{"id":3251,"date":"2020-08-04T00:00:00","date_gmt":"2020-08-04T03:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/homologacao.nerdbug.com.br\/?p=3251"},"modified":"2020-08-04T00:00:00","modified_gmt":"2020-08-04T03:00:00","slug":"estudo-da-ufrn-descobre-novas-areas-desmatadas-da-caatinga","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/brechando.com\/novo\/estudo-da-ufrn-descobre-novas-areas-desmatadas-da-caatinga\/","title":{"rendered":"Estudo da UFRN descobre novas \u00e1reas desmatadas da Caatinga"},"content":{"rendered":"<p>Uma pesquisa da P\u00f3s-Gradua\u00e7\u00e3o do Centro de Bioci\u00eancias da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), divulgada atrav\u00e9s da <a href=\"https:\/\/ufrn.br\/imprensa\/noticias\/37454\/degradacao-da-caatinga-atinge-tambem-areas-preservadas-diz-pesquisa\">Agecom<\/a>, mostra que a maioria das \u00e1reas n\u00e3o desmatadas da caatinga est\u00e3o potencialmente degradadas por a\u00e7\u00f5es humanas acumuladas s\u00e9culos. Ou seja, h\u00e1 mais \u00e1reas desmatadas<\/p>\n<p>O estudo veio como base uma pesquisa, que anteriormente apontava que metade da caatinga j\u00e1 foi desmatada e que o que restou est\u00e1 espalhado em cerca de 47 mil fragmentos. O estudo da UFRN foi publicado na revista inglesa <a href=\"https:\/\/besjournals.onlinelibrary.wiley.com\/doi\/full\/10.1111\/1365-2664.13686\">Journal of Applied Ecology<\/a>.<\/p>\n<p>Foto: Jos\u00e9 Nilton Rodrigues dos Santos<\/p>\n<h2>Quest\u00e3o sociocultural da Caatinga<\/h2>\n<p>O estudo primeiramente aponta que a regi\u00e3o da Caatinga apresenta um dos mais baixos \u00edndices sociais e econ\u00f4micos do continente. A vulnerabilidade social de seus 27,6 milh\u00f5es de habitantes os faz depender dos recursos da Caatinga.<\/p>\n<p>Sem contar que essa popula\u00e7\u00e3o est\u00e1 espalhada por centenas de cidades, vilas e assentamentos interconectados por uma densa rede de estradas e outras infraestruturas, como barragens e linhas de alta tens\u00e3o. Desde a coloniza\u00e7\u00e3o brasileira, a Caatinga tem sido constantemente alterada pela agricultura de corte e queima, extra\u00e7\u00e3o de madeira e lenha, causando perda e degrada\u00e7\u00e3o do habitat.<\/p>\n<p>De acordo com Marina Antongiovanni, integrante do projeto de pesquisa:&nbsp; \u201cQuando visitamos algumas caatingas, vemos que elas est\u00e3o super bem conservadas. Em compensa\u00e7\u00e3o, em outras percebemos muitas trilhas e pegadas humanas, estradas de terra, marcas de fogo, troncos cortados, pilhas de madeiras, restos de muni\u00e7\u00e3o, vacas, bodes, ovelhas, plantas ex\u00f3ticas, algaroba, e muito lixo.&#8221;.<\/p>\n<p>O trabalho estimou a chamada \u201cperturba\u00e7\u00e3o antr\u00f3pica cr\u00f4nica\u201d para todos os 47 mil fragmentos de caatinga que restam.<\/p>\n<h2>Mapa mostra a mudan\u00e7a da Caatinga<\/h2>\n<p>O estudo montou cinco mapas: a, b, c, d e e. O primeiro mostra do vermelho ao verde, em ordem crescente, a concentra\u00e7\u00e3o de habitantes na regi\u00e3o da Caatinga.&nbsp; O segundo, seguindo o mesmo modelo a infraestrutura.&nbsp; O terceiro \u00e9 a concentra\u00e7\u00e3o do pasto, que predomina no Cear\u00e1, Rio Grande do Norte e Para\u00edba.