{"id":5294,"date":"2025-06-06T00:00:00","date_gmt":"2025-06-06T03:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/homologacao.nerdbug.com.br\/?p=5294"},"modified":"2025-06-06T00:00:00","modified_gmt":"2025-06-06T03:00:00","slug":"autor-potiguar-lanca-romance-lgbtqiap-inspirado-na-natal-dos-anos-1940","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/brechando.com\/novo\/autor-potiguar-lanca-romance-lgbtqiap-inspirado-na-natal-dos-anos-1940\/","title":{"rendered":"Autor potiguar lan\u00e7a romance LGBTQIAP+ inspirado na Natal dos anos 1940"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O que come\u00e7a como uma distra\u00e7\u00e3o em meio \u00e0 solid\u00e3o de um lockdown pode, sim, se transformar em um sonho realizado. Foi exatamente isso que aconteceu com <a href=\"https:\/\/www.amazon.com.br\/Welcome-Gustavo-Henrique-Alc%C3%A2ntara-Medeiros-ebook\/dp\/B0F5P8F9F2\/ref=mp_s_a_1_2?crid=2N5ZEWE3T6NRI&amp;dib=eyJ2IjoiMSJ9.-tNClW3tUtmoX9YKFK2CP_rrBfRpBo8vc6I7eCGz8aU.i0eHirnUNDm73JjwhxOtBFg6i9DuDejtRi2yCydl4Z0&amp;dib_tag=se&amp;keywords=welcome+to+natown&amp;qid=1745249480&amp;sprefix=%2Caps%2C182&amp;sr=8-2\">Gustavo Henrique Alc\u00e2ntara de Medeiros<\/a>, escritor potiguar que, durante a pandemia, decidiu colocar no papel uma hist\u00f3ria ambientada em Natal, nos anos 1940, per\u00edodo em que a cidade fervilhava com a presen\u00e7a dos militares americanos durante a Segunda Guerra Mundial.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Inicialmente, a ideia do \u201cWelcome to Natown!&#8221;, que era simples: escrever algo para passar o tempo. &#8220;Eu pensei: vou escrever um livro que eu gostaria de ler. Assim, pelo menos, vou estar sendo fiel ao que eu gosto&#8221;, conta. No entanto, o que seria uma hist\u00f3ria curta, com cerca de 100 p\u00e1ginas, rapidamente ganhou corpo. \u201cOs personagens come\u00e7aram a ganhar vida, come\u00e7aram a ter vontade pr\u00f3pria. Eu me perguntava: &#8216;Se fulano estivesse nessa situa\u00e7\u00e3o, o que ele faria? O que ele diria?&#8217;\u201d, relembra.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Esse processo criativo se tornou tamb\u00e9m uma companhia para os dias de isolamento, quando a solid\u00e3o do desemprego e o medo da pandemia batiam mais forte. &#8220;Eles fizeram companhia para mim. Eu pensava neles, no que eles fariam, no que eles pensariam, e isso me ajudava muito a atravessar aquele momento.\u201d<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Apre\u00e7o aos personagens<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A conex\u00e3o com os personagens n\u00e3o ficou s\u00f3 do lado de quem escreveu. Leitores beta (teste) que tiveram acesso ao material antes da publica\u00e7\u00e3o fizeram quest\u00e3o de refor\u00e7ar o quanto eles eram carism\u00e1ticos e cativantes. \u201cUm deles me disse: \u2018Gustavo, seus personagens s\u00e3o encantadores. A gente torce por eles, quer saber o que vai acontecer\u2019&#8221;, relembou.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-full\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/brechando.com\/novo\/wp-content\/uploads\/2025\/06\/image.webp\" alt=\"\" class=\"wp-image-70586\"\/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Capa do livro<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A hist\u00f3ria narra a vida do Capit\u00e3o Jonathan Anderson, resgatado, durante a inf\u00e2ncia, de um ambiente de maus tratos, tornou-se um dos pilotos mais admir\u00e1veis da US Navy, especializado na defesa da costa brasileira contra os ataques de submarinos alem\u00e3es. Servindo em Parnamirim Field, ele descobre que o Capit\u00e3o Davi Cohen, da For\u00e7a A\u00e9rea Brasileira, no qual v\u00e3o desenvolver a trama.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u201c\u201dEm nenhum momento o material aponta ou critica algu\u00e9m por ser militar e LGBT. Pelo contr\u00e1rio: apesar de ser LGBT, aquele personagem escolheu, por necessidade ou por vontade, a carreira militar. Ent\u00e3o, at\u00e9 agora n\u00e3o recebi cr\u00edticas vindas de militares, mas sei que isso pode acontecer. S\u00f3 que, de forma nenhuma, isso desabona a carreira militar&#8221;, garantiu o escritor.