{"id":4374,"date":"2023-01-12T00:00:00","date_gmt":"2023-01-12T03:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/homologacao.nerdbug.com.br\/?p=4374"},"modified":"2023-01-12T00:00:00","modified_gmt":"2023-01-12T03:00:00","slug":"o-dia-que-entrevistei-grandes-poetas-da-geracao-mimeografo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/brechando.com\/novo\/o-dia-que-entrevistei-grandes-poetas-da-geracao-mimeografo\/","title":{"rendered":"O dia que entrevistei grandes poetas da gera\u00e7\u00e3o mime\u00f3grafo"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"wp-block-paragraph\">No per\u00edodo mais dark do jornalismo eu consegui resgatar coisas valiosas. O ano era 2015, per\u00edodo que estava bastante depressiva, n\u00e3o rendia bem no trabalho e tinha um<a href=\"https:\/\/brechando.com\/novo\/2015\/10\/31\/sobre-o-documentario-la-pro-gringos\/\"> Trabalho de Conclus\u00e3o de Curso<\/a>. Por outro lado, em situa\u00e7\u00e3o nacional, um bando de mauricinho e patricinhas insatisfeitos com a vit\u00f3ria de Dilma Rousseff, sob o pretexto do Petrol\u00e3o, estavam lutando por um golpe pol\u00edtico. <\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">No meio do caos, na v\u00e9spera do primeiro Fora Dilma, em abril de 2015, eu fui cobrir evento cultural ao finado Portal Noar, minha \u00faltima experi\u00eancia em reda\u00e7\u00e3o. O evento era no Mercado de Petr\u00f3polis, onde poetas nacionais faziam apresenta\u00e7\u00f5es e eventos. <\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">L\u00e1 conheci os dois nomes importantes da gera\u00e7\u00e3o mime\u00f3grafo, o Chacal e Nicolas Behr. Super simp\u00e1ticos, eles concederam a entrevista e de quebra me deram os seus fanzines mais novos daquela \u00e9poca. Vou transcrever este texto, visto que o portal n\u00e3o existe mais e s\u00f3 achei esse no Wayback Machine.<\/p>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator has-alpha-channel-opacity\"\/>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Em 15 de mar\u00e7o de 2015 \u00e0s 08:42<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Cidades<\/h3>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Poetas Chacal e Nicolas Behr comentam a rela\u00e7\u00e3o entre poesia e internet<\/strong><\/p>\n<cite>Ambos participaram do evento Virada Po\u00e9tica e come\u00e7aram divulgando seu trabalho distribuindo c\u00f3pias usando mime\u00f3grafo<\/cite><\/blockquote>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Por Lara Paiva<\/h3>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A Funda\u00e7\u00e3o da Capitania das Artes (Funcarte) promove neste final de semana a \u201cVirada Po\u00e9tica\u201d, um evento destinado ao Dia da Poesia. O evento reuniu artistas potiguares e tamb\u00e9m nacionais, como Nicolas Behr e Ricardo Chacal, que participou de v\u00e1rias atividades na capital potiguar neste per\u00edodo.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" style=\"font-style:normal;font-weight:100\">\u201cEsta \u00e9 a segunda ou terceira vez que estou aqui. Muito bom sair de Bras\u00edlia e ter esse choque de cultura, porque Bras\u00edlia \u00e9 uma cidade racional, moderna, planejada e n\u00e3o tem essa coisa como \u00e9 aqui\u201d, disse o poeta, nas quais boa parte de seu trabalho retrata as coisas da capital federal.<\/h3>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Behr est\u00e1 associado \u00e0 \u201cPoesia Marginal\u201d. Seu primeiro trabalho foi divulgado em 1977, intitulado de \u201cIogurte com farinha\u201d, nas quais as 8 mil c\u00f3pias do trabalho foram feitas a partir de um mime\u00f3grafo, equipamento utilizado antes da impressora. Seu \u00faltimo livro foi publicado no ano passado com \u201cA Teus Pilotis\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A \u201cPoesia Marginal\u201d se refere um movimento brasileiro que ocorreu imediatamente ap\u00f3s a Tropic\u00e1lia, durante a d\u00e9cada de 1970, em fun\u00e7\u00e3o da censura imposta na Ditadura Militar (1964-1985), que levou intelectuais, professores universit\u00e1rios, poetas e artistas em geral, em todo o pa\u00eds, a buscarem meios alternativos de difus\u00e3o cultural, incluindo o mime\u00f3grafo.