{"id":3464,"date":"2020-12-02T00:00:00","date_gmt":"2020-12-02T03:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/homologacao.nerdbug.com.br\/?p=3464"},"modified":"2020-12-02T00:00:00","modified_gmt":"2020-12-02T03:00:00","slug":"sol-negro-e-fernando-monteiro-lancam-livro-sobre-ditadura-militar","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/brechando.com\/novo\/sol-negro-e-fernando-monteiro-lancam-livro-sobre-ditadura-militar\/","title":{"rendered":"Sol Negro e Fernando Monteiro lan\u00e7am livro sobre Ditadura Militar"},"content":{"rendered":"<p>A Sol Negro, editora do RN, vai lan\u00e7ar o livro &#8220;Os vivos (?) e os mortos&#8221;. Esta \u00e9 mais nova produ\u00e7\u00e3o do pernambucano Fernando Monteiro. A inten\u00e7\u00e3o inicialmente era continuar com o seu projeto po\u00e9tico de livros com longos poemas tem\u00e1ticos. O mote ser\u00e1 sobre persegui\u00e7\u00e3o e tortura da ditadura militar brasileira instaurada em 1964.<\/p>\n<p>Mais especificamente, o poema gira em torno da chamada &#8220;casa da morte&#8221;, resid\u00eancia de n\u00famero 668 da rua Arthur Barbosa em Petr\u00f3polis, no Rio de Janeiro, usada por membros do regime militar para torturar e assassinar presos pol\u00edticos durante os anos 1970.<\/p>\n<p>Centro clandestino, do qual ningu\u00e9m sa\u00eda vivo. Al\u00e9m disso, ningu\u00e9m sabia deste lugar, mas uma den\u00fancia de In\u00eas Etienne Rommou tornou o lugar de tortura em algo p\u00fablico. Al\u00e9m disso, In\u00eas era membro da organiza\u00e7\u00e3o VAR-Palmares. Por isso, ela recebeu torturas e a estupraram por tr\u00eas meses seguidos. Pensando que ela estava morta, os torturadores a desovaram no sub\u00farbio do Rio.<\/p>\n<p>Mas, ao mesmo tempo que trata dos &#8220;mortos&#8221; da ditadura e da gera\u00e7\u00e3o altru\u00edsta que lutou contra ela, Monteiro traz o seu poema at\u00e9 os dias atuais, expondo os contrastes entre aquela gera\u00e7\u00e3o combativa e a gera\u00e7\u00e3o atual, passiva e enfeiti\u00e7ada por telas e algoritmos.<\/p>\n<h2>Por que a interroga\u00e7\u00e3o ap\u00f3s a palavra vivos ?<\/h2>\n<p>O sinal de interroga\u00e7\u00e3o (?) depois de &#8220;vivos&#8221;, j\u00e1 no t\u00edtulo do poema, coloca desde o come\u00e7o a provocativa indaga\u00e7\u00e3o que o poema n\u00e3o quer calar. Al\u00e9m disso, o objetivo do texto era saber o qu\u00e3o realmente os vivos est\u00e3o entre os seres humanos de hoje.<\/p>\n<p>Assim, questionam os discursos e atos de \u00f3dio, os linchamentos virtuais, o ressentimento e o del\u00edrio generalizados. Num momento em que se defende abertamente a tortura, e o autoritarismo, e o obscurantismo tomaram a administra\u00e7\u00e3o p\u00fablica, o poema de Monteiro afirma com todas as letras que tortura \u00e9 horror e absoluto fracasso humano e civilizat\u00f3rio, que persegui\u00e7\u00e3o e obscurantismos s\u00e3o inaceit\u00e1veis.<\/p>\n<figure id=\"attachment_31856\" aria-describedby=\"caption-attachment-31856\" style=\"width: 553px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"http:\/\/www.brechando.com\/wp-content\/uploads\/2020\/12\/Os-vivos-e-os-mortos_CAPA_frente-1-scaled.jpg\"><img loading=\"lazy\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-large wp-image-31856\" src=\"http:\/\/www.brechando.com\/wp-content\/uploads\/2020\/12\/Os-vivos-e-os-mortos_CAPA_frente-1-553x800.jpg\" alt=\"\" width=\"553\" height=\"800\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-31856\" class=\"wp-caption-text\">Capa do livro<\/figcaption><\/figure>\n<h2>Afinal, quem \u00e9 Fernando Monteiro ?<\/h2>\n<p>Moneteiro nasceu em Recife, no ano de 1949. Dentre as suas profiss\u00f5es est\u00e3o primeiramente escritor, poeta e cineasta. Seu primeiro livro foi em 1973, com &#8220;Mem\u00f3ria do Mar Sublevado&#8221;. Somente em 1993, pelo selo do lend\u00e1rio editor paulista Masso Ohno, o premiado &#8220;Ecom\u00e9trica&#8221;. Posteriormente, voltou-se para o romance, e veio a publicar, em Portugal, pela prestigiosa editora Campo das Letras.