<\/p>\n<p>J\u00e1 o quarto, contudo, mostra do verde ao vermelho, em ordem decrescente, o avan\u00e7o da extra\u00e7\u00e3o de madeira, que marca quase todo o Nordeste.&nbsp; O \u00faltimo mapa, por fim, mostra os focos de inc\u00eandio, do vermelho ao verde, em ordem crescente.<\/p>\n<p>Veja a seguir:<\/p>\n<figure id=\"attachment_30002\" align=\"aligncenter\" width=\"590\"><a href=\"http:\/\/www.brechando.com\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/mapadogoogle1.png\"><img loading=\"lazy\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"http:\/\/www.brechando.com\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/mapadogoogle1.png\" class=\"size-full wp-image-30002\" alt=\"\" width=\"590\" height=\"439\"\/><\/a> a) Concentra\u00e7\u00e3o de Popula\u00e7\u00e3o, b) Infraestrutura ), c) Pasto, d) Inc\u00eandio e e)Extra\u00e7\u00e3o<\/figure>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h2>Como foi elaborada a pesquisa<\/h2>\n<figure id=\"attachment_30004\" align=\"aligncenter\" width=\"900\"><a href=\"http:\/\/www.brechando.com\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/Mapamenor.jpg\"><img loading=\"lazy\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"http:\/\/www.brechando.com\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/Mapamenor.jpg\" class=\"size-full wp-image-30004\" alt=\"Caatinga\" width=\"900\" height=\"1276\"\/><\/a> Regi\u00e3o do Cear\u00e1, Rio Grande do Norte, Para\u00edba e Pernambuco s\u00e3o as mais devastadas da Caatinga<\/figure>\n<p>Com o objetivo de identificar os danos humanos com a Caatinga, foi criado um \u00edndice matem\u00e1tico baseado em vari\u00e1veis relacionadas \u00e0s in\u00fameras atividades humanas, que afetam direta ou indiretamente o bioma. Foram mapeados todos os fragmentos de caatinga. Um dos exemplos s\u00e3o as estradas (asfaltadas ou n\u00e3o), as linhas de trem, energia el\u00e9trica e os canais da transposi\u00e7\u00e3o do Rio S\u00e3o Francisco.<\/p>\n<p>Tamb\u00e9m foi analisado os focos de inc\u00eandio, a densidade de bovinos, caprino e ovinos e da popula\u00e7\u00e3o humana.<\/p>\n<p>Os pesquisadores apontam que todos que moram na caatinga sabem que ela vem se deteriorando progressivamente. Esta degrada\u00e7\u00e3o contribui para o decl\u00ednio populacional e extin\u00e7\u00e3o local de muitas esp\u00e9cies de mam\u00edferos e aves.<\/p>\n<p>Ainda ajuda na intensifica\u00e7\u00e3o para a eros\u00e3o, disponibilidade de \u00e1gua no solo e at\u00e9 mesmo \u00e0 altera\u00e7\u00f5es clim\u00e1ticas que podem acentuar os per\u00edodos de seca.&nbsp; Al\u00e9m disso, pode levar \u00e0 desertifica\u00e7\u00e3o de algumas \u00e1reas.<\/p>\n<p>Por um lado descobriu-se que a Caatinga est\u00e1 mais degradada do que se supunha. O estudo revelou portanto \u00e1reas relativamente intactas que ainda representam excelentes oportunidades de conserva\u00e7\u00e3o no bioma.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Uma pesquisa da P\u00f3s-Gradua\u00e7\u00e3o do Centro de Bioci\u00eancias da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), divulgada atrav\u00e9s da Agecom, mostra que a maioria das \u00e1reas n\u00e3o desmatadas da caatinga est\u00e3o potencialmente degradadas por a\u00e7\u00f5es humanas acumuladas s\u00e9culos. 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