{"id":3526,"date":"2021-02-23T00:00:00","date_gmt":"2021-02-23T03:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/homologacao.nerdbug.com.br\/?p=3526"},"modified":"2021-02-23T00:00:00","modified_gmt":"2021-02-23T03:00:00","slug":"essas-ras-foram-descobertas-pela-ufrn","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/brechando.com\/novo\/essas-ras-foram-descobertas-pela-ufrn\/","title":{"rendered":"Essas r\u00e3s foram descobertas pela UFRN"},"content":{"rendered":"<p>Antigamente, os bi\u00f3logos acreditavam que a r\u00e3-manteiga da Mata Atl\u00e2ntica ou ca\u00e7ote era apenas uma esp\u00e9cie de anf\u00edbio, no qual seu nome cient\u00edfico era\u00a0 Leptodactylus latrans. No entanto, um professor da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) descobriu, que, na verdade, s\u00e3o quatro esp\u00e9cies diferentes. Ou seja, eles achavam que era apenas um sapinho, na verdade eram quatro sapinhos.<\/p>\n<p>Agora, em vez de r\u00e3-manteiga s\u00e3o r\u00e3s-manteiga, todas com a caracter\u00edstica em comum de serem extremamente escorregadias, mas se diferenciando minimamente entre si. Por isso, o trabalho reconheceu tr\u00eas novas r\u00e3s s\u00e3o Leptodactylus latrans, s\u00e3o elas: a L. payaya, L. paranaru e L. luctator.<\/p>\n<p>Quer dizer, essas quatro esp\u00e9cies ainda se chamam Leptodactylus latrans, mas adicionando os nomes mencionados acima para diferenciar as suas caracter\u00edsticas. Ocorre principalmente na Mata Atl\u00e2ntica do Rio de Janeiro, S\u00e3o Paulo, Esp\u00edrito Santo, Bahia e Minas Gerais.<\/p>\n<p>A pesquisa foi orientada pelo professor Adrian Garda, da <a href=\"http:\/\/www.brechando.com\/2020\/12\/orquestra-da-ufrn-toca-beatles-e-reflete-pos-pandemia\/\">UFRN<\/a>.<\/p>\n<h2>Esp\u00e9cies de r\u00e3s novas descobertas da UFRN<\/h2>\n<p>A Leptodactylus payaya e a Leptodactylus paranaru n\u00e3o havia conhecimento da sociedade cient\u00edfica. \u00a0A primeira esp\u00e9cie, L. payaya, ocorre na Bahia e em Pernambuco, nos chamados brejos de altitude dentro da Caatinga. Eles ficam na Chapada Diamantina e Parque Nacional do Catimbau. Os Payaya, por sua vez, s\u00e3o uma etnia ind\u00edgena que habitava a regi\u00e3o da Chapada Diamantina, principal \u00e1rea de distribui\u00e7\u00e3o da esp\u00e9cie.<\/p>\n<p>J\u00e1 a segunda esp\u00e9cie, a L. paranaru, ocorre no sul da Floresta Atl\u00e2ntica, na regi\u00e3o costeira do sul de S\u00e3o Paulo at\u00e9 o norte do Rio Grande do Sul. A palavra \u2018paranaru\u2019 \u00e9 a combina\u00e7\u00e3o de duas palavras de origem tupi-guarani: Paran\u00e3, entendida como \u2018oceano\u2019, e Aru, que significa \u2018sapo\u2019. O bicho recebeu este nome por ser restrito \u00e0 regi\u00e3o costeira, por isso, \u2018sapo do mar\u2019. &#8220;Mas cuidado, ele n\u00e3o ocorre no mar nem em \u00e1gua salgada, apenas nas florestas na regi\u00e3o costeira\u201d, compartilha Adrian, em entrevista para<a href=\"https:\/\/ufrn.br\/imprensa\/noticias\"> Agecom<\/a>.<\/p>\n<p>J\u00e1 o Luctator tem uma hist\u00f3ria diferente, uma vez que o nome cient\u00edfico dispon\u00edvel: Leptodactylus luctator, atribu\u00eddo a esses bichos h\u00e1 mais de cem anos atr\u00e1s, em 1892, por um pesquisador da \u00e9poca. Entretanto, a ci\u00eancia deixou de reconhecer essa esp\u00e9cie como v\u00e1lida em 1964, quando outro pesquisador comparou diversos animais e acreditou que L. luctator era a mesma coisa que a esp\u00e9cie L. latrans.<\/p>\n<p>Agora, gra\u00e7as ao estudo do pesquisador da UFRN, confirmou que aquele primeiro cientista estava certo e revalidaram a esp\u00e9cie Leptodactylus luctator, que ocorre nas \u00e1reas mais altas do interior do Brasil, na regi\u00e3o da Chapada Diamantina (Bahia), e chega \u00e0 Argentina, Paraguai e Uruguai.<\/p>\n<p>Gostou do conte\u00fado? Compartilhe esta postagem ou continue lendo o <a href=\"http:\/\/brechando.com\"><strong>Brechando<\/strong><\/a>.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Antigamente, os bi\u00f3logos acreditavam que a r\u00e3-manteiga da Mata Atl\u00e2ntica ou ca\u00e7ote era apenas uma esp\u00e9cie de anf\u00edbio, no qual seu nome cient\u00edfico era\u00a0 Leptodactylus latrans. 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