{"id":5214,"date":"2025-04-04T00:00:00","date_gmt":"2025-04-04T03:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/homologacao.nerdbug.com.br\/?p=5214"},"modified":"2025-04-04T00:00:00","modified_gmt":"2025-04-04T03:00:00","slug":"como-esta-o-leprosario-de-natal","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/brechando.com\/novo\/como-esta-o-leprosario-de-natal\/","title":{"rendered":"Como est\u00e1 o Lepros\u00e1rio de Natal?"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Na d\u00e9cada de 20, Natal construiu o <a href=\"https:\/\/brechando.com\/novo\/2016\/10\/12\/aqui-funcionou-o-leprosario-de-natal\/\">Lepros\u00e1rio de S\u00e3o Francisco<\/a>, cujo objetivo era isolar pacientes com lepra (hoje, hansen\u00edase). O local ficara em um s\u00edtio, distante seis quil\u00f4metros da cidade. Al\u00e9m disso, o terreno correspondia aos elementos principais da ideia de isolamento dos doentes, ficava distante da cidade, possu\u00eda \u00e1rvore frut\u00edferas e com casas de vivendo.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Dando continuidade ao plano de cria\u00e7\u00e3o do Lepros\u00e1rio S\u00e3o Francisco de Assis o terreno foi ampliado, anexando novas terras. Assim, o Lepros\u00e1rio ia tratar os doentes e tamb\u00e9m os seus familiares. Para a concretiza\u00e7\u00e3o de constru\u00e7\u00e3o da col\u00f4nia contou com a forte participa\u00e7\u00e3o da popula\u00e7\u00e3o e das entidades sociais. Foram realizadas v\u00e1rias festividades visando angariar fundos, bem como doa\u00e7\u00f5es foram realizadas por comerciantes, intendentes e industriais.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full is-resized\" id=\"attachment_9873\"><a href=\"https:\/\/www.brechando.com\/wp-content\/uploads\/2016\/09\/SA_141-2.jpg\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/brechando.com\/novo\/wp-content\/uploads\/2016\/09\/SA_141-2.jpg\" alt=\"Lepros\u00e1rio de Natal ficou funcionando por 60 anos (Fotos: Oswaldo Cruz)\" class=\"wp-image-9873\" style=\"width:650px;height:auto\"\/><\/a><figcaption class=\"wp-element-caption\"><sub>Lepros\u00e1rio de Natal ficou funcionando por 60 anos (Fotos: Oswaldo Cruz)<\/sub><\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A constru\u00e7\u00e3o do Lepros\u00e1rio terminou em 1929 com a entrega do primeiro grupo de casas tipo A. Eram casas que acomodavam tr\u00eas ou dois pacientes distribu\u00eddos em dois pavilh\u00f5es, um feminino e outro masculino. Nesse primeiro momento cinquenta portadores da doen\u00e7a, todo indigentes, foram pacientes. Meses depois, foram entregues o cemit\u00e9rio, a pedra fundamental da capela e mais dois grupos de casas classificadas como tipo B. Ainda mais, esse segundo grupo de casa dispunha de melhores acomoda\u00e7\u00f5es, sendo destinadas aos pensionistas.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Em 1930, o Lepros\u00e1rio ampliou ainda mais a sua estrutura, construindo uma s\u00e9rie de acomoda\u00e7\u00f5es, como pavilh\u00e3o de m\u00fasica e de leitura, a instala\u00e7\u00e3o de aparelho de r\u00e1dio e escola profissional.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O afastamento de hansenianos era obrigat\u00f3rio. Decreto de 1923, j\u00e1 revogado, tratava da separa\u00e7\u00e3o dos filhos de pais com hansen\u00edase; e outra lei de 1949, tamb\u00e9m extinta, estabelecia o isolamento obrigat\u00f3rio dos portadores da doen\u00e7a.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Em Natal, esses filhos iriam ao Educand\u00e1rio Oswaldo Cruz, que funciona na Avenida Hermes da Fonseca.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A lei \u201ccompuls\u00f3ria\u201d revogou em 1962, por\u00e9m o retorno dos pacientes ao seu conv\u00edvio social era extremamente dificultoso em raz\u00e3o da pobreza e isolamento social e familiar a que eles estavam submetidos. <\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Hospital terci\u00e1rio<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O Lepros\u00e1rio de Natal s\u00f3 fechou em 1990, destruindo o pr\u00e9dio e parte do terreno transformou-se em lotes para aqueles que ainda estavam em isolamento.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A unidade hospitalar tinha como objetivo fornecer aos pacientes do tratamento de c\u00e2ncer, com capacidade de at\u00e9 150 leitos. Em 1991, a obra, que estava 48% pronto, parou, no qual alegaram que houve uma invas\u00e3o de sem-tetos ao terreno. Na \u00e9poca, o dinheiro para obra era de 25 milh\u00f5es de reais.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O que resta, portanto, \u00e9 apenas o esqueleto do pr\u00e9dio em volta de um terreno cheio de lixo e mato.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Grava\u00e7\u00e3o de drone<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Recentemente, o grupo &#8220;Por a\u00ed com Barbosa&#8221; realizou uma imagem de drone mostra como est\u00e1 o terreno do que seria o hospital. D\u00ea o <a href=\"http:\/\/youtube.com\/watch?v=nAn4qFl3QZE\">play<\/a>, portanto, a seguir: <\/p>\n\n\n\n<iframe loading=\"lazy\" width=\"560\" height=\"315\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/nAn4qFl3QZE?si=9ZPrOBZfIWoBi37f\" title=\"YouTube video player\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Na d\u00e9cada de 20, Natal construiu o Lepros\u00e1rio de S\u00e3o Francisco, cujo objetivo era isolar pacientes com lepra (hoje, hansen\u00edase). O local ficara em um s\u00edtio, distante seis quil\u00f4metros da cidade. 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