{"id":3613,"date":"2021-05-12T00:00:00","date_gmt":"2021-05-12T03:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/homologacao.nerdbug.com.br\/?p=3613"},"modified":"2021-05-12T00:00:00","modified_gmt":"2021-05-12T03:00:00","slug":"voce-ja-viu-este-homem-tocando-rabeca-em-natal","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/brechando.com\/novo\/voce-ja-viu-este-homem-tocando-rabeca-em-natal\/","title":{"rendered":"Voc\u00ea j\u00e1 viu este homem tocando rabeca em Natal?"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\">Falamos de Fabi\u00e3o das Queimadas, o homem que fez a rabeca ficar famosa. Mas, nas ruas de natalense teve outro rabequeiro, o Andr\u00e9. Faz 11 anos que ele partiu da vida terrena, mas a sua hist\u00f3ria \u00e9 comentada at\u00e9 hoje pelos natalenses e que gostam de compartilhar a hist\u00f3ria. Com a finalidade de deix\u00e1-lo eternizado, vamos contar a sua hist\u00f3ria ou o que, pelo menos, a gente sabe sobre o artista.<\/p>\n<h2>Lembro dele na minha inf\u00e2ncia<\/h2>\n<p>Andando pelo centro de Natal. Seja para comprar material escolar ou roupa na Riachuelo no pr\u00e9-Midway. Ele estava l\u00e1. A rabeca tem um som mais agudo e triste que o violino, mas mantinha o som caracter\u00edstico do nordeste. Ele tinha um olhar vesgo, no entanto era assim que ele se expressava. &#8220;Ele vive aqui&#8221;, dizia as pessoas.<\/p>\n<p>Pesquisando no Google sobre o nome &#8220;Andr\u00e9 da Rabeca + Natal\/RN&#8221;, eu achei alguns artigos no <a href=\"https:\/\/papocultura.com.br\/andre-da-rabeca\/\">Papo Cultura<\/a> e no <a href=\"http:\/\/substantivoplural.com.br\/morre-andre-da-rabeca\/\">Substantivo Plural<\/a>. Ambos contam um pouco de sua hist\u00f3ria. Uma das poucas coisas que sabemos, ele era natural da cidade de Santo Ant\u00f4nio do Salto da On\u00e7a. Al\u00e9m disso, dizia que tinha tr\u00eas filhos, no povoado de Mendes, em S\u00e3o Jos\u00e9 de Mipibu, onde o rabequeiro trabalhou na ro\u00e7a quando jovem.<\/p>\n<p>No in\u00edcio dos anos 80, ap\u00f3s uma briga com o pai, pegou a estrada para a capital e foi tocar rabeca nas ruas.<\/p>\n<h3>Suas can\u00e7\u00f5es<\/h3>\n<p>N\u00e3o se sabe quando come\u00e7ou a tocar o instrumento. Em seu repert\u00f3rio tocava cirandas ou cl\u00e1ssicos da m\u00fasica popular nordestina. Conseguia algum trocado, despejado em um bon\u00e9 velho. O dinheiro \u00e0s vezes pagava o almo\u00e7o do outro dia. S\u00f3 \u00e0s vezes. Era assim tamb\u00e9m no outro ponto fixo, na Cidade Alta, nas imedia\u00e7\u00f5es da Princesa Isabel. L\u00e1, o rabequeiro sentava no meio-fio da cal\u00e7ada e tocava para os passantes que s\u00f3 passavam.<\/p>\n<p>No <a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=o9qy-k9QW3g\">You Tube<\/a>, tem o registro dele tocando a rabeca em 1996. D\u00ea o play a seguir:<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"um dia a poesia Andr\u00e9 da Rabeca , Natal, Brazil 1996\" width=\"1170\" height=\"878\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/o9qy-k9QW3g?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p>Em 2003, ele foi um dos personagens da s\u00e9rie de document\u00e1rio &#8220;Face das Ruas&#8221;, de Civone Medeiros, no qual ele contou um pouquinho de sua trajet\u00f3ria. Confira a seguir:<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"Faces da Rua\" src=\"https:\/\/player.vimeo.com\/video\/8868716?dnt=1&amp;app_id=122963\" width=\"640\" height=\"432\" frameborder=\"0\" allow=\"autoplay; fullscreen; picture-in-picture; clipboard-write; encrypted-media; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\"><\/iframe><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h3>Andr\u00e9 da Rabeca terminou a vida em M\u00e3e Lu\u00edza<\/h3>\n<p>Assim como Blackout e Marcelus Bob, Andr\u00e9 morava em M\u00e3e Lu\u00edza, onde ele descansava quando anoitecia. Alternava entre a Sorveteria Tropical de Petr\u00f3polis e as ruas da Princesa Isabel, pr\u00f3ximo onde hoje \u00e9 o <a href=\"http:\/\/www.brechando.com\/2019\/10\/delicias-do-mate-starbucks-natalense\/\">Del\u00edcias do Mate<\/a>.<\/p>\n<p>As \u00faltimas notas de sua hist\u00f3ria como rabequeiro foram dadas em dezembro de 2009. A tuberculose se manifestou mais uma vez e seu estado de sa\u00fade piorou r\u00e1pido. Como todo desvalido, fez sua peregrina\u00e7\u00e3o pelos postos e hospitais p\u00fablicos: Posto de Sa\u00fade de M\u00e3e Lu\u00edza (bairro onde morava), Hospital dos Pescadores (Rocas) e Walfredo Gurgel.<\/p>\n<p>Andr\u00e9 morreu aos 67 anos, deixando Dona Nazar\u00e9, sua esposa, e cinco filhos. Destes, s\u00f3 Ivanilson, o mais novo e \u00fanico nascido em Natal, morava com ele. Os tr\u00eas filhos homens estiveram no sepultamento no cemit\u00e9rio do Bom Pastor, no domingo, 17.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Falamos de Fabi\u00e3o das Queimadas, o homem que fez a rabeca ficar famosa. Mas, nas ruas de natalense teve outro rabequeiro, o Andr\u00e9. Faz 11 anos que ele partiu da vida terrena, mas a sua hist\u00f3ria \u00e9 comentada at\u00e9 hoje pelos natalenses e que gostam de compartilhar a hist\u00f3ria. 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