{"id":3371,"date":"2020-11-25T00:00:00","date_gmt":"2020-11-25T03:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/homologacao.nerdbug.com.br\/?p=3371"},"modified":"2020-11-25T00:00:00","modified_gmt":"2020-11-25T03:00:00","slug":"este-terreno-era-a-casa-de-tavares-de-lyra","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/brechando.com\/novo\/este-terreno-era-a-casa-de-tavares-de-lyra\/","title":{"rendered":"Este terreno era a casa de Tavares de Lyra"},"content":{"rendered":"<p>Antes, era uma casa de um pol\u00edtico potiguar. Hoje, abandonado. A \u00fanica coisa que lembra um casar\u00e3o, primeiramente, \u00e9 a sua fachada do s\u00e9culo XX. Uma pessoa que morou no recinto foi o ex-governador Augusto Tavares de Lyra.<\/p>\n<p>O casar\u00e3o de 500 metros era maior que muito ap\u00ea moderno. Tinha salas, sal\u00f5es, su\u00edtes, subsolo e quartos amplos. Por outro lado, o pr\u00e9dio tombado pelo Instituto Patrim\u00f4nio Hist\u00f3rico e Art\u00edstico (Iphan) tinha como iniciativa o Museu da Assembleia Legislativa.<\/p>\n<p>Em 1950, no entanto, a casa pertenceu \u00e0 Idalina Perreira Carrilho, no qual a filha ficou como heran\u00e7a. Depois, a mesma morou com o marido, o professor Ulisses de G\u00f3is. No entanto, eles venderam a casa em 1979 para Arquidiocese de Natal, dona do casar\u00e3o at\u00e9 hoje.<\/p>\n<h2>Quem foi Augusto Tavares de Lyra<\/h2>\n<p>Augusto nasceu no dia de Natal, em 1872, em Maca\u00edba. Veio para Natal ainda jovem, onde estudou no col\u00e9gio dirigido por Pedro Velho de Albuquerque Maranh\u00e3o, que futuramente seria seu aliado e sogro. Durante o Ensino M\u00e9dio mudou-se para Recife e, depois, cursou direito.<\/p>\n<p>Voltando para Natal, tornou-se professor de hist\u00f3ria do Atheneu. Ap\u00f3s sua formatura, abriu uma sala na rua 13 de maio (Princesa Isabel) e, por conseguinte, foi redator do Jornal A Rep\u00fablica, onde tinha a coluna &#8220;Em V\u00e1rios Tons&#8221;.<\/p>\n<p>Por muitos anos, ele morou nesta casa na rua C\u00e2mara Cascudo (antes, Junqueira Aires), quando comprou de Juvino Barreto.<\/p>\n<figure id=\"attachment_30844\" aria-describedby=\"caption-attachment-30844\" style=\"width: 715px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"http:\/\/www.brechando.com\/wp-content\/uploads\/2020\/09\/casadetavaresdelyra.png\"><img loading=\"lazy\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-30844\" src=\"http:\/\/www.brechando.com\/wp-content\/uploads\/2020\/09\/casadetavaresdelyra.png\" alt=\"Casa de Tavares de Lyra\" width=\"715\" height=\"425\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-30844\" class=\"wp-caption-text\">Casa de Tavares de Lyra vista de outro \u00e2ngulo<\/figcaption><\/figure>\n<p>Al\u00e9m de todos esses trabalhos, come\u00e7ou a sua carreira pol\u00edtica.<\/p>\n<p>Em 1893 assume como deputado estadual no Rio Grande do Norte. Em 1894, vira deputado federal. Reeleito em 1897, 1900 e 1903, foi l\u00edder de sua bancada, secret\u00e1rio da C\u00e2mara dos Deputados e membro de importantes comiss\u00f5es.<\/p>\n<p>Continuando sua alian\u00e7a com a fam\u00edlia Maranh\u00e3o, ele ganhou os votos para governador, substituindo Alberto Maranh\u00e3o. Sua posse aconteceu, no entanto, em 25 de mar\u00e7o de 1904. Um de seus feitos foi a cria\u00e7\u00e3o do Bandern, privatizado durante o Plano Real de 1994, e garantiu a ilumina\u00e7\u00e3o dos postes da cidade.