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Ao ser questionado se algu\u00e9m o criticou por trazer esta tem\u00e1tica, Gustavo respondeu que n\u00e3o, apesar de reconhecer que a cr\u00edtica pode vir a qualquer momento. \u201cJ\u00e1 me alertaram sobre isso. Me disseram assim: \u2018Olha, o pessoal que pesquisa sobre a Segunda Guerra, que estuda esse per\u00edodo, geralmente \u00e9 muito conservador. Eles podem n\u00e3o gostar, podem se incomodar com o material\u2019.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>Sobre Natal na Segunda Guerra<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Al\u00e9m da trama, um dos pontos que mais enche o autor de orgulho \u00e9 a pesquisa e a imers\u00e3o no per\u00edodo. Cada detalhe da Natal dos anos 1940 foi pensado: desde as roupas, os costumes, at\u00e9 os sabores e cheiros. \u201cTem um cap\u00edtulo que se passa em junho, na \u00e9poca de chuvas. A\u00ed descrevo como as pessoas tiravam os casacos do ba\u00fa para se exibir na rua, porque aqui s\u00f3 usamos casaco nesse per\u00edodo de muito frio ou chuva. E os homens preocupados em n\u00e3o sujar o sapato na lama do cal\u00e7amento\u201d, detalha.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A gastronomia local tamb\u00e9m \u00e9 personagem na obra. Frutas como a mangaba aparecem em cenas cheias de humor e sensibilidade. \u201cTem uma situa\u00e7\u00e3o engra\u00e7ada com um americano que n\u00e3o conhecia a mangaba. E tamb\u00e9m falo da canjica, que eles experimentam numa festa junina promovida no aeroclube. Eu fiz quest\u00e3o de mesclar pratos americanos com os nossos pratos t\u00edpicos, mostrando esse encontro de culturas.\u201d<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>A saga para publicar<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Se escrever foi um desafio cheio de descobertas, publicar foi uma maratona de obst\u00e1culos. A primeira estrat\u00e9gia foi procurar editoras tradicionais. \u201cMandei pra todas: Rocco, Record, Companhia das Letras\u2026 Nenhuma respondeu. Nenhuma, nem pra dizer que recebeu\u201d, conta.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Quando percebeu que n\u00e3o teria retorno das grandes, partiu para editoras menores, inclusive aquelas focadas no p\u00fablico LGBTQIA+. Mas, para sua surpresa, o sil\u00eancio foi o mesmo. \u201cForam quatro anos recebendo n\u00e3o-respostas. As \u00fanicas que retornavam eram prestadoras de servi\u00e7o, que cobram para publicar. Cheguei a receber or\u00e7amento de 30 mil reais&#8230; E, claro, eu n\u00e3o tinha isso.\u201d<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-essential-blocks-button  root-eb-button-kun98\"><div class=\"eb-parent-wrapper eb-parent-eb-button-kun98 \"><div class=\"eb-button-wrapper eb-button-alignment eb-button-kun98\"><div class=\"eb-button\"><div class=\"eb-button-inner-wrapper \"><a class=\"eb-button-anchor \" href=\"https:\/\/brechando.com\/novo\/2025\/06\/06\/autor-potiguar-lanca-romance-lgbtqiap-inspirado-na-natal-dos-anos-1940\/#2\" rel=\"noopener\">Avance aqui para continuar a entrevista<\/a><\/div><\/div><\/div><\/div><\/div>\n\n\n\n<!--nextpage-->\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Em determinado momento, pensou que talvez fosse o fim da linha. Chegou a negociar com uma editora local, mas o contato simplesmente desapareceu. \u201cSumiu. N\u00e3o atendia mais, n\u00e3o respondia mensagens. Foi frustrante demais.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Foi ent\u00e3o que, quase como um \u00faltimo suspiro, decidiu que n\u00e3o deixaria a obra morrer na gaveta. Optou por publica\u00e7\u00e3o independente. \u201cEu j\u00e1 sabia existirem plataformas como Amazon, WeClap e Clube de Autores, mas nunca levara muito a s\u00e9rio. At\u00e9 que percebi que se eu n\u00e3o fizesse, ningu\u00e9m faria por mim.