{"id":4042,"date":"2021-12-20T00:00:00","date_gmt":"2021-12-20T03:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/homologacao.nerdbug.com.br\/?p=4042"},"modified":"2021-12-20T00:00:00","modified_gmt":"2021-12-20T03:00:00","slug":"fotolivros-uma-nova-narrativa-segundo-everson-de-andrade","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/brechando.com\/novo\/fotolivros-uma-nova-narrativa-segundo-everson-de-andrade\/","title":{"rendered":"Fotolivros: uma nova narrativa, segundo Everson de Andrade"},"content":{"rendered":"<blockquote>\n<h4 class=\"post-title\">Nota da edi\u00e7\u00e3o<\/h4>\n<p>O fot\u00f3grafo e jornalista Everson de Andrade \u00e9 um dos maiores entusiastas da fotografia e do jornalismo. F\u00e3 do jornalismo gonzo e de contar hist\u00f3rias da cidade, ele recentemente desenvolveu duas produ\u00e7\u00f5es para falar de Natal na fotografia e registramos no <a href=\"https:\/\/brechando.com\/novo\/2021\/04\/14\/revista-maniva-chegou-com-a-sua-edicao-zero\/\"><strong>Brechando<\/strong><\/a>. Agora, ele vai compartilhar um texto sobre a import\u00e2ncia do fotolivros na divulga\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Por sinal, foi culpa de Everson que conheci o jornalismo gonzo a partir de uma oficina e por compartilhar aos colegas nos corredores do setor 2 a Revista Trip. A capa que ilustra a reportagem \u00e9 &#8220;Cidade Abaixo&#8221;, de sua autoria.<\/p><\/blockquote>\n<div id=\"content\">\n<p>Hist\u00f3rias contadas atrav\u00e9s de imagens tem se tornado cada dia mais comuns no mundo, mas n\u00e3o \u00e9 de hoje que \u00e9 assim. Desde a inven\u00e7\u00e3o da fotografia em 1816 por Joseph Ni\u00e9pce que a imagem vem sendo usada para noticiar os fatos, emocionar, documentar e guardar a mem\u00f3ria de um povo e dos indiv\u00edduos. Todavia, por muito tempo esteve como suporte e apoio ao texto e poucas vezes como a grande protagonista da narrativa.<\/p>\n<p>Com o passar dos anos constatou-se o surgimento dos fotolivros, conforme destaca a professora doutora da Universidade Federal de Pernambuco, Daniela Nery Bacchi.<\/p>\n<blockquote><p>\u201c<em>\u00c9 legal saber logo de cara que o fotolivro pode narrar muitos tipos de hist\u00f3rias. Algumas s\u00e3o mais lineares, mais pr\u00f3ximas de uma narrativa tradicional com in\u00edcio, meio e fim, outras querem falar de um sentimento ou algum conceito. Ent\u00e3o para quem n\u00e3o conhece \u00e9 bom saber que tem uma variedade grande de temas nessa \u00e1rea\u201d<\/em>, destaca.<\/p><\/blockquote>\n<h2>Qual significado de um fotolivro?<\/h2>\n<p>A professora destaca diferen\u00e7as entre os fotolivros e publica\u00e7\u00f5es liter\u00e1rias convencionais.<\/p>\n<blockquote><p>&#8220;<em>A diferen\u00e7a, \u00f3bvio, \u00e9 que a falta do texto faz a narrativa ser mais dif\u00edcil de ser compreendida algumas vezes. Ent\u00e3o ela \u00e9 mais desafiadora e mais instigante ao leitor, pois o texto deixa mais claro e explicita melhor certas coisas como tempo e espa\u00e7o da narrativa, o que a foto deixa mais aberto. Ent\u00e3o a primeira diferen\u00e7a mais \u00f3bvia eu diria que a linguagem visual ela vai ser mais desafiadora&#8221;<\/em>, explica.<\/p><\/blockquote>\n<p>Mais uma diferencia\u00e7\u00e3o n\u00e3o t\u00e3o \u00f3bvia \u00e9 que a linguagem visual se relaciona com outras linguagens, ou seja, ela apresenta uma abordagem mais sensorial ao consumidor de seu conte\u00fado.<\/p>\n<p>Segundo a professora:<\/p>\n<blockquote><p>\u201c<em>O leitor poder se colocar melhor e se desafiar a entender a narrativa e construir pontes com outras linguagens visuais como o cinema, o v\u00eddeo, a cultura as artes visuais e a as artes pl\u00e1sticas. \u00c9 um prazer n\u00e3o \u00f3bvio da narrativa em fotografia. E tudo isso vai depender do background do leitor. Das experi\u00eancias que ele tem com outras linguagens visuais e outras formas de artes pl\u00e1sticas para poder modular esse entendimento dele<\/em>\u201d.<\/p><\/blockquote>\n<p>Jos\u00e9 Fujoca, idealizador de um espa\u00e7o especializado na venda de fotolivros e livros de arte em S\u00e3o Paulo, ao lado de Luciana Molisani, da Lovely House, e que tamb\u00e9m conta com presen\u00e7a on-line, destaca que nos \u00faltimos anos autores, artistas ou n\u00e3o, tem se expressado no formato relativamente novo, no qual a narrativa \u00e9 criada a partir de uma sequ\u00eancia de imagens. Ele cita o Instagram como um exemplo de suporte para essa forma de express\u00e3o, mas que muitos objetos de arte est\u00e3o se consolidando na forma de um livro.