{"id":5263,"date":"2025-06-03T00:00:00","date_gmt":"2025-06-03T03:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/homologacao.nerdbug.com.br\/?p=5263"},"modified":"2025-06-03T00:00:00","modified_gmt":"2025-06-03T03:00:00","slug":"o-que-os-jornais-falaram-do-the-clash-nos-anos-70","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/brechando.com\/novo\/o-que-os-jornais-falaram-do-the-clash-nos-anos-70\/","title":{"rendered":"O que os jornais falaram do The Clash nos anos 70"},"content":{"rendered":"\n<figure class=\"wp-block-image size-full\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/brechando.com\/novo\/wp-content\/uploads\/2025\/04\/theclashcapa.webp\" alt=\"\" class=\"wp-image-69658\"\/><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O punk surgiu nos anos 70, na Inglaterra, por meio de bandas como The Clash e Sex Pistols. Mas, isto chegava na imprensa potiguar? Claro que chegava. Por isso, vamos repostar uma publica\u00e7\u00e3o do Di\u00e1rio de Natal de novembro de 1977. <\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A publica\u00e7\u00e3o foi assinada pelo jornalista Vicente Serejo, no qual escreveu na se\u00e7\u00e3o de &#8220;discos&#8221; algumas das tend\u00eancias musicais daquela \u00e9poca, no per\u00edodo que tudo era imoral, ilegal ou engordava. Afinal, o per\u00edodo era Ditadura Militar e n\u00e3o viam com bons olhos o estilo musical. <\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Para Serejo, o punk: <em>&#8220;Com o punk, literalmente moleque, a m\u00fasica voltou as ruas, aos capit\u00e3es de bandos de molecagens, aos adolescentes rebeldes, quebradores de vidra\u00e7as, carros, armaz\u00e9ns. Pois a filosofia punk \u00e9 contestar tudo, leis, capitalismo&#8221;.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Somente no \u00faltimo par\u00e1grafo reconhece que The Clash est\u00e1 conquistando o pessoal, mesmo ele discordando do estilo. <\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Veja a mat\u00e9ria na \u00edntegra a seguir: <\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>The Clash, punk rock<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Quem viu o filme &#8220;American Graffitti&#8221;, que retrata a juventude americana nos anos cinquenta (d\u00e9cada do surgimento do rock&#8217;n&#8217;roll), certamente se recorda de uma cena na qual um grupo de rapazes de ter\u2022 ninho, topete com brilhantina e guitarras em punho. Anima o baile de um clube. O nome cio conjunto era Bill Haley e Seus Cometas e a m\u00fasica que tocavam se chamava &#8220;Rock Around The Clock&#8221;. O rock que causou a explos\u00e3o desse movimento t\u00e3o discutido e que est\u00e1 vivo at\u00e9 hoje. At\u00e9 hoje? \u00c9 a pergunta feit\u00e1 por cr\u00edticos, m\u00fasicos. Produtores e pessoas ligadas ao meio. <\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Dos anos cinquenta para c\u00e1, o rock passou por v\u00e1rias modifica\u00e7\u00f5es, que vieram a resultar nos mais diferentes de m\u00fasica, como o rock progressivo, o heavy metal rock e tantos outros. Esses estilos, apesar de possu\u00edrem liga\u00e7\u00f5es com o rock b\u00e1sico dos primeiros tempos. S\u00e3o muito mais ricos em sofistica\u00e7\u00e3o que o primeiro. Isso tem as suas vantagens e logicamente desvantagens tamb\u00e9m. Para citar apenas alguns exemplos, analisemos os grupos de m\u00fasica progressiva. <\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Com esses grupos, o rock atingiu o seu auge em termos de complexidade, n\u00e3o s\u00f3 na parte musical como tamb\u00e9m na visual. Aparelhagens gigantescas, efeitos visuais (inclusive raio laser), roupas brilhantes, verdadeiras manobras militares na sa\u00edda dos concertos. Enfim, o m\u00fasico de rock. O \u00eddolo est\u00e1 afastando cada ver mais do seu p\u00fablico, como se fosse um Deus; o rock transformando-se de m\u00fasica de dan\u00e7a, m\u00fasica para o corpo, em m\u00fasica para mente. Hoje em dia, o garot\u00e3o que vai a um concerto desses, n\u00e3o levanta da cadeira um minuto sequer.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O rock havia fugido do dom\u00ednio dos rapazes que se iniciavam. Com o punk, literalmente moleque, a m\u00fasica voltou as ruas, aos capit\u00e3es de bandos de<br \/>molecagens, aos adolescentes rebeldes, quebradores de vidra\u00e7as, carros, armaz\u00e9ns. Pois a filosofia punk \u00e9 contestar tudo, leis, capitalismo. Pol\u00edcia, politica. Enfim, tudo que diga respeito a ordem. Idolatram a viol\u00eancia, umas roupas rasgadas (jeans e couro), e objetos comuns e sem valor (uma chapinha, por exemplo) como se fosse uma joia precios\u00edssima. Acarretam problemas incr\u00edveis para a sociedade em Londres e Nova York.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O Clash \u00e9 um desses grupos violentos que canta o que n\u00e3o presta para a sociedade. Ele proclama o valor das drogas, o nojo pela proibi\u00e7\u00e3o e outras anomalias em suas letras. Segundo a cr\u00edtica especializada, a m\u00fasica do Clash (um rock de mar- ca\u00e7\u00e3o cerrada), \u00e9 a que melhor representa a ver- dadeira filosofia punk. Apesar da linha atrevida que percorrem, os rapazes est\u00e3o sendo muito bem recebidos pela juventude mundial sem recha\u00e7os por parte das autoridades.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O punk surgiu nos anos 70, na Inglaterra, por meio de bandas como The Clash e Sex Pistols. 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