<\/p>\n<p>Em 2009, ano em que foi o homenageado do s\u00e9timo Festival de Literatura [\u201cA Letra e a Voz\u201d] retornou ao verso com o poema longo no &#8220;Vi uma foto de Anna Akhm\u00e1tova&#8221;, a que se seguiu &#8220;Mattinata&#8221; (2012), em coedi\u00e7\u00e3o da Sol Negro Edi\u00e7\u00f5es com a Nephelibata.<\/p>\n<p>Em 2017, foi o autor homenageado da Bienal Internacional de Literatura de Pernambuco. Al\u00e9m disso, prosseguiu na poesia com Museu da Noite (Editora Confraria do Vento, 2018).<\/p>\n<h2>Edi\u00e7\u00e3o do livro vem foi feita em Natal<\/h2>\n<p>Editado pela Sol Negro Edi\u00e7\u00f5es, sediada em Natal-RN, o livro conta com um projeto gr\u00e1fico desenvolvido especialmente para acompanhar e dialogar com o texto do poema, criado em parceria pelo editor e designer M\u00e1rcio Sim\u00f5es e o ilustrador Chico D\u00edaz.<\/p>\n<p>Conhecido por seu trabalho como ator, especialmente para a rede Globo de televis\u00e3o e para o Cinema, D\u00edaz tamb\u00e9m \u00e9 artista visual e esse \u00e9 o primeiro livro ilustrado por ele. Na edi\u00e7\u00e3o, o texto do poema aparece na cor branco, em p\u00e1ginas negras, intercalado em cada uma de suas partes pelas imagens vorazes e torturadas de D\u00edaz, que tamb\u00e9m abrem e encerram o livro, refor\u00e7ando e intensificando o tema tratado.<\/p>\n<p>O papel, consideravelmente mais espesso que o comum, tem gramatura de 120g\/m2, dando um melhor acabamento ao volume, garantindo a opacidade entre as p\u00e1ginas e a melhor impress\u00e3o poss\u00edvel para o livro. A edi\u00e7\u00e3o conta ainda com uma apresenta\u00e7\u00e3o do poeta e professor S\u00e9rgio de Castro Pinto.<\/p>\n<h2>Campanha no Catarse<\/h2>\n<p>A Sol Negro para o financiar este projeto resolveu utilizar o Catarse, site de financiamento coletivo, para angariar os recursos. A inten\u00e7\u00e3o \u00e9 gerar oito mil reais para a impress\u00e3o e distribui\u00e7\u00e3o da obra.<\/p>\n<p>Como participar? Clique em apoiar e siga as instru\u00e7\u00f5es: cadastro e pagamento. Depois disso \u00e9 s\u00f3 esperar a data de entrega. Todas as recompensas s\u00f3 ser\u00e3o, no entanto, entregues depois que a meta do projeto for alcan\u00e7ada.<\/p>\n<p>O projeto se encera em 13 de janeiro de 2021. Como resultado, os livros come\u00e7ar\u00e3o a ser enviados entre fins de fevereiro e come\u00e7o de mar\u00e7o, t\u00e3o logo estejam prontos.<\/p>\n<p>Caso o projeto n\u00e3o atinja a meta e n\u00e3o possa ser realizado, todos os pagamentos ser\u00e3o devolvidos.<\/p>\n<p>Para ajudar a publica\u00e7\u00e3o do livro, s\u00f3 acessar, portanto, <a href=\"https:\/\/www.catarse.me\/osvivoseosmortos\">este link<\/a>.<\/p>\n<h3>Sobre Chico Diaz?<\/h3>\n<p>Formado em arquitetura pela UFRJ, nos tempos das sombras fugiu para o teatro e, por conseguinte, foi sequestrado pelo cinema.<\/p>\n<p>Em 1981, no entanto, fez &#8220;O sonho n\u00e3o acabou&#8221;, de S\u00e9rgio Rezende, que acabou sendo o primeiro de mais de 80 filmes nacionais e internacionais, reconhecidos e premiados, entre eles &#8220;Corisco e Dad\u00e1&#8221; de Rosemberg Cariri, &#8220;Amarelo manga&#8221; de Cl\u00e1udio Assis, &#8220;Os matadores&#8221; de Beto Brandt, dentre outros. Depois, trabalha tamb\u00e9m na televis\u00e3o brasileira e no teatro.<\/p>\n<p>Recentemente esteve em Lisboa no Teatro do Bairro, sob dire\u00e7\u00e3o de Ant\u00f4nio Pires com a pe\u00e7a &#8220;Biografia de um poema&#8221; de Carlos Drummond de Andrade, assim como filmou com Jo\u00e3o Botelho, em 2019, &#8220;O ano da morte de Ricardo Reis de Jos\u00e9 Saramago&#8221;, com lan\u00e7amento previsto para 2020.<\/p>\n<h3>Servi\u00e7o:<\/h3>\n<p>T\u00edtulo: Os vivos (?) e os mortos<br \/>\nAutor: Fernando Fonteiro<br \/>\nIlustra\u00e7\u00f5es: Chico D\u00edaz<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A Sol Negro, editora do RN, vai lan\u00e7ar o livro &#8220;Os vivos (?) e os mortos&#8221;. Esta \u00e9 mais nova produ\u00e7\u00e3o do pernambucano Fernando Monteiro. A inten\u00e7\u00e3o inicialmente era continuar com o seu projeto po\u00e9tico de livros com longos poemas tem\u00e1ticos. 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