{"id":4138,"date":"2022-05-25T00:00:00","date_gmt":"2022-05-25T03:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/homologacao.nerdbug.com.br\/?p=4138"},"modified":"2022-05-25T00:00:00","modified_gmt":"2022-05-25T03:00:00","slug":"rn-e-o-3o-estado-nordestino-com-menor-casos-de-mortalidade-materna","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/brechando.com\/novo\/rn-e-o-3o-estado-nordestino-com-menor-casos-de-mortalidade-materna\/","title":{"rendered":"RN \u00e9 o 3\u00ba estado nordestino com menor casos de mortalidade materna"},"content":{"rendered":"<p>A mortalidade materna ainda \u00e9 uma realidade no Brasil, apesar das campanhas do pr\u00e9-natal para as gestantes. Dados do Minist\u00e9rio da Sa\u00fade <a href=\"https:\/\/brechando.com\/novo\/2021\/11\/23\/uma-brasilia-amarela-em-natal-e-historia-para-contar\/\">apontam que o Brasil<\/a> conseguiu primeiramente reduzir em 8,4% entre 2017 e 2018 a Raz\u00e3o de Mortalidade Materna (RMM), um dos principais indicadores de qualidade de aten\u00e7\u00e3o \u00e0 sa\u00fade das mulheres no per\u00edodo reprodutivo.<\/p>\n<p>Em 2018, a RMM no pa\u00eds foi de 59,1 \u00f3bitos para cada 100 mil nascidos vivos, enquanto no ano anterior era de 64,5. Os n\u00fameros est\u00e3o em boletim epidemiol\u00f3gico do Minist\u00e9rio da Sa\u00fade divulgados na mesma semana em que se comemora o Dia Internacional de Luta pela Sa\u00fade da Mulher e Dia Nacional de Redu\u00e7\u00e3o da Mortalidade Materna.<\/p>\n<h2>Afinal, o que \u00e9 a mortalidade materna?<\/h2>\n<p>\u00d3bito materno \u00e9 definido como a morte de uma mulher, ocorrida durante a gesta\u00e7\u00e3o, parto ou dentro de um per\u00edodo de 42 dias ap\u00f3s o t\u00e9rmino da gesta\u00e7\u00e3o, por qualquer causa relacionada com a gravidez, n\u00e3o inclu\u00eddas causas acidentais ou incidentais. Por\u00e9m, nem todo \u00f3bito materno \u00e9 registrado corretamente no Sistema de Informa\u00e7\u00f5es sobre Mortalidade (SIM). As mortes maternas podem ser ap\u00f3s o parto ou puerp\u00e9rio, chamada de obstetr\u00edcia direta, que corresponde 64% dos n\u00fameros registrados.<\/p>\n<p>29% veio por obstetr\u00edcia indireta. Quer dizer, contraiu alguma doen\u00e7a na maternidade que resultou em usa morte. O novo coronav\u00edrus fez muitas mulheres a morrerem ap\u00f3s o parto.<\/p>\n<p>Muitas vezes, as causas declaradas registram a causa terminal das afec\u00e7\u00f5es ou les\u00f5es que sobrevieram por \u00faltimo na sucess\u00e3o dos eventos que culminaram com a morte, o que mascara a causa b\u00e1sica e dificulta a identifica\u00e7\u00e3o do \u00f3bito materno.<\/p>\n<p>A redu\u00e7\u00e3o da mortalidade materna no Brasil \u00e9 ainda um desafio para os servi\u00e7os de sa\u00fade e para a sociedade como um todo. As altas taxas encontradas se configuram um grave problema de sa\u00fade p\u00fablica, atingindo desigualmente as regi\u00f5es brasileiras, com maior preval\u00eancia entre mulheres das classes sociais com menor ingresso e acesso aos bens sociais. Se configura como uma das mais graves viola\u00e7\u00f5es dos direitos humanos das mulheres, por ser uma trag\u00e9dia evit\u00e1vel em 92% dos casos e por ocorrer principalmente nos pa\u00edses em desenvolvimento.<\/p>\n<p>A meta da Organiza\u00e7\u00e3o das Na\u00e7\u00f5es Unidas (ONU) <a href=\"https:\/\/portaldeboaspraticas.iff.fiocruz.br\/atencao-mulher\/mortalidade-materna-no-brasil-boletim-epidemiologico-n-o-20-ms-maio-2020\/\">\u00e9 que as mortes maternas sejam 30 mulheres a cada 100 mil habitantes<\/a>. Como resultado, o n\u00famero de v\u00edtimas no Brasil ainda \u00e9 um pouco superior.<\/p>\n<h2>Nordeste reduziu os casos<\/h2>\n<p>Os maiores percentuais de redu\u00e7\u00e3o foram nas regi\u00f5es Norte e Nordeste, no qual juntos reduziram quase 17,4% dos casos brasileiros. Na regi\u00e3o Nordeste, os casos registrados pelo Sistema \u00danico de Sa\u00fade (SUS) mostram que os \u00f3bitos acontecem entre 68 mulheres para cada 100 mil habitantes.