a influ\u00eancia forte dos feiticeiros na vida ind\u00edgena. Os europeus viam nos rituais dos tapuias um com\u00e9rcio direto com os poderes do inferno, al\u00e9m disto os tapuias possu\u00edam deuses tamb\u00e9m que regiam a agricultura, a pesca e a ca\u00e7a, os invocaram e sacrificaram a eles para obter boas colheitas, pesca e ca\u00e7a fartas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Os tapuias tinham uma lenda que falava no Deus da cria\u00e7\u00e3o, que tinham dois filhos, o mais novo foi embora para a terra, o Deus pai enviou seu filho mais velho para buscar seu filho mais novo, mas este e seus filhos acabaram maltratando e matando o irm\u00e3o mais velho, que depois de morto ficou na terra, entre seus parentes, por v\u00e1rios dias e somente depois ascendem ao c\u00e9u, retornando para o seu pai. Os europeus acreditavam que o Deus em quem os tapuias falavam era o Deus de Israel, o filho mais velho Jesus Cristo e o filho mais novo seria o pr\u00f3prio L\u00facifer ou Caim.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Al\u00e9m das diferen\u00e7as, as duas tribos viviam em conflito entre si.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Sob o olhar europeu, aqueles nativos selvagens precisavam aprender normas de conduta e suas almas necessitavam de salva\u00e7\u00e3o para poderem integrar-se a uma civiliza\u00e7\u00e3o. Civiliza\u00e7\u00e3o essa que desprezara sua cultura, cren\u00e7as, tradi\u00e7\u00f5es interferindo no curso de suas vidas cotidianas. Foi de relevante import\u00e2ncia a miss\u00e3o dos padres junto aos ind\u00edgenas quanto \u00e0 catequiza\u00e7\u00e3o, resultando em acordos de paz, ansiados por ambas as partes.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A participa\u00e7\u00e3o dos potiguares tamb\u00e9m \u00e9 registrada na guerra dos b\u00e1rbaros ou Confedera\u00e7\u00e3o dos Cariris, em que se rivalizavam com os Tapuias. Pois n\u00e3o era poss\u00edvel essa homogeneidade entre tribos de diferentes l\u00ednguas e costumes. As rivalidades existentes entre as duas tribos, o dom\u00ednio portugu\u00eas e a presen\u00e7a de negros, contribuiu para que houvesse sincretismo de culturas, onde o \u00edndio perdeu seu espa\u00e7o e territ\u00f3rio.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Fonte:\u00a0<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">ARA\u00daJO, F. das C. de S. O. ; SILVA, F. V. da; MAC\u00caDO, M. das V. de A. &amp; SILVA, M. E. da. Potiguares. Hist\u00f3ria do RN n@ WEB [On-line]. Available from World Wide Web: &lt;URL: www.seol.com.br\/rnnaweb\/&gt;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A nossa civiliza\u00e7\u00e3o, antes da chegada dos europeus, era de \u00edndios. Na verdade, os primeiros habitantes deste estado eram compostas por duas tribos: potiguaras e tapuias. Quais eram as diferen\u00e7as entre os dois? Existe esta diferen\u00e7a? Como o blog Brechando tamb\u00e9m \u00e9 cultura n\u00f3s vamos contar um pouco da hist\u00f3ria do nosso in\u00edcio. 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