{"id":2853,"date":"2019-08-23T00:00:00","date_gmt":"2019-08-23T03:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/homologacao.nerdbug.com.br\/?p=2853"},"modified":"2019-08-23T00:00:00","modified_gmt":"2019-08-23T03:00:00","slug":"queria-ver-bacurau-mas-fui-ver-tarantino","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/brechando.com\/novo\/queria-ver-bacurau-mas-fui-ver-tarantino\/","title":{"rendered":"Queria ver Bacurau, mas fui ver Tarantino"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\">Os ponteiros do rel\u00f3gio batiam 16 horas quando vi que o filme \u201cEra Uma Vez em Hollywood\u201d, de Quentin Tarantino. Melhor: era na sala vip do Cinepolis, onde podia deitar no sof\u00e1 gostoso e assistir aquela arte que s\u00f3 o diretor americano faz. Meu encantamento por Tarantino come\u00e7ou no in\u00edcio da vida adulta, quando na mesma \u00e9poca consegui ver Kill Bill e Django Livre em um curto intervalo de tempo. A forma livre de seu roteiro e sem aquela obriga\u00e7\u00e3o de linearidade me chamaram aten\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Parece que voc\u00ea est\u00e1 lendo um eterno gibi. Poderia comparar com o Arrigo Barnab\u00e9 com o seu \u201cClara Crocodilo\u201d, que transformou um enredo t\u00edpico de hist\u00f3ria de quadrinho em um grandioso \u00e1lbum e at\u00e9 hoje \u00e9 uma refer\u00eancia na Vanguarda Paulista. Depois dos filmes citados, comecei assistir os cl\u00e1ssicos, como \u201cPulp Fiction\u201d, que trouxe o John Travolta de volta ao estrelato. Ent\u00e3o, todo filme que Tarantino lan\u00e7a, eu j\u00e1 estou no cinema. Claro que dessa vez n\u00e3o podia perder.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Apesar de que estava com vontade era ver o filme Bacurau, do diretor pernambucano Kleber Mendon\u00e7a Filho, no qual a pr\u00e9-estreia seria em Parelhas, na comunidade que foi gravada todo o filme. Mas, o Brechando ainda n\u00e3o \u00e9 rico suficiente para viajar em todos os lugares. E vamos assistir aqui em Natal nesta sexta, com resenha e tudo.<\/p>\n<figure id=\"attachment_27071\" aria-describedby=\"caption-attachment-27071\" style=\"width: 801px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"https:\/\/www.brechando.com\/wp-content\/uploads\/2019\/08\/95A8BF27-AA68-45F5-92B2-8965F8D75CD8.jpeg\"><img loading=\"lazy\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-large wp-image-27071\" src=\"https:\/\/www.brechando.com\/wp-content\/uploads\/2019\/08\/95A8BF27-AA68-45F5-92B2-8965F8D75CD8-801x800.jpeg\" alt=\"\" width=\"801\" height=\"800\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-27071\" class=\"wp-caption-text\">Bacurau em Parelhas. Nossa, como queria ir<\/figcaption><\/figure>\n<p style=\"text-align: justify;\">Voltamos ao Tarantino. O filme narra uma Hollywood no final dos anos 60, auge da Guerra Fria, a ascens\u00e3o da cultura hippie e atores famosos na d\u00e9cada de 50 se reinventando para conseguir manter o sucesso que tinha. \u00c9 assim que entra a hist\u00f3ria dos personagens de Leonardo Di Caprio e Brad Pitt, que interpretam um ator e dubl\u00ea, respectivamente, que vivem em um total fracasso e ambos cometem loucuras para se manter.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Tarantino mostrou de forma exagerada a maneira de como a virada de d\u00e9cada est\u00e1 se tornando, deixando v\u00e1rias personalidades bastante irritadas, como a fam\u00edlia de Bruce Lee. O uso de situa\u00e7\u00f5es absurdas com personagens reais, como Sharon Tate e a fam\u00edlia Manson, mostra que alguns comportamentos daquela \u00e9poca ainda reverberam, como a cr\u00edtica do politicamente correto e podemos comparar os hippies com aqueles jovens progressistas com jeito paz e amor, chamados de tilel\u00ea no Brasil. Tanto os hippies quanto os tilel\u00eas s\u00e3o criticados por querer progresso.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O personagem mais emblem\u00e1tico \u00e9 o dubl\u00ea interpretado por Pitt, que tem um passado duvidoso, mas sempre tenta utilizar o discurso de \u201cbons costumes\u201d para se garantir.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">N\u00e3o \u00e9 uma cineobiografia de Sharon Tate, como tentam vender, mas Tarantino com todo o seu jeito exagerado e cheio de sangue e explos\u00f5es mostrou que algumas vezes a gente est\u00e1 preso numa Guerra Fria, embora tenha acabado em 1991.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Os ponteiros do rel\u00f3gio batiam 16 horas quando vi que o filme \u201cEra Uma Vez em Hollywood\u201d, de Quentin Tarantino. Melhor: era na sala vip do Cinepolis, onde podia deitar no sof\u00e1 gostoso e assistir aquela arte que s\u00f3 o diretor americano faz. 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