<\/p>\n<p>J\u00e1 a regi\u00e3o Centro-Oeste registrou um aumento de 14% dos casos.<\/p>\n<h2>Como anda a realidade do Rio Grande do Norte?<\/h2>\n<p>Nos \u00faltimos 10 anos houve uma redu\u00e7\u00e3o de 63,1\/100 mil pessoas para 58,6\/100 mil pessoas no Rio Grande do Norte. Portanto, houve uma redu\u00e7\u00e3o de 7%. Al\u00e9m disso, o estado \u00e9 o terceiro do Nordeste que apresenta mortes de mulheres ap\u00f3s o parto. Perdendo apenas para Para\u00edba (53,2 para cada 100 mil habitantes) e Alagoas (49,5\/100 mil).<\/p>\n<p>E ainda o estado est\u00e1 abaixa da m\u00e9dia nordestina, que corresponde 67,1 para 100 mil mulheres. Mas, ainda \u00e9 um pouco maior que a m\u00e9dia brasileira (59,1 pessoas para 100 mil brasileiros). Mulheres negras representam 65% dos \u00f3bitos maternos, mostrando que a desigualdade social tamb\u00e9m acontece no tratamento pr\u00e9-natal.<\/p>\n<h2>Medidas para reduzir a mortalidade materna<\/h2>\n<p>Para reduzir a mortalidade materna, \u00e9 necess\u00e1rio que as mulheres beneficiem-se de recursos tecnol\u00f3gicos. Por exemplo, medicamentos e outros materiais m\u00e9dicos e, aten\u00e7\u00e3o especializada, prevendo agravos durante todo o momento reprodutivo, at\u00e9 mesmo nos intervalos do mesmo.<\/p>\n<p>Por isso, \u00e9 necess\u00e1rio criar pol\u00edticas p\u00fablicas, inclusive nas tr\u00eas esferas, que ajudam a proteger a gr\u00e1vida e o beb\u00ea a ficarem saud\u00e1veis durante estes nove meses.<\/p>\n<p>Al\u00e9m de acesso m\u00e9dico, precisa tamb\u00e9m criar condi\u00e7\u00f5es externas que possam fornecer qualidade de vida, como viver em moradia com saneamento b\u00e1sico, acabar com a fome, vacinar, higiene e tamb\u00e9m ao acesso ao esporte e lazer. Sem contar que precisa ter acesso a campanhas que lhe forne\u00e7am informa\u00e7\u00f5es b\u00e1sicas.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A mortalidade materna ainda \u00e9 uma realidade no Brasil, apesar das campanhas do pr\u00e9-natal para as gestantes. Dados do Minist\u00e9rio da Sa\u00fade apontam que o Brasil conseguiu primeiramente reduzir em 8,4% entre 2017 e 2018 a Raz\u00e3o de Mortalidade Materna (RMM), um dos principais indicadores de qualidade de aten\u00e7\u00e3o \u00e0 sa\u00fade das mulheres no per\u00edodo [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":25,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[38],"tags":[3661],"class_list":["post-4138","post","type-post","status-publish","format-standard","category-cidadesutilidade-publica","tag-casosmortalidade-maternario-grande-do-norte"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/brechando.com\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4138","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/brechando.com\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/brechando.com\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/brechando.com\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/25"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/brechando.com\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=4138"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/brechando.com\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4138\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/brechando.com\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=4138"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/brechando.com\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=4138"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/brechando.com\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=4138"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}