{"id":3661,"date":"2021-04-14T00:00:00","date_gmt":"2021-04-14T03:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/homologacao.nerdbug.com.br\/?p=3661"},"modified":"2021-04-14T00:00:00","modified_gmt":"2021-04-14T03:00:00","slug":"bilros-estao-no-documentario-e-nas-redes-sociais","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/brechando.com\/novo\/bilros-estao-no-documentario-e-nas-redes-sociais\/","title":{"rendered":"Bilros est\u00e3o no document\u00e1rio e nas redes sociais"},"content":{"rendered":"<p>A renda de bilros vieram primeiramente da Europa, mas no Rio Grande do Norte \u00e9 uma arte original e tradicional, no qual finalmente ter\u00e1 seu registro em forma de filme. As rendas s\u00e3o bastante requisitadas pelos turistas, mas invis\u00edvel aos olhos dos natalenses.<\/p>\n<p>Para assistir o filme na \u00edntegra, clique <a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=8LukqZPdiWs\">aqui<\/a>.<\/p>\n<figure id=\"attachment_33396\" aria-describedby=\"caption-attachment-33396\" style=\"width: 640px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"https:\/\/www.brechando.com\/2021\/04\/bilros-estao-no-documentario-e-nas-redes-sociais\/166458583_939026400258789_5150751387522499873_n\/\" rel=\"attachment wp-att-33396\"><img loading=\"lazy\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-large wp-image-33396\" src=\"https:\/\/www.brechando.com\/wp-content\/uploads\/2021\/04\/166458583_939026400258789_5150751387522499873_n-640x800.jpg\" alt=\"\" width=\"640\" height=\"800\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-33396\" class=\"wp-caption-text\">Cartaz da Vila de Bilros<\/figcaption><\/figure>\n<p>A obra \u00e9 um document\u00e1rio que conta a hist\u00f3ria n\u00e3o s\u00f3 dos Bilros, mas tamb\u00e9m da Vila de Ponta Negra. O roteiro e a dire\u00e7\u00e3o ficou por conta de D\u00eania Cruz. Esta n\u00e3o \u00e9 a primeira vez que D\u00eania fala das camadas mais pobres de Natal, uma vez queque trabalhou no &#8220;Leningrado 47&#8221;, que contou como a linha chegou na comunidade da zona Oeste da capital potiguar.<\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, o curta tamb\u00e9m contou com a participa\u00e7\u00e3o da Pelicano Produ\u00e7\u00f5es na co-produ\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<h2>Estudantes do IFRN montam um cat\u00e1logo da renda de bilros<\/h2>\n<figure id=\"attachment_33394\" aria-describedby=\"caption-attachment-33394\" style=\"width: 533px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"https:\/\/www.brechando.com\/2021\/04\/bilros-estao-no-documentario-e-nas-redes-sociais\/producao-da-renda-de-bilro-foto-ana-beatriz-martins-3\/\" rel=\"attachment wp-att-33394\"><img loading=\"lazy\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-large wp-image-33394\" src=\"https:\/\/www.brechando.com\/wp-content\/uploads\/2021\/04\/Producao-da-renda-de-bilro.-Foto-Ana-Beatriz-Martins-3-533x800.jpeg\" alt=\"\" width=\"533\" height=\"800\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-33394\" class=\"wp-caption-text\">Produ\u00e7\u00e3o de Bilros por Ana Beatriz<\/figcaption><\/figure>\n<p>As alunas Bruna Karla e \u00c9mille Ara\u00fajo do curso de Produ\u00e7\u00e3o Cultural do IFRN criaram o cat\u00e1logo sob o nome de Renda de Bilro. Todo trabalho estar\u00e1 dispon\u00edvel primeiramente nas redes sociais da Associa\u00e7\u00e3o das Rendeiras.