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Assim surgiram os primeiros livretos e fanzines, que eram revistas publicadas de forma despretensiosa e feita de forma livre. Do mime\u00f3grafo para internet, Behr comemora o bom lado que a tecnologia pode fornecer n\u00e3o s\u00f3 aos poetas, mas tamb\u00e9m aos seus leitores.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><br \/>\u201cHoje a gente conhece v\u00e1rios poetas de diversos cantos do pa\u00eds. O poeta est\u00e1 aderindo a esta m\u00eddia, porque ele n\u00e3o quer ficar para tr\u00e1s das novidades, das tecnologias. \u00c9 um acesso livre, gratuito e democr\u00e1tico. N\u00f3s estamos passando por essa passagem, que nem a gera\u00e7\u00e3o de Johannes Gutenberg (criador da primeira m\u00e1quina de impress\u00e3o), que saiu do manuscrito para o impresso. Eu n\u00e3o tenho medo dessa era digital\u201d, garantiu o poeta.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O carioca Ricardo Chacal foi outro participante da Virada Po\u00e9tica e tamb\u00e9m um dos grandes nomes do movimento da \u201cPoesia Marginal\u201d. Esta \u00e9 a quarta vez que pisa em solos natalenses, a primeira foi ano de 1979, a segunda em 2004 e ano passado foi um dos participantes do Festival Liter\u00e1rio de Pipa (Flipipa).<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"has-medium-font-size wp-block-heading\" style=\"font-style:normal;font-weight:100\">\u201cFico feliz que esta cidade fa\u00e7a eventos de cultura como esse aqui. Na cidade tem uma nova gera\u00e7\u00e3o de escritores e poetas que est\u00e1 pulsando na cidade\u201d, avaliou.<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><br \/>Tamb\u00e9m garantiu n\u00e3o ter medo de trabalhar com o meio digital. \u201cEu me sinto pr\u00f3ximo das pessoas com a internet. Voc\u00ea pode vender o livro que quiser, n\u00e3o haver\u00e1 o retorno do p\u00fablico ou de algum cr\u00edtico liter\u00e1rio\u201d, comentou Chacal.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Assim como Nicolas, o artista divulgou sua primeira publica\u00e7\u00e3o \u201cMuito Prazer, Ricardo\u201d utilizando o mime\u00f3grafo. Agora, a internet faz com que ele conhe\u00e7a artistas de outros estados brasileiros, como a poeta potiguar Regina Azevedo, de 15 anos, que recentemente lan\u00e7ou a sua mais nova publica\u00e7\u00e3o, intitulada de \u201cPor Isso Amo em Azul Intenso\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u201cPara mim, o importante n\u00e3o \u00e9 a idade ou g\u00eanero, \u00e9 o conte\u00fado do texto. A Regina sabe usar muito bem na internet\u201d, disse. De acordo com Chacal, as redes sociais ajudaram na troca de experi\u00eancias entre poetas e leitores, mas isso n\u00e3o quer dizer que a juventude tinha se afastado dos poemas.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"has-medium-font-size wp-block-heading\" style=\"font-style:normal;font-weight:100\">\u201cPara fazer uma poesia precisa apenas ler e escrever, a princ\u00edpio. M\u00fasica tem que aprender a tocar, no Teatro precisa ir numa escola de teatro e artes pl\u00e1sticas \u00e9 dif\u00edcil. A internet permite que os poemas circulem cada vez mais, estimulando, assim, o h\u00e1bito da leitura e aumentando a frequ\u00eancia que escrevem\u201d, avaliou.<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O seu trabalho mais recente foi resultado dessa intera\u00e7\u00e3o com a internet, \u201cSeu Madruga e Eu\u201d (editado pelo selo potiguar Jovens Escribas), que divulgou na capital potiguar e re\u00fane v\u00e1rias publica\u00e7\u00f5es que foram realizadas em sua p\u00e1gina do Facebook. A produ\u00e7\u00e3o iniciou quando viu que o seu chap\u00e9u e fisionomia parecia muito com o personagem da s\u00e9rie mexicana \u201cChaves\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u201cEnt\u00e3o, eu comecei a brincar com isso e publicar as coisas no Facebook. Juntei todos os trabalhos e montei o livro. Achei que o Facebook \u00e9 uma ferramenta ligeira e o retorno \u00e9 maior. A obra fala mais da perda de identidade, que \u00e9 muito comum nas redes sociais\u201d, comentou.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>No per\u00edodo mais dark do jornalismo eu consegui resgatar coisas valiosas. O ano era 2015, per\u00edodo que estava bastante depressiva, n\u00e3o rendia bem no trabalho e tinha um Trabalho de Conclus\u00e3o de Curso. 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