{"id":3909,"date":"2021-12-10T00:00:00","date_gmt":"2021-12-10T03:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/homologacao.nerdbug.com.br\/?p=3909"},"modified":"2021-12-10T00:00:00","modified_gmt":"2021-12-10T03:00:00","slug":"analisando-faixa-por-faixa-o-disco-de-ananda-k","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/brechando.com\/novo\/analisando-faixa-por-faixa-o-disco-de-ananda-k\/","title":{"rendered":"Analisando faixa por faixa o disco de Ananda K"},"content":{"rendered":"<p>Fim do ano chegando, vamos mostrar que o 21 teve uma coisa boa. Conheci a Ananda Krishna por interm\u00e9dio de uma amiga, a Bethise Cabral, que tamb\u00e9m \u00e9 jornalista. O evento foi em Ponta Negra e foi muito divertido, Ananda canta muito e animara a galera, mesmo que seja com voz e viol\u00e3o, mas seu estilo meio feiticeira era sua marca. Entretanto, os destinos mudaram e em 2021 finalmente pode lan\u00e7ar o seu primeiro \u00e1lbum. Al\u00e9m disso, o disco tem a assinatura do selo do Dosol, que \u00e9 famoso pelo seu festival de m\u00fasica alternativa de mesmo nome.<\/p>\n<p>No segundo semestre de 2021, agora a Ananda K traz em sua bagagem mais de 11 anos de carreira com o\u00a0 \u201cFeiti\u00e7aria\u201d.\u00a0 O disco n\u00e3o veio ao acaso, uma vez que ela comemorou o anivers\u00e1rio de 30 anos.<\/p>\n<blockquote><p>\u201cSempre enfrentei os desafios de construir um trabalho autoral e confiei que seria poss\u00edvel atingir os cora\u00e7\u00f5es com tudo aquilo em que eu acreditava\u201d, disse Ananda em release para imprensa.<\/p><\/blockquote>\n<h2>Um disco autobiogr\u00e1fico<\/h2>\n<p>Apesar de uma grande carga autobiogr\u00e1fica, \u201cFeiti\u00e7aria\u201d, vem com 10 can\u00e7\u00f5es que tem as caracter\u00edsticas de envolver e cativar o p\u00fablico, provocando o sentimento de identifica\u00e7\u00e3o e aproxima\u00e7\u00e3o com as letras e as hist\u00f3rias nelas contadas.<\/p>\n<p>O \u00e1lbum tamb\u00e9m traz \u201cMenina de Litoral\u201d, m\u00fasica in\u00e9dita da compositora, que enaltece o litoral do Rio Grande do Norte atrav\u00e9s do poder da mulher litor\u00e2nea; uma mulher livre, de for\u00e7a, coragem e autenticidade. Ainda na inten\u00e7\u00e3o de valorizar as riquezas naturais potiguares, Ananda faz mem\u00f3ria ao Rio Potengi, atrav\u00e9s da m\u00fasica \u201cAbra\u00e7o de Mar\u201d.<\/p>\n<h3>Claro que ela falou do feminismo<\/h3>\n<figure id=\"attachment_35514\" aria-describedby=\"caption-attachment-35514\" style=\"width: 1984px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"https:\/\/brechando.com\/novo\/wp-content\/uploads\/2021\/09\/Ananda-K_Foto-Brunno-Martins_2.jpg\"><img loading=\"lazy\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-35514\" src=\"https:\/\/brechando.com\/novo\/wp-content\/uploads\/2021\/09\/Ananda-K_Foto-Brunno-Martins_2.jpg\" alt=\"Ananda K\" width=\"1984\" height=\"2480\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-35514\" class=\"wp-caption-text\">Foto que foi usada para capa do disco<\/figcaption><\/figure>\n<p>Enquanto mulher l\u00e9sbica, Ananda traz m\u00fasicas que inspiram sobre o tema, al\u00e9m do empoderamento feminino e amor pr\u00f3prio. Al\u00e9m disso, a artista define como um processo de encontro e cura que perpassa pela auto aceita\u00e7\u00e3o e respeito.