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Mas se publicar significava tamb\u00e9m fazer tudo sozinho: revis\u00e3o, diagrama\u00e7\u00e3o, capa. &#8220;Eu nunca tinha diagramado nada na vida. Fui aprender a mexer no InDesign, fiz o projeto inteiro. E a capa? Eu mesmo desenhei. \u00c9 toda feita \u00e0 m\u00e3o, inclusive a contracapa. N\u00e3o tem intelig\u00eancia artificial, n\u00e3o\u201d, afirma, com orgulho.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u201c Eu subia o arquivo, a plataforma dizia que a capa n\u00e3o encaixava no padr\u00e3o deles. A\u00ed era voltar, corrigir, enviar de novo&#8230; Foram v\u00e1rias tentativas at\u00e9 dar certo.&#8221;, disse.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>Onde encontrar<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O livro est\u00e1 dispon\u00edvel em tr\u00eas plataformas:<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li><strong>UiClap<\/strong> (vers\u00e3o impressa): <a href=\"https:\/\/loja.uiclap.com\/titulo\/ua91619\/\">https:\/\/loja.uiclap.com\/titulo\/ua91619\/<\/a>.<br \/><\/li>\n\n\n\n<li><strong>Amazon<\/strong> (impresso e digital): <a href=\"https:\/\/a.co\/d\/eiw6nU2\">https:\/\/a.co\/d\/eiw6nU2<\/a>.<br \/><\/li>\n\n\n\n<li><strong>Clube de Autores<\/strong> (impresso e digital): <a href=\"https:\/\/clubedeautores.com.br\/livro\/welcome-to-natown\">https:\/\/clubedeautores.com.br\/livro\/welcome-to-natown<\/a>.<br \/><\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A impress\u00e3o \u00e9 sob demanda. Ou seja, n\u00e3o h\u00e1 estoque: cada exemplar \u00e9 produzido individualmente ap\u00f3s o pedido. \u201cLeva um pouquinho mais de tempo para chegar, porque eles v\u00e3o imprimir, montar, encadernar o seu livro especialmente para voc\u00ea. Pela minha experi\u00eancia, est\u00e1 levando uns 15 dias para entrega\u201d, explica Gustavo.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Para auxiliar na divulga\u00e7\u00e3o e na comunica\u00e7\u00e3o com leitores, o autor tamb\u00e9m criou um perfil no Instagram exclusivo para o livro. \u201cL\u00e1 eu tiro d\u00favidas, compartilho curiosidades, bastidores da produ\u00e7\u00e3o e ajudo quem quiser saber como comprar.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O livro, que nasceu como uma companhia em meio \u00e0 solid\u00e3o, agora atravessa fronteiras, levando consigo hist\u00f3rias, mem\u00f3rias e o sabor inesquec\u00edvel da Natal dos anos 1940.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O que come\u00e7a como uma distra\u00e7\u00e3o em meio \u00e0 solid\u00e3o de um lockdown pode, sim, se transformar em um sonho realizado. Foi exatamente isso que aconteceu com Gustavo Henrique Alc\u00e2ntara de Medeiros, escritor potiguar que, durante a pandemia, decidiu colocar no papel uma hist\u00f3ria ambientada em Natal, nos anos 1940, per\u00edodo em que a cidade [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":25,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[796],"tags":[],"class_list":["post-5294","post","type-post","status-publish","format-standard","category-entrevistas"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/brechando.com\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/5294","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/brechando.com\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/brechando.com\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/brechando.com\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/25"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/brechando.com\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=5294"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/brechando.com\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/5294\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/brechando.com\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=5294"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/brechando.com\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=5294"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/brechando.com\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=5294"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}