{"id":3996,"date":"2022-02-10T00:00:00","date_gmt":"2022-02-10T03:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/homologacao.nerdbug.com.br\/?p=3996"},"modified":"2022-02-10T00:00:00","modified_gmt":"2022-02-10T03:00:00","slug":"meu-nome-e-discol-visitando-o-centro-de-natal","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/brechando.com\/novo\/meu-nome-e-discol-visitando-o-centro-de-natal\/","title":{"rendered":"Meu nome \u00e9 Discol, visitando o Centro de Natal"},"content":{"rendered":"\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><span style=\"font-weight: 400;\">Nota da editora: Na primeira edi\u00e7\u00e3o da revista (link no menu do site) do <\/span><b>Brechando<\/b><span style=\"font-weight: 400;\"> eu entrevistei Luiz Br\u00e1s, dono da loja Discol, que at\u00e9 hoje resiste na Cidade Alta vendendo discos e outros artigos relacionados. Quatro anos ap\u00f3s essa mat\u00e9ria descobri que a loja ainda funciona e vou compartilhar esta mat\u00e9ria.<\/span><\/p>\n<\/blockquote>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>O in\u00edcio&nbsp;<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><span style=\"font-weight: 400;\">Um dos ramos do antigo Grande Ponto, a rua Jo\u00e3o Pessoa no bairro de Cidade Alta \u00e9 dividido entre coisas novas e antigas, entre as grandes redes de magazines e os tradicionais. Os edif\u00edcios Ducal e Sisal ainda est\u00e3o lado a lado dos casar\u00f5es que foram vulgarmente modificados. No piso inferior da loja ma\u00e7\u00f4nica da loja 21 de mar\u00e7o (um dos primeiros registros da Ma\u00e7onaria na cidade) est\u00e1 uma resist\u00eancia da venda de LPs na capital potiguar.&nbsp;<\/span><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><span style=\"font-weight: 400;\">A Discol at\u00e9 hoje vende os produtos oferecidos quando a mesma veio eventualmente para capital potiguar no ano de 1975.<\/span><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><span style=\"font-weight: 400;\">Em um espa\u00e7o mais reduzido, os discos de vinil ainda est\u00e3o l\u00e1 utilizados como objetos de decora\u00e7\u00e3o ou custando entre 10 a 20 reais, dependendo se o mesmo \u00e9 raro ou n\u00e3o, al\u00e9m de vender camisetas de bandas de rock e heavy metal, shape de skate, pendrive com m\u00fasica e fornece o servi\u00e7o de converter VHS em DVD e transformar m\u00fasicas de vinil e cassete para CD.<\/span><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><span style=\"font-weight: 400;\">Ou seja, teve que se modernizar para se manter viva. Antes que esque\u00e7a, nos fundos da loja ainda tem um est\u00fadio de tatuagem.<\/span><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><span style=\"font-weight: 400;\">\u201cMe lembro que comecei como olheiro na Discol de Campina Grande (PB), a matriz da loja, era bem novinho e tinha 14 anos. Quando eles quiseram se instalar em Natal, eles me chamaram para trabalhar, quase fui na mala do fusca (risos)\u201d, disse Luiz Br\u00e1s, que trabalha h\u00e1 43 anos no local e hoje \u00e9 o propriet\u00e1rio.<\/span><\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Loja virou seu nome?<\/h3>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><span style=\"font-weight: 400;\">\u201cO Centro inteiro me chama de Luiz da Discol. A loja virou meu nome\u201d, afirmou um grande amante da m\u00fasica e estava usando uma camiseta do Motorhead enquanto lhe entrevistava.<\/span><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><span style=\"font-weight: 400;\">Br\u00e1s lembra muito bem o dia em que a loja foi inaugurada. \u201cFoi uma semana antes do carnaval de 1975 em outro local na Cidade Alta e depois ficamos por aqui. Foi proposital a data, para as pessoas comparem os discos do momento\u201d, explicou.&nbsp;<\/span><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><span style=\"font-weight: 400;\">Meu primeiro contato com a Discol foi andando pelas ruas do Centro e vi que tinha poucas lojas mantendo a sua caracteriza\u00e7\u00e3o. O letreiro da rua ainda tinha cara de anos 70 e 80 e vasculhando os discos da minha m\u00e3e, alguns ainda mantinham a etiqueta da loja.