{"id":3667,"date":"2021-04-15T00:00:00","date_gmt":"2021-04-15T03:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/homologacao.nerdbug.com.br\/?p=3667"},"modified":"2021-04-15T00:00:00","modified_gmt":"2021-04-15T03:00:00","slug":"cola-branca-ecologica-foi-desenvolvida-na-ufrn","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/brechando.com\/novo\/cola-branca-ecologica-foi-desenvolvida-na-ufrn\/","title":{"rendered":"Cola branca ecol\u00f3gica foi desenvolvida na UFRN"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\">A tradicional &#8220;cola branca&#8221; muitas vezes s\u00e3o instrumentos primeiramente para colar pap\u00e9is, tecidos, isopor, entre outros materiais, \u00e9 constitu\u00edda por acetato de polivinila. Essa subst\u00e2ncia, no entanto, produz \u00e1cido ac\u00e9tico como subproduto que, no meio ambiente aqu\u00e1tico, pode causar mortalidade de esp\u00e9cies. Qual foi a solu\u00e7\u00e3o dos pesquisadores da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN)? Desenvolver um produto que n\u00e3o tenha essa subst\u00e2ncia.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O cientista Robson Fernandes de Farias (foto acima) \u00e9 professor do Instituto de Qu\u00edmica. Como resultado de seu trabalho, ele acaba de receber o patenteamento de um novo produto, denominado Cola Ecol\u00f3gica. Em entrevista para <a href=\"https:\/\/ufrn.br\/imprensa\/noticias\">Agecom<\/a>, o pesquisador explicou que chegou at\u00e9 a nova tecnologia ap\u00f3s investigar formula\u00e7\u00f5es alternativas para &#8220;cola branca&#8221;.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Os passos at\u00e9 chegar ao produto final foram estas seguintes etapas:<\/p>\n<ol style=\"text-align: justify;\">\n<li>Criar diversos experimentos utilizando diferentes volumes da cola branca tradicional.<\/li>\n<li>O cientista misturava com as mais variadas solu\u00e7\u00f5es aquosas de carbomiximetilcelulose.<\/li>\n<\/ol>\n<h3 style=\"text-align: justify;\">O que \u00e9 esse nome dif\u00edcil a\u00ed?<\/h3>\n<p style=\"text-align: justify;\">A carbomiximetilcelulose \u00e9 uma modifica\u00e7\u00e3o qu\u00edmica da celulose, visto que merece destaque por sua import\u00e2ncia econ\u00f4mica como agente espessante e pela grande variedade de aplica\u00e7\u00f5es. O produto n\u00e3o \u00e9 t\u00f3xico. Al\u00e9m disso, o composto tamb\u00e9m recebe o nome de CMS e \u00e9 um espessante na ind\u00fastria de alimentos em sorvetes e na formula\u00e7\u00e3o de rem\u00e9dios.<\/p>\n<h2 style=\"text-align: justify;\">Existe alguma diferen\u00e7a com a cola branca ecol\u00f3gica e a tradicional?<\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\">Neste momento, a UFRN produziu colas com diferentes propor\u00e7\u00f5es e porcentagens entre cola tradicional e carboximetilcelulose, com varia\u00e7\u00f5es entre 10 % e 70% na rela\u00e7\u00e3o entre uma e outra.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Robson frisa que a adesividade bem como a transpar\u00eancia do novo produto seco s\u00e3o compar\u00e1veis \u00e0s da cola branca tradicional pura. Ainda mais, o pesquisador defende que a obten\u00e7\u00e3o de uma formula\u00e7\u00e3o alternativa, fora o CMC. A segunda alternativa seria, portanto, a utiliza\u00e7\u00e3o de acetato de polivinila.<\/p>\n<h3 style=\"text-align: justify;\">Acetato de polivinila?<\/h3>\n<p style=\"text-align: justify;\">O nome pode ser dif\u00edcil, mas no mercado ele tem o nome de PVA. \u00c9 um adesivo para materiais porosos, visto que cola madeira, isopor e entre outros materiais. Al\u00e9m disso, \u00e9 um dos componentes que formam a cola amarela.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ainda mais se usa PVA para elabora\u00e7\u00e3o de tinta l\u00e1tex e, por conseguinte, tecido vinil. Pelo fato de ser at\u00f3xico e sem cheiro, ele pode se misturar na \u00e1gua para melhorar o seu rendimento.<\/p>\n<p>O pesquisador, no entanto, percebeu que misturando o acetato de polivinila (PVC) com a cola branca forma uma cola branca ecologicamente correta. Assim, n\u00e3o polui o meio ambiente e muito menos aumenta a extin\u00e7\u00e3o de esp\u00e9cies.<\/p>\n<figure id=\"attachment_33423\" aria-describedby=\"caption-attachment-33423\" style=\"width: 629px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"https:\/\/www.brechando.com\/2021\/04\/cola-branca-ecologica-foi-desenvolvida-na-ufrn\/unnamed-31-2\/\" rel=\"attachment wp-att-33423\"><img loading=\"lazy\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-33423\" src=\"https:\/\/www.brechando.com\/wp-content\/uploads\/2021\/04\/unnamed-31.jpg\" alt=\"cola branca ecol\u00f3gica\" width=\"629\" height=\"440\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-33423\" class=\"wp-caption-text\">Professor conseguiu patentear as suas f\u00f3rmulas (Fotos: C\u00edcero Oliveira)<\/figcaption><\/figure>\n<h2 style=\"text-align: justify;\">A carta patente da cola ecol\u00f3gica branca<\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\">A inven\u00e7\u00e3o recebeu o registro de propriedade industrial do Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI) no \u00faltimo dia 30, com a denomina\u00e7\u00e3o\u00a0<em>Prepara\u00e7\u00e3o de \u201ccola ecol\u00f3gica\u201d utilizando-se formula\u00e7\u00e3o mista de acetato de polivinila e carboximetilcelulose<\/em>.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">As cartas-patente conferem a propriedade intelectual dos inventos de titularidade da UFRN, para uso aplicado pelos interessados, mediante licenciamento. Como retorno, a Universidade recebe\u00a0<em>royalties<\/em>, divididos com os inventores.<\/p>\n<p>Ou seja, ganha a universidade e o pesquisador em simult\u00e2neo.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A tradicional &#8220;cola branca&#8221; muitas vezes s\u00e3o instrumentos primeiramente para colar pap\u00e9is, tecidos, isopor, entre outros materiais, \u00e9 constitu\u00edda por acetato de polivinila. Essa subst\u00e2ncia, no entanto, produz \u00e1cido ac\u00e9tico como subproduto que, no meio ambiente aqu\u00e1tico, pode causar mortalidade de esp\u00e9cies. 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