<\/p>\n<p>Segundo Bruna, &#8220;a ideia do cat\u00e1logo surgiu a partir de uma disciplina da faculdade e acabou se tornando realidade&#8221;.<\/p>\n<p>Para ver o cat\u00e1logo \u00e9 acompanhar, portanto, <a href=\"https:\/\/www.instagram.com\/rendeirasdavila\/\">este link<\/a>.<\/p>\n<p>\u201cN\u00f3s vemos nas rendeiras da vila um grande potencial cultural, uma vez que elas trabalham com uma t\u00e9cnica de tecelagem muito rica, assim como passaram de gera\u00e7\u00e3o para gera\u00e7\u00e3o como uma tradi\u00e7\u00e3o\u201d, explicou Bruna.<\/p>\n<p>A estudante conta que para a realiza\u00e7\u00e3o do projeto elas contaram com a coopera\u00e7\u00e3o da Associa\u00e7\u00e3o das Rendeiras de Bilro da Vila de Ponta Negra, que emprestou algumas pe\u00e7as para elas fotografarem e produzirem material para o cat\u00e1logo. Ela disse que o ensaio foi feito no Restaurante Nau Frutos do Mar, que tem uma decora\u00e7\u00e3o praiana e moderna.<\/p>\n<h2>Brechando j\u00e1 produziu uma mat\u00e9ria sobre os bilros<\/h2>\n<p>A plataforma de dan\u00e7a \u00e9 uma almofada cil\u00edndrica e os movimentos n\u00e3o revelam passos, e sim formas das mais delicadas, originadas pelo bal\u00e9 de m\u00e3os de pessoas como dona Maria de Lourdes de Lima, ou \u201cV\u00f3 Maria\u201d como \u00e9 mais conhecida, a principal respons\u00e1vel pela manuten\u00e7\u00e3o das rendas de bilro feitas em Ponta Negra. Aos 83 anos, ela segue firme nesse of\u00edcio que corre risco de se perder na tradi\u00e7\u00e3o que \u00e9 t\u00e3o antiga quanto a coloniza\u00e7\u00e3o brasileira feita pelos portugueses, j\u00e1 que foram as mulheres d\u00b4Al\u00e9m mar que trouxeram essa trama artesanal para o Brasil.<\/p>\n<p>A artesania de V\u00f3 Maria foi heran\u00e7a de uma curiosidade infantil. Ela lembra que ainda bem menina observava com bastante aten\u00e7\u00e3o as mulheres rendeiras. A m\u00e3e, percebendo seu interesse e vendo que ela trocava facilmente as brincadeiras infantis por ficar assistindo aquele bal\u00e9 de m\u00e3os, pagou uma pessoa para que ela aprendesse.<\/p>\n<p>\u201cComecei a fazer renda aos sete anos de idade. De l\u00e1 para c\u00e1, n\u00e3o parei mais. Em menos de um m\u00eas eu aprendi a fazer as rendas. Minha primeira pe\u00e7a tinha dez metros. Meu pai levou para a praia e l\u00e1 vendeu por um cruzado. Eu n\u00e3o sei quanto isso valeria hoje. Mas minha m\u00e3e comprou roupas e cal\u00e7ados pra gente, com aquele dinheiro\u201d, relembra a rendeira mais antiga da cidade.<\/p>\n<p>Olhando \u00e0 volta, n\u00e3o \u00e9 dif\u00edcil perceber que as rendeiras de Ponta Negra correm risco de extin\u00e7\u00e3o. Mas, enquanto pessoas como V\u00f3 Maria repassarem esse of\u00edcio, h\u00e1 esperan\u00e7a de revitaliza\u00e7\u00e3o. Durante todas as tardes, depois da hora do almo\u00e7o, na Tapiocaria da V\u00f3, estabelecimento do filho dela, as rendeiras de Ponta Negra se encontram para fazer o seu trabalho.<\/p>\n<p>Para ler a mat\u00e9ria, no entanto, <a href=\"https:\/\/www.brechando.com\/2019\/05\/renda-de-bilros-o-bale-que-sai-das-maos\/\">clique aqui<\/a>.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A renda de bilros vieram primeiramente da Europa, mas no Rio Grande do Norte \u00e9 uma arte original e tradicional, no qual finalmente ter\u00e1 seu registro em forma de filme. As rendas s\u00e3o bastante requisitadas pelos turistas, mas invis\u00edvel aos olhos dos natalenses. Para assistir o filme na \u00edntegra, clique aqui. 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