{"id":3365,"date":"2020-11-11T00:00:00","date_gmt":"2020-11-11T03:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/homologacao.nerdbug.com.br\/?p=3365"},"modified":"2020-11-11T00:00:00","modified_gmt":"2020-11-11T03:00:00","slug":"dona-militana-romancista-do-rn","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/brechando.com\/novo\/dona-militana-romancista-do-rn\/","title":{"rendered":"Dona Militana: romanceira do RN"},"content":{"rendered":"<p>Quando pensamos em S\u00e3o Gon\u00e7alo do Amarante n\u00f3s pensamos rapidamente na Dona Militana, a maior romancista potiguar. E o <strong>Brechando<\/strong> vamos contar a hist\u00f3ria desta grande artista potiguar nesta postagem. Veja, portanto, um dos versos, que est\u00e3o recitando por ela:<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"Dona Militana - ROMANCE DA MO\u00c7A QUE QUERIA CASAR  - Cantares\" width=\"1170\" height=\"658\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/ljMxG7yONYE?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p>Militana Salustina do Nascimento nasceu na comunidade de Santo Ant\u00f4nio dos Barreiros. Ela \u00e9 filha do Mestre do Fandango, Atan\u00e1sio Salustino do Nascimento, e de Maria Militana. Sua vida, entretanto, nem sempre foi apenas de arte.<\/p>\n<p>Quando crian\u00e7a, no entanto, trabalhou na ro\u00e7a, no qual plantara mandioca e feij\u00e3o. Apesar de analfabeta e seu pai a proibir de cantar, ela memorizou os romances, sendo considerado por muitos, como a maior romanceira do Brasil.<\/p>\n<h2>Foi De\u00edfilo Gurgel que descobriu a Dona Militana<\/h2>\n<p>Na d\u00e9cada de 1990, entretanto, o folclorista De\u00edfilo Gurgel conheceu os cantos de Dona Militana e fez quest\u00e3o com que o pa\u00eds inteiro conhecesse o talento dela. Al\u00e9m disso, gravou os seus registros de sua mem\u00f3ria para a vida inteira. Por falar em De\u00edfilo, foi ele quem descobriu os <a href=\"http:\/\/www.brechando.com\/2020\/05\/congos-de-saiote-e-o-audiodocumentario-de-78\/\">Congos de Saiote<\/a> da mesma cidade.<\/p>\n<p>Por isso, a romanceira chegou a gravar um CD triplo sob o nome de \u201cCantares\u201d.\u00a0 O melhor que este \u00e1lbum est\u00e1 dispon\u00edvel na \u00edntegra no You Tube.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"Dona Militana - Cantares (2002) \u00c1lbum Completo\" width=\"1170\" height=\"878\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/j_cOWiyIshI?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<h3>Reconhecimento nacional<\/h3>\n<p>Ap\u00f3s o lan\u00e7amento do disco, os cr\u00edticos e jornalistas de grandes jornais brasileiros se renderam aos encantos e a peculiaridade da voz de Dona Militana. Em setembro de 2005, ela recebeu das m\u00e3os do presidente Lula a Comenda M\u00e1xima da Cultura Popular, em Bras\u00edlia.<\/p>\n<p>Em 2009, atrav\u00e9s do Projeto de Lei Complementar, que concedeu uma pens\u00e3o vital\u00edcia \u00e0 filha da terra.<\/p>\n<h2>As hist\u00f3rias guardadas na mem\u00f3ria de Militana foram gravadas em um disco<\/h2>\n<p>Sua mem\u00f3ria guardava, por tradi\u00e7\u00e3o oral, um consider\u00e1vel acervo, uma vez que ela fez dela uma enciclop\u00e9dia viva da cultura popular. Eram romances origin\u00e1rios de uma cultura medieval e ib\u00e9rica, que narravam os feitos de bravos guerreiros e contam hist\u00f3rias de reis, princesas, duques e duquesas.<\/p>\n<p>Al\u00e9m de romances, Militana cantava modinhas, coco, x\u00e1caras, moir\u00e3o, toadas de boi, aboios e fandangos. Todas essas cantigas ela aprendeu, contudo, ouvindo sua fam\u00edlia.<\/p>\n<p>Cantava seus romanceiros numa cad\u00eancia que lembrava o cantoch\u00e3o, com ritmo baseado na acentua\u00e7\u00e3o e nas divis\u00f5es do fraseado. Na maioria das vezes, as narrativas cantadas eram hist\u00f3rias tr\u00e1gicas.<\/p>\n<p>Outros romances, como \u201cNau Catarineta\u201d, traziam poesias de terras distantes, desconhecidas, lugares por onde Militana navegava com a mem\u00f3ria e a imagina\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<h2>Dona Militana faleceu aos 85 anos<\/h2>\n<p>Por volta do dia 10 de junho de 2010, a cantora sentiu-se mal e encaminhou ao hospital, onde ficou internada por alguns dias.<\/p>\n<p>Com uma breve melhora no quadro, recebeu alta m\u00e9dica e, por fim, continuou sendo tratada em casa por seus filhos, j\u00e1 sem falar e se alimentando atrav\u00e9s de uma sonda g\u00e1strica.<\/p>\n<p>Por\u00e9m, morreu em 19 de junho de 2010 em sua casa, aos 85 anos, sendo velada portanto em casa e no Teatro Municipal Prefeito Poti Cavalcante e, sepultada, no Cemit\u00e9rio P\u00fablico da cidade.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Quando pensamos em S\u00e3o Gon\u00e7alo do Amarante n\u00f3s pensamos rapidamente na Dona Militana, a maior romancista potiguar. 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