<\/p>\n<p><span style=\"color: #333333;\">A produ\u00e7\u00e3o do \u00e1lbum ficou a cargo de Diego Francisco, com mixagem de Yves Fernandes, dire\u00e7\u00e3o art\u00edstica de Anderson Foca e masteriza\u00e7\u00e3o por Eduardo Pinheiro.\u00a0<\/span><\/p>\n<h2>Comentando faixa a faixa do disco de Ananda K<\/h2>\n<h3 style=\"padding-left: 40px;\"><strong>1. Feiti\u00e7aria<\/strong><\/h3>\n<p>A m\u00fasica que recebe o t\u00edtulo do \u00e1lbum traz um bai\u00e3o com batidas eletr\u00f4nicas. O bacana da can\u00e7\u00e3o \u00e9 que tem um refr\u00e3o gostosinho, no qual conta a hist\u00f3ria de uma mo\u00e7a que se encantou com uma pessoa e agora est\u00e1 perdida de amor. Espero que tenha um clipe, pois tem uma hist\u00f3ria completa na minha cabe\u00e7a.<\/p>\n<h3 dir=\"ltr\" style=\"padding-left: 40px;\">2. <strong>S\u00f3sealisar\u00a0<\/strong><\/h3>\n<p dir=\"ltr\">A segunda segue a linha do bai\u00e3o com uma linha de baixo gostosa. Lembra muito o trabalho de <a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=ynEh6bE9V3g\">C\u00e1tia de Fran\u00e7a<\/a>, que misturava o bai\u00e3o, mas com o jeito de Rock and Roll. A can\u00e7\u00e3o mostra a vontade do eu-l\u00edrico de ro\u00e7ar que a crush no luar da noite, sendo que cheio de met\u00e1foras que s\u00f3 cresceu no interior do Nordeste sabe bem. Sim, todas as m\u00fasicas de Ananda K cortejam as mo\u00e7as.<\/p>\n<h3 dir=\"ltr\" style=\"padding-left: 40px;\">3. <strong>Venha c\u00e1 ao mar<\/strong><\/h3>\n<p dir=\"ltr\">Saindo do interior, hora de migrar para o litoral, por\u00e9m voc\u00ea n\u00e3o se liga no trocadilho do t\u00edtulo at\u00e9 o chegar ao refr\u00e3o. Se voc\u00ea j\u00e1 andou com o crush nas \u00e1guas de Ponta Negra e sentou perto das pedras do Morro do Careca vai se identificar com a cantiga. Por isso, um som bem mais puxado ao Coco de Roda para lembrar aquelas tardes de domingo.<\/p>\n<h3 dir=\"ltr\" style=\"padding-left: 40px;\">4. Fico at\u00e9 meio sem ar<\/h3>\n<p>Sai o Coco de Roda e entra o bai\u00e3o, al\u00e9m de uma forte influ\u00eancia de C\u00e1tia de Fran\u00e7a e da potiguar <a href=\"https:\/\/brechando.com\/novo\/2019\/07\/terezinha-de-jesus-a-historia-da-diva-potiguar\/\">Terezinha de Jesus<\/a>. A can\u00e7\u00e3o \u00e9 mais um amor com um sotaque nordestino gostoso e sem aquele toque comercial que tivemos que ouvir de Juliette (At\u00e9 eu que torci por ela no BBB n\u00e3o consigo defender o disco).<\/p>\n<h3 style=\"padding-left: 40px;\">5. Amarela faceira<\/h3>\n<p>Assim como a primeira faixa, a can\u00e7\u00e3o \u00e9 uma m\u00fasica com batidas eletr\u00f4nicas e \u00e9 a m\u00fasica mais autobiogr\u00e1fica, no qual fala por meio de figuras de linguagem sobre a sua jornada de auto aceita\u00e7\u00e3o e de ter amor pr\u00f3prio. A can\u00e7\u00e3o tem v\u00e1rias nuances, mas a parte que ela finalmente comenta que finalmente se aceitou o ritmo da faixa \u00e9 mais voltado para o coco de roda. Outra can\u00e7\u00e3o que renderia um clipe ou uma arte perform\u00e1tica.