<\/p>\n<h2>De governador para cargos federais<\/h2>\n<p>Em novembro de 1906, no entanto, passou ao vice Manuel Moreira Dias, para assumir o Minist\u00e9rio da Justi\u00e7a e Neg\u00f3cios Interiores, sucedendo a F\u00e9lix Gaspar de Barros Almeida.<\/p>\n<p>Nesse per\u00edodo apresentou ao Legislativo um plano de reforma geral do ensino, tornou oficial a ortografia brasileira. Ainda empreendendo ainda v\u00e1rias obras p\u00fablicas, entre as quais as do Instituto Oswaldo Cruz e da Biblioteca Nacional. Reorganizou em 1908 o territ\u00f3rio do Acre, reformou aspectos da Justi\u00e7a federal e local e, por fim, regulamentou a nacionaliza\u00e7\u00e3o de estrangeiros.<\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, reorganizou os Bombeiros, a Pol\u00edcia, a Guarda Civil, a Casa de Deten\u00e7\u00e3o e a Col\u00f4nia dos Dois Rios. Ainda criou o Gin\u00e1sio Nacional, o Hospital dos Alienados, o Instituto Benjamin Constant e a antiga Escola Polit\u00e9cnica.<\/p>\n<p>Ap\u00f3s a morte de Afonso Pena, tornou Senador da Rep\u00fablica. Em seguida, na gest\u00e3o de Venceslau Br\u00e1s, foi ministro da Avia\u00e7\u00e3o e Obras P\u00fablicas. Ficando no cargo por apenas quatro anos.<\/p>\n<p>Por conseguinte, abandonou a pol\u00edtica. Tornou-se ministro do Tribunal de Contas da Uni\u00e3o (TCU), uma vez que viria a ser presidente de 1939 a 1940. Isto porque tinha recusado em ser ministro do Supremo Tribunal Federal (STF).<\/p>\n<p>Sem contar que foi o primeiro, desde o in\u00edcio da vida republicana, a lavrar um parecer sobre as contas do presidente. Assim tamb\u00e9m favoreceu a instala\u00e7\u00e3o do primitivo Instituto de Previd\u00eancia dos Funcion\u00e1rios P\u00fablicos da Uni\u00e3o, atuando no conselho administrativo.<\/p>\n<h2>Aposentadoria e o fim da vida<\/h2>\n<p>Em 1927, presidiu o Instituto de Previd\u00eancia e Assist\u00eancia dos Servidores do Estado (IPASE) e simultaneamente foi aposentado do TCU em 1941, uma vez que atingiu o limite de idade. Entretanto, isso n\u00e3o foi o fim de sua vida p\u00fablica.<\/p>\n<p>Ele participou de eventos. Ainda narrou sobre hist\u00f3ria da pol\u00edtica, inclusive biografou gente do Imp\u00e9rio e da Rep\u00fablica. Sem contar que deixou escritos de administra\u00e7\u00e3o, finan\u00e7as e direito administrativo. Tamb\u00e9m foi do Instituto Hist\u00f3rico e Geogr\u00e1fico Nacional e s\u00f3cio de entidades culturais.<\/p>\n<p>V\u00e1rios de seus trabalhos est\u00e3o na Revista do Instituto Hist\u00f3rico Brasileiro, visto que era o primeiro vice-presidente. Al\u00e9m disso, ensinou direito administrativo na Faculdade de Direito do Rio de Janeiro.<\/p>\n<p>Hoje seu trisneto, <a href=\"http:\/\/www.historiaegenealogia.com\/\">Anderson Tavares de Lyra<\/a>, \u00e9 um historiador e conhecedor da Rep\u00fablica Velha e Brasil Imperial.<\/p>\n<p>Faleceu no Rio de Janeiro, portanto, no dia 21 de dezembro de 1958.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Antes, era uma casa de um pol\u00edtico potiguar. Hoje, abandonado. A \u00fanica coisa que lembra um casar\u00e3o, primeiramente, \u00e9 a sua fachada do s\u00e9culo XX. Uma pessoa que morou no recinto foi o ex-governador Augusto Tavares de Lyra. O casar\u00e3o de 500 metros era maior que muito ap\u00ea moderno. 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