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h2>Como anda o mercado de Fotolivros<\/h2>\n<p>O mercado de fotolivros vem crescendo a cada dia e isso \u00e9 reflexo na quantidade de novas e pequenas editoras surgindo no mercado, produzindo com maior capilaridade e pensando em nichos. A editora Deu Na Telha \u00e9 um exemplo. Dirigida pelo fot\u00f3grafo Pablo Pinheiro, \u00e9 sediada no Rio Grande do Norte, mas j\u00e1 tem trabalho selecionado em diversas convocat\u00f3rias do Brasil.<\/p>\n<blockquote><p>\u201c<em>Temos um ac\u00famulo de produ\u00e7\u00e3o local no Nordeste muito grande e muitos trabalhos bons, mas que n\u00e3o chegam aos olhos das pessoas que administram o mercado de galerias e etc. Existe um \u00edndice de marginais de trabalhos e artistas no Nordeste muito grande em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s galerias. E por isso procuramos potencializar a produ\u00e7\u00e3o de fotografia no Nordeste e no Brasil<\/em>\u201d<\/p><\/blockquote>\n<p>Al\u00e9m disso, cabe destacar que hoje \u00e9 muito mais acess\u00edvel publicar um fotolivro independente do que anos atr\u00e1s. Ainda mais o pr\u00f3prio autor faz o trabalho fotogr\u00e1fico, a edi\u00e7\u00e3o e editora\u00e7\u00e3o, assim procurando apenas uma gr\u00e1fica para a impress\u00e3o final.<\/p>\n<figure id=\"attachment_36840\" aria-describedby=\"caption-attachment-36840\" style=\"width: 986px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"https:\/\/brechando.com\/novo\/wp-content\/uploads\/2021\/12\/DSCF0668.jpg\"><img loading=\"lazy\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-36840\" src=\"https:\/\/brechando.com\/novo\/wp-content\/uploads\/2021\/12\/DSCF0668.jpg\" alt=\"\" width=\"986\" height=\"575\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-36840\" class=\"wp-caption-text\">Fotos de Everson de Andrade<\/figcaption><\/figure>\n<p>O fot\u00f3grafo C\u00edcero Costa publicou seu primeiro fotolivro \u201c<em>Baixa Estima<\/em>\u201d de forma independente em 2021 e destaca a import\u00e2ncia desse acesso.<\/p>\n<blockquote><p><em>\u201cPublicar um livro de forma independente \u00e9 significativo para n\u00e3o precisar ficar esperando uma oportunidade que talvez nunca apare\u00e7a. Se a gente n\u00e3o der o primeiro passo, vai ficar na espera sempre. E, como sempre foi n\u00f3s por n\u00f3s, temos de dar o primeiro passo e acreditar. O que \u00e9 interessante \u00e9 que depois que fiz est\u00e3o rolando v\u00e1rias oportunidades e coisas em decorr\u00eancia do livro, o que talvez nunca aconteceria se eu ficasse aqui s\u00f3 com o projeto guardado. E f\u00e9 em Deus que outros mais v\u00e3o vir a\u00ed\u201d<\/em>, finaliza.<\/p><\/blockquote>\n<h3>Futuro<\/h3>\n<p>Os especialistas vem como promissor o futuro do mercado de fotolivros no Brasil e no mundo. Daniela Bacchi projeta que al\u00e9m das publica\u00e7\u00f5es impressas, tamb\u00e9m devem surgir obras digitais, mas ela tamb\u00e9m v\u00ea um aumento no n\u00famero de editoras cada vez mais nichadas nos mais diversos segmentos. \u201cEsse formato tem ganhado muita aten\u00e7\u00e3o, ent\u00e3o isso vai gerar aumento de mercado e profissionais especializados. A gente tem, por exemplo, a Estrondo, editora especializada em mulheres. Ent\u00e3o esse meio vai se dividir e se especializar cada vez mais\u201d, complementa.<\/p>\n<p>Fujoca ainda destaca que esse movimento dever\u00e1 impulsionar a aceita\u00e7\u00e3o do produto no mercado com um aumento de seu p\u00fablico.<\/p>\n<blockquote><p><em>\u201cA linguagem do fotolivro vem sendo descoberta, explorada e disseminada por um n\u00famero cada vez maior de fot\u00f3grafos, artistas e leigos. S\u00e3o interessados na autoexpress\u00e3o por imagens. Esse movimento \u00e9 bom, pois impulsiona ajuda a lapidar tem\u00e1ticas e trazer intimidade entre este tipo de produ\u00e7\u00e3o art\u00edstica e seus autores\u201d<\/em>, finaliza.<\/p><\/blockquote>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Nota da edi\u00e7\u00e3o O fot\u00f3grafo e jornalista Everson de Andrade \u00e9 um dos maiores entusiastas da fotografia e do jornalismo. 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