<\/p>\n<h3 style=\"padding-left: 40px;\">6.\u00a0 Abra\u00e7o de Mar<\/h3>\n<p>O final de &#8220;Amarela faceira&#8221; liga direto com a sexta faixa, &#8220;Abra\u00e7o de Mar&#8221;, que traz uma declara\u00e7\u00e3o ao amor para sua dama, fazendo compara\u00e7\u00e3o com as belezas do mar potiguar, como Rio Potengi.\u00a0 Na segunda e terceira faixa, a gente viu o trocadilho com as palavras, isto repetiu, uma vez que os versos alternam entre &#8220;Abra\u00e7o de Mar&#8221; e &#8220;A bra\u00e7o de mar&#8221;.\u00a0 Al\u00e9m disso, traz uma forte influ\u00eancia do ijex\u00e9, famoso ritmo na Bahia.<\/p>\n<h3 style=\"padding-left: 40px;\">7. Mulher<\/h3>\n<p>A can\u00e7\u00e3o traz a valoriza\u00e7\u00e3o de uma mulher livre, de for\u00e7a, coragem e autenticidade. Com uma batida de funk bem gostosa, mostra a vontade de Ananda falar da visibilidade l\u00e9sbica e tamb\u00e9m de ser livre em se relacionar o que quiser. Foi a m\u00fasica mais pol\u00edtica do \u00e1lbum, que traz um desabafo real de uma mulher l\u00e9sbica que sentiu reprimida o tempo todo e agora quer ser o que quiser.<\/p>\n<h3 style=\"padding-left: 40px;\">8. Menina de Litoral<\/h3>\n<p>Quem j\u00e1 foi ao show ao vivo, j\u00e1 ouviu a can\u00e7\u00e3o. Agora com uma outra roupagem. Tamb\u00e9m seguindo com uma batida mais de funk, mas com jeitinho mais natalense poss\u00edvel. Al\u00e9m disso, \u00e9 uma m\u00fasica legal para elevar a autoestima da mulher. Sem contar que m\u00fasica in\u00e9dita da compositora, que enaltece o litoral do Rio Grande do Norte atrav\u00e9s do poder da mulher litor\u00e2nea e, por fim, o seu jeito brilhante.<\/p>\n<p>Outra que merecia um clipe.<\/p>\n<h3 style=\"padding-left: 40px;\">9. Pele Vermelha<\/h3>\n<p>A can\u00e7\u00e3o \u00e9 a mais diferente, com foco mais no viol\u00e3o. Agora o foco de Ananda \u00e9 fazer uma homenagem \u00e0s mulheres ind\u00edgenas do Rio Grande do Norte, no qual traz uma identifica\u00e7\u00e3o e fala um pouco da hist\u00f3ria dos \u00edndios que moravam em Natal antes da vinda dos portugueses.<\/p>\n<h3 style=\"padding-left: 40px;\">10. Docinha, Docinha<\/h3>\n<p>A \u00faltima faixa do \u00e1lbum de Ananda K \u00e9 &#8220;Docinha, Docinha&#8221;, que finaliza o disco com 28 minutos de dura\u00e7\u00e3o. Do mesmo modo que as outras can\u00e7\u00f5es, ela tamb\u00e9m traz o empoderamento da mulher.\u00a0 Al\u00e9m disso, a can\u00e7\u00e3o \u00e9 totalmente diferente das outras faixas, com uma forte influ\u00eancia de samba e gostosa de ouvir, mas sem deixar os rastros que marcaram os discos: can\u00e7\u00f5es destinadas \u00e0s mulheres, auto aceita\u00e7\u00e3o, figuras de linguagem, trocadilhos, exaltar o RN e, por fim, com muita feiti\u00e7aria.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Fim do ano chegando, vamos mostrar que o 21 teve uma coisa boa. Conheci a Ananda Krishna por interm\u00e9dio de uma amiga, a Bethise Cabral, que tamb\u00e9m \u00e9 jornalista. 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