<\/span><\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter\"><a href=\"http:\/\/brechando.com\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/WhatsApp-Image-2021-11-12-at-16.55.04.jpeg\"><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/brechando.com\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/WhatsApp-Image-2021-11-12-at-16.55.04.jpeg\" alt=\"Discol\" class=\"wp-image-36205\"\/><\/a><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><span style=\"font-weight: 400;\">\u201cOs antigos donos amavam est\u00e1 logo, era o maior carinho do mundo\u201d, relatou o quase m\u00fasico Luiz. Sim, ele quase entrou em banda.&nbsp;<\/span><\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Irm\u00e3o de Maguila dos Teclados<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><span style=\"font-weight: 400;\">Sua carreira musical ou quase carreira aconteceu quando ele e os irm\u00e3os foram convidados para formar uma banda de baile, na Para\u00edba (\u201cnos moldes do Grafith\u201d),&nbsp; por um pol\u00edtico que iria lhes emprestar, no qual deixou toda a fam\u00edlia empolgada com a artimanha. \u201cNo final a banda nem deu certo, deixando todo mundo descontente, alguns n\u00e3o querem tocar mais o instrumento por conta do trauma. Somente um dos meus irm\u00e3os resolveu se tornar cantor\u201d, contou Luiz se referindo ao Maguila, seresteiro bastante conhecido no Nordeste.<\/span><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><span style=\"font-weight: 400;\">Maguila \u00e9 uma figurinha carimbada nas serestas promovida pela Carreta Churrascaria, que ficava na Avenida Engenheiro Roberto Freire, e roda pelo interior do Nordeste e principalmente em casas de shows especializadas na cidade sobre seresta.&nbsp;<\/span><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><span style=\"font-weight: 400;\">\u201cN\u00e3o porque ele \u00e9 meu irm\u00e3o, mas ele \u00e9 um excelente m\u00fasico na \u00e1rea do que faz, sempre teve talento, um excelente seresteiro. Ainda toco bateria ou qualquer instrumento de percuss\u00e3o, mas \u00e9 por puro lazer\u201d, relatou.&nbsp;<\/span><\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>Come\u00e7ou sendo funcion\u00e1rio<\/strong><\/h2>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter\"><a href=\"http:\/\/brechando.com\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/WhatsApp-Image-2021-11-12-at-16.55.03.jpeg\"><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/brechando.com\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/WhatsApp-Image-2021-11-12-at-16.55.03.jpeg\" alt=\"Discol\" class=\"wp-image-36204\"\/><\/a><figcaption class=\"wp-element-caption\">Fachada da Discol<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><span style=\"font-weight: 400;\">A hist\u00f3ria do Disco e do Luiz se confunde, tanto que o seu nome no Facebook \u00e9 Luiz Discol. \u201cQuando voc\u00ea se envolve tanto com a loja, as pessoas colocam o nome dela junto com o meu de batismo. Amo trabalhar por aqui, passei por todas as \u00e1reas e s\u00f3 vai fechar quando morrer.\u201d.&nbsp;<\/span><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><span style=\"font-weight: 400;\">Luiz come\u00e7ou como olheiro, depois passou para o balc\u00e3o e finalmente chegou a ger\u00eancia. \u201cFiquei 18 anos na ger\u00eancia, segundo a minha carteira de trabalho. Somente quando a loja de Campina Grande fechou no in\u00edcio dos anos 2000, resolvi comprar o ponto e administrar a Discol\u201d.&nbsp;<\/span><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><span style=\"font-weight: 400;\">Se nos anos 80, as pessoas compravam os discos do momento. Hoje a galera quer saber se ainda existe o melhor do Amado Batista (mesmo com alguns clientes saudosistas).<\/span><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><span style=\"font-weight: 400;\">\u201cApesar de colocar m\u00fasica popular para chamar aten\u00e7\u00e3o, muitos jovens que querem saber dos LPs, lamento que o pessoal de 40 anos que viveu os \u00e1ureos tempos do disco n\u00e3o querem saber de vitrola ou vinil\u201d, contou o Br\u00e1s, que ainda quer manter a m\u00fasica viva em um mundo que s\u00f3 quer saber de Spotify e escutar m\u00fasica via You Tube.&nbsp;&nbsp;<\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Nota da editora: Na primeira edi\u00e7\u00e3o da revista (link no menu do site) do Brechando eu entrevistei Luiz Br\u00e1s, dono da loja Discol, que at\u00e9 hoje resiste na Cidade Alta vendendo discos e outros artigos relacionados. 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