{"id":5268,"date":"2025-06-10T00:00:00","date_gmt":"2025-06-10T03:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/homologacao.nerdbug.com.br\/?p=5268"},"modified":"2025-06-10T00:00:00","modified_gmt":"2025-06-10T03:00:00","slug":"pesquisa-potiguar-ajudou-a-criar-startup-que-identifica-doenca-mental-por-meio-de-ia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/brechando.com\/novo\/pesquisa-potiguar-ajudou-a-criar-startup-que-identifica-doenca-mental-por-meio-de-ia\/","title":{"rendered":"Pesquisa potiguar ajudou a criar startup que identifica doen\u00e7a mental por meio de IA"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Um estudo brasileiro liderado pela neurocientista Natalia Mota (foto acima do t\u00edtulo), egressa da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN). O estudo utilizou intelig\u00eancia artificial para analisar as formas de express\u00e3o de jovens em risco cl\u00ednico de transtornos mentais.  Toda essa mat\u00e9ria achamos na <a href=\"https:\/\/www.ufrn.br\/imprensa\/reportagens-e-saberes\/89707\/falas-que-alertam\">Agecom <\/a>e vamos resumir aqui. <\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A pesquisa, que conta ainda com participa\u00e7\u00e3o de Marina Ribeiro, doutoranda do Programa de P\u00f3s-Gradua\u00e7\u00e3o em Bioinform\u00e1tica (BioInfo\/UFRN), acompanhou 4.501 pessoas de 18 a 35 anos em S\u00e3o Paulo. Dessas, 174 apresentaram sinais leves de sofrimento ps\u00edquico e foram selecionadas para uma segunda etapa, com entrevistas presenciais. <\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Ap\u00f3s essa triagem, 71 participantes seguiram no estudo com dados completos. Os volunt\u00e1rios foram divididos em dois grupos: 42 pessoas com risco cl\u00ednico (grupo CHR, da sigla em ingl\u00eas Clinical High Risk) e 29 no grupo de controle. <\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Desenvolvimento da pesquisa<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Depois de dois anos e meio, os pesquisadores observaram tr\u00eas desfechos. Entre os que estavam em risco, 15 pessoas ficaram bem sem desenvolver transtornos (grupo remitido), 23 foram diagnosticadas com depress\u00e3o ou ansiedade e quatro evolu\u00edram para casos de psicose.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Antes desse desfecho, todos os participantes foram convidados a contar pequenas hist\u00f3rias com base em tr\u00eas imagens positivas. Essa atividade fazia parte de um protocolo simples chamado \u201cHappy Thoughts\u201d. As falas foram gravadas, transcritas e analisadas com algoritmos que criam uma esp\u00e9cie de \u201cmapa\u201d da narrativa: cada palavra \u00e9 um ponto e as conex\u00f5es entre elas s\u00e3o tra\u00e7adas como linhas, formando uma rede. <\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Este mapa foi criado por intelig\u00eancia artificial.  Para os pesquisadores, o que interessa aos pesquisadores n\u00e3o \u00e9 apenas o conte\u00fado das hist\u00f3rias, mas como elas s\u00e3o estruturadas. Uma fala com muitas palavras diferentes e conex\u00f5es variadas forma um mapa mais rico. J\u00e1 uma narrativa com muitas repeti\u00e7\u00f5es ou com termos que se conectam sempre da mesma forma gera um padr\u00e3o mais fechado, mais previs\u00edvel.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Resultado da pesquisa<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O estudo mostrou que as pessoas que n\u00e3o desenvolveram nenhum transtorno ao longo do tempo foram justamente aquelas cujas narrativas apresentavam mapas mais variados, com mais liga\u00e7\u00f5es entre palavras diferentes. J\u00e1 os jovens que mais tarde desenvolveram desordens como ansiedade e depress\u00e3o tinham narrativas mais repetitivas e previs\u00edveis.\u00a0\u00a0<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Al\u00e9m da estrutura da fala, os pesquisadores tamb\u00e9m observaram o conte\u00fado emocional das palavras utilizadas. Mesmo ao descrever imagens de teor positivo, jovens que mais tarde foram diagnosticados com depress\u00e3o ou ansiedade recorreram com frequ\u00eancia a termos associados a \u201ctristeza\u201d, \u201cmedo\u201d ou \u201craiva\u201d. Essa express\u00e3o emocional fora de contexto pode funcionar como um sinal precoce de alerta.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Toda essa medida foi feita por meio de uma m\u00e9trica desenvolvida pela pr\u00f3pria equipe de pesquisa, onde utilizavam a IA para comparar o discurso dos participantes era o mesmo ou variava dependendo do momento. <\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A pesquisa tamb\u00e9m observou que a escolaridade influencia os resultados. Jovens com menos anos de estudo apresentaram maior gravidade dos sintomas, o que refor\u00e7a a rela\u00e7\u00e3o entre linguagem, cogni\u00e7\u00e3o e vulnerabilidade emocional.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Surgiu Mobile Brain: Startup brasileira vinda de pesquisa da UFRN<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Esse conhecimento fundamentou o surgimento da Mobile Brain,&nbsp;<em>startup&nbsp;<\/em>brasileira da qual Nat\u00e1lia Mota \u00e9 cientista-chefe. A empresa aplica princ\u00edpios de neuroci\u00eancia computacional para criar ferramentas voltadas \u00e0 sa\u00fade mental e \u00e0 educa\u00e7\u00e3o. Com base em teorias como a dos grafos, suas tecnologias analisam a estrutura de narrativas orais para identificar padr\u00f5es associados a dificuldades cognitivas ou sintomas emocionais.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Um dos produtos da Mobile Brain, o LitMetrix, \u00e9 usado para monitorar a complexidade narrativa de crian\u00e7as em fase de alfabetiza\u00e7\u00e3o, ajudando a prever sua evolu\u00e7\u00e3o na leitura e compreens\u00e3o textual. A empresa esse ano lan\u00e7a um novo produto, o CogMetrix, que permite avaliar sinais como esses permitindo identificar grupos que necessitam de a\u00e7\u00f5es em preven\u00e7\u00e3o e promo\u00e7\u00e3o de sa\u00fade mental em larga escala.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Interessados em conhecer os servi\u00e7os oferecidos ou entrar em contato com a equipe podem acessar o site:<a href=\"https:\/\/www.mobilebrain.com.br\/\">&nbsp;www.mobilebrain.com.br<\/a>.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Um estudo brasileiro liderado pela neurocientista Natalia Mota (foto acima do t\u00edtulo), egressa da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN). O estudo utilizou intelig\u00eancia artificial para analisar as formas de express\u00e3o de jovens em risco cl\u00ednico de transtornos mentais. Toda essa mat\u00e9ria achamos na Agecom e vamos resumir aqui. 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