{"id":4659,"date":"2024-01-10T00:00:00","date_gmt":"2024-01-10T03:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/homologacao.nerdbug.com.br\/?p=4659"},"modified":"2024-01-10T00:00:00","modified_gmt":"2024-01-10T03:00:00","slug":"tem-um-equipamento-no-chile-que-foi-desenvolvido-pela-ufrn","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/brechando.com\/novo\/tem-um-equipamento-no-chile-que-foi-desenvolvido-pela-ufrn\/","title":{"rendered":"Tem um equipamento no Chile que foi desenvolvido pela UFRN"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Na cidade de La Silla, no Chile, existe um ca\u00e7ador de exoplanetas, que foi <a href=\"https:\/\/www.google.com\/url?q=https:\/\/ufrn.br\/imprensa\/reportagens-e-saberes\/61593\/cacador-do-espaco&amp;sa=D&amp;source=editors&amp;ust=1690202582834703&amp;usg=AOvVaw0lncvGfOFEzQkYYVIQvdQP\">desenvolvido com importante participa\u00e7\u00e3o da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN)<\/a>. O equipamento faz parte do projeto NIRPS, sigla para a frase? Near Infrared Planet Searcher. Em portugu\u00eas, a tradu\u00e7\u00e3o livre seria &#8220;Buscador do pr\u00f3ximo exoplaneta&#8221;.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O ca\u00e7ador (foto acima) \u00e9 simplesmente um Telesc\u00f3pio de 3,60 metros do ESO, em La Silla, Chile, onde o NIRPS est\u00e1 instalado. Os Astr\u00f4nomos da UFRN respons\u00e1veis pela constru\u00e7\u00e3o e explora\u00e7\u00e3o do NIRPS efetuar\u00e3o miss\u00f5es observacionais presenciais regulares com este telesc\u00f3pio, ao longo dos pr\u00f3ximos 5 anos.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Ele funciona da seguinte forma: utiliza a t\u00e9cnica de bamboleio gravitacional para medir oscila\u00e7\u00f5es estelares e detectar a presen\u00e7a de planetas ao redor de outras estrelas. Espera-se que o equipamento seja capaz de descobrir e caracterizar muitos mundos distantes, al\u00e9m de identificar poss\u00edveis evid\u00eancias de vida em suas atmosferas.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A constru\u00e7\u00e3o do NIRPS demandou um investimento de cerca de 10 milh\u00f5es de euros (aproximadamente R$ 52,7 milh\u00f5es).&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Outras universidades tamb\u00e9m participaram&nbsp;<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">As institui\u00e7\u00f5es participantes s\u00e3o UFRN, Universidades de Montreal, Genebra, Grenoble e Porto e Instituto de Astrof\u00edsica de Tenerife. A expectativa \u00e9 que o instrumento tenha uma vida \u00fatil de, aproximadamente, uma d\u00e9cada.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Entrevista para UFRN<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A equipe de jornalismo da UFRN, por meio de Amanda Mac\u00eado, do sala de ci\u00eancia, entrevistou os professores e pesquisadores que participaram deste ousado projeto.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Renan de Medeiros, astr\u00f4nomo e l\u00edder local do projeto, acredita que o NIRPS \u00e9 um marco na busca por exoplanetas. \u201c\u00c9 o primeiro instrumento dedicado exclusivamente a essa tarefa e oferecer\u00e1 condi\u00e7\u00f5es ideais para observa\u00e7\u00f5es de longo prazo, algo fundamental para a descoberta de mundos habit\u00e1veis. Al\u00e9m disso, nossa precis\u00e3o e a tecnologia inovadora permitir\u00e3o a detec\u00e7\u00e3o de biomol\u00e9culas, mol\u00e9culas que podem indicar a presen\u00e7a de vida\u201d, disse.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O professor e engenheiro Allan Martins, do Departamento de Engenharia El\u00e9trica (DEE\/CT), participou da constru\u00e7\u00e3o do NIRPS durante tr\u00eas anos, em Genebra (Su\u00ed\u00e7a).&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p class=\"has-small-font-size wp-block-paragraph\">\u201cTrabalhar no projeto foi uma experi\u00eancia fant\u00e1stica, tanto pessoal quanto profissionalmente. Tive a oportunidade de colaborar com profissionais altamente capacitados e aprendi muito ao longo desses anos. A troca de conhecimento e a imers\u00e3o nesse ambiente de pesquisa avan\u00e7ada foram enriquecedoras. Eu costumo brincar com meus amigos dizendo que, quando fui trabalhar no NIRPS como engenheiro, sa\u00ed de l\u00e1 discutindo \u00f3ptica adaptativa com os grandes especialistas da \u00e1rea, ent\u00e3o o ganho \u00e9 \u2018astron\u00f4mico\u2019\u201d, brinca o engenheiro.<\/p>\n<\/blockquote>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Al\u00e9m disso, Renan de Medeiros explicou que o NIRPS opera na regi\u00e3o do infravermelho, enquanto o HARPS opera na regi\u00e3o do vis\u00edvel. \u201cCombinando essas duas faixas espectrais, poderemos obter uma vis\u00e3o abrangente e identificar propriedades f\u00edsicas e composi\u00e7\u00e3o qu\u00edmica das atmosferas planet\u00e1rias. Essa colabora\u00e7\u00e3o \u00e9 essencial para expandir nosso conhecimento sobre esses mundos distantes\u201d, refor\u00e7a.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Por fim, a equipe da UFRN, composta pelos professores Renan de Medeiros, Bruno Leonardo Canto Martins, Izan de Castro Le\u00e3o, todos do Departamento de F\u00edsica Te\u00f3rica e Experimental (DFTE), e o docente Allan de Medeiros Martins (DEE\/CT), ter\u00e1 acesso a 720 noites de observa\u00e7\u00f5es com o NIRPS ao longo de cinco anos, em parceria com outras universidades. <\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Al\u00e9m disso, essa colabora\u00e7\u00e3o promete a perspectiva da descoberta de dezenas de novos mundos no cosmos. \u201cVamos torcer muito para que pelo menos um desses mundos seja id\u00eantico ao nosso belo planeta azul, a Terra\u201d, reflete Medeiros.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Na cidade de La Silla, no Chile, existe um ca\u00e7ador de exoplanetas, que foi desenvolvido com importante participa\u00e7\u00e3o da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN). 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