{"id":3401,"date":"2020-12-21T00:00:00","date_gmt":"2020-12-21T03:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/homologacao.nerdbug.com.br\/?p=3401"},"modified":"2020-12-21T00:00:00","modified_gmt":"2020-12-21T03:00:00","slug":"nao-e-um-sitio-mas-o-baldo-em-1916","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/brechando.com\/novo\/nao-e-um-sitio-mas-o-baldo-em-1916\/","title":{"rendered":"N\u00e3o \u00e9 um s\u00edtio, mas o Baldo em 1916"},"content":{"rendered":"<p>A imagem acima mostra a regi\u00e3o do Baldo bem diferente, onde as casas eram mais humildes, a estrada de areia, sem carros e parecia uma grande comunidade rural. At\u00e9 a d\u00e9cada de 20, o local tinha como moradores os agricultores e os comerciantes usavam este espa\u00e7o para relaxar em suas fazendas no per\u00edodo de ver\u00e3o.<\/p>\n<p>De acordo com o jornalista<a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/photo.php?fbid=10221466690949172&amp;set=gm.2742107586108698&amp;type=3&amp;theater&amp;ifg=1\"> Adriano Medeiros<\/a>, a foto acima mostra o Baldo de 1916, uma vez que o espa\u00e7o era o local onde os mais humildes moravam e era ap\u00f3s a Santa Cruz da Bica, que marcava o &#8220;fim de Natal&#8221;.<\/p>\n<p>De acordo com o ex-deputado Jo\u00e3o Carlos Wanderley, em relat\u00f3rio da Assembleia Legislativa, em 1850, definia o lugar como:<\/p>\n<blockquote><p>&#8220;Cercadas, pelas dunas e pelos coqueiros, cinquenta ou cem casas t\u00edmidas e espa\u00e7adas anunciavam a cidade. Gameleiras, tatajubeiras, mungubeiras davam o lugar das prosas. Era a Ribeira, pequena, triste, atufada em brejos, circundada de lagoas, de atoleiros, de p\u00e2ntanos. Era o alvo das rajadas do c\u00f3lera e bexigas. Lugar enfim onde moravam a pobreza, a indig\u00eancia e a mis\u00e9ria.&#8221;.<\/p><\/blockquote>\n<p>O local come\u00e7ou a ser urbanizado com o surgimento dos bairros de Alecrim, Tirol e Petr\u00f3polis, nos anos 20.<\/p>\n<h2>Afinal, o que \u00e9 o Baldo?<\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\">Baldo \u00e9 o nome do canal que inicialmente fica na Lagoa Manoel Felipe. Hoje \u00e9 bastante <a href=\"http:\/\/www.brechando.com\/2015\/08\/informacoes-sobre-o-canal-do-baldo\/\">polu\u00eddo devido aos esgotos jogados dentro do canal<\/a>. \u00a0Era fornecedor de \u00e1gua pot\u00e1vel \u00e0s primeiras resid\u00eancias da capital potiguar.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O local era usado pelas lavadeiras do Barro Vermelho e Cidade Alta, que lavavam as roupas at\u00e9 os idos de 1970. Al\u00e9m disso, era poss\u00edvel, at\u00e9 aquela \u00e9poca, encontrar peixes e c\u00e1gados em suas \u00e1guas, al\u00e9m de animais de pequeno porte, como guaxinins e cotias nas suas matas ciliares.<\/p>\n<h2 style=\"text-align: justify;\">Mas quando surgiu o viaduto?<\/h2>\n<p>No ano de 1978, o prefeito Vauban Bezerra de Farias construiu o viaduto do Baldo, uma via para interligar os bairros do centro com as zonas Leste e Sul da capital potiguar e colaborou para fluir o tr\u00e2nsito natalense e se tornou ponto de refer\u00eancia \u00e0s diversas movimenta\u00e7\u00f5es sociais realizadas nas \u00e1reas pr\u00f3ximas \u00e0 sua localiza\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Pesquisando nas p\u00e1ginas que falam com nostalgia sobre Natal \u00e9 poss\u00edvel ver o Baldo nos anos 60 e 70, per\u00edodo que ainda n\u00e3o tinha o viaduto. A foto abaixo, por exemplo, \u00e9 uma publica\u00e7\u00e3o da p\u00e1gina &#8220;Natal Como Eu Te Amo&#8221;. Veja, portanto, a seguir:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"http:\/\/www.brechando.com\/wp-content\/uploads\/2015\/11\/11041293_931678163581787_1283600514313028454_n.jpg\"><img loading=\"lazy\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter wp-image-3404\" src=\"http:\/\/www.brechando.com\/wp-content\/uploads\/2015\/11\/11041293_931678163581787_1283600514313028454_n.jpg\" alt=\"11041293_931678163581787_1283600514313028454_n\" width=\"618\" height=\"429\" \/><\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O viaduto fornece o acesso para Ribeira, Cidade Alta, Passo da P\u00e1tria e Alecrim. A via faz parte da Avenida do Contorno.\u00a0J\u00e1 a parte de baixo fica entre as avenidas Deodoro da Fonseca e Rio Branco. Al\u00e9m disso, ela \u00e9 pr\u00f3xima da Pra\u00e7a Almirante Tamandar\u00e9.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A imagem acima mostra a regi\u00e3o do Baldo bem diferente, onde as casas eram mais humildes, a estrada de areia, sem carros e parecia uma grande comunidade rural. At\u00e9 a d\u00e9cada de 20, o local tinha como moradores os agricultores e os comerciantes usavam este espa\u00e7o para relaxar em suas fazendas no per\u00edodo de ver\u00e3o. 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