{"id":2543,"date":"2019-04-23T00:00:00","date_gmt":"2019-04-23T03:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/homologacao.nerdbug.com.br\/?p=2543"},"modified":"2019-04-23T00:00:00","modified_gmt":"2019-04-23T03:00:00","slug":"como-era-a-parte-interna-da-ponte-de-igapo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/brechando.com\/novo\/como-era-a-parte-interna-da-ponte-de-igapo\/","title":{"rendered":"Como era a parte interna da Ponte de Igap\u00f3"},"content":{"rendered":"<p>Constru\u00edda h\u00e1 mais de 100 anos, a Ponte de Igap\u00f3 \u00e9 um dos mais famosos acessos para os bairros da zona Norte, onde carros, \u00f4nibus, pedestres e trens circulam todos os dias. A mesma foi constru\u00edda em 1913, conclu\u00edda em 1915 e inaugurada em 20 de abril de 1916 (ano que vem aquela estrutura completa 100 anos). Havia apenas duas vias em sentidos opostos, mais a linha f\u00e9rrea. Sua fun\u00e7\u00e3o era a de permitir a passagem dos trens da Estrada de Natal aos munic\u00edpios do interior do Rio Grande do Norte. Foi uma das tr\u00eas primeiras pontes brasileiras que ainda permanecem &#8220;viva&#8221;.<\/p>\n<p>Recentemente, a gente achou uma imagem para mostrar como era a ponte por dentro. Veja essa imagem a seguir de 1939, registrada por Jos\u00e9 Guar\u00e1:<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/www.brechando.com\/wp-content\/uploads\/2019\/01\/31517561_1488916911220304_7147790779954495488_n.jpg\"><img loading=\"lazy\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-large wp-image-23999\" src=\"https:\/\/www.brechando.com\/wp-content\/uploads\/2019\/01\/31517561_1488916911220304_7147790779954495488_n-529x800.jpg\" alt=\"\" width=\"529\" height=\"800\" \/><\/a><\/p>\n<p>A via para asfalto era t\u00e3o estreita que mal cabia um carro e ainda se misturava com os pedestres.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Recentemente, uma pesquisa da Universidade Federal do Rio Grande do Norte apontou que 79% das pessoas que trafegam no espa\u00e7o n\u00e3o se sente seguros de passar naquela regi\u00e3o. A pesquisa \u00e9 do grupo de Pesquisa de Din\u00e2micas Ambientais, Riscos e Ordenamento do Territ\u00f3rio (Georisco), vinculado ao Departamento de Geografia. O trabalho buscou identificar qual a percep\u00e7\u00e3o da popula\u00e7\u00e3o potiguar frente ao risco de desastres tecnol\u00f3gicos na ponte e a real condi\u00e7\u00e3o de conserva\u00e7\u00e3o do equipamento, com a aplica\u00e7\u00e3o de question\u00e1rio na internet e uma visita t\u00e9cnica com acompanhamento da Capitania dos Portos de Natal e da Marinha do Brasil, no dia 21 de mar\u00e7o de 2017. Os resultados do estudo foram apresentados \u00e0 Coordenadoria Estadual de Prote\u00e7\u00e3o e Defesa Civil (CEPDEC) durante o V SEM Desastres, semin\u00e1rio realizado pelo Georisco em outubro. O grupo, tamb\u00e9m, prepara um novo documento para encaminhamento ao Minist\u00e9rio P\u00fablico do Rio Grande do Norte.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Com a visita t\u00e9cnica, os pesquisadores constataram danos causadas pela a\u00e7\u00e3o natural do meio ambiente, pela aus\u00eancia de manuten\u00e7\u00e3o e pelo impacto de cargas que circulam na extens\u00e3o da ponte. Entre as rupturas identificadas est\u00e3o a desagrega\u00e7\u00e3o do concreto, a oxida\u00e7\u00e3o dos pilares e algumas perfura\u00e7\u00f5es nas estacas de funda\u00e7\u00e3o. A din\u00e2mica da mar\u00e9 e agentes externos como aumento da salinidade, eros\u00f5es fl\u00favio-marinha e e\u00f3lica, al\u00e9m das chuvas s\u00e3o, em grande parte, os fatores respons\u00e1veis pela corros\u00e3o das ferragens da estrutura e desagrega\u00e7\u00e3o do concreto.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Erguida sobre o estu\u00e1rio do Rio Potengi, a Ponte de Igap\u00f3, cujo nome oficial \u00e9 Presidente Costa e Silva, \u00e9 a principal via de acesso da popula\u00e7\u00e3o da Zona Norte e de munic\u00edpios vizinhos, como Cear\u00e1-Mirim e Maca\u00edba, \u00e0s demais zonas da cidade de Natal. Constru\u00edda h\u00e1 47 anos, a estrutura de concreto armado n\u00e3o passa por reparos h\u00e1 27 anos. Embora a cidade conte hoje com um novo equipamento, a Ponte Newton Navarro, que liga os bairros de Redinha e Santos Reis, a Ponte de Igap\u00f3 continua sendo muito utilizada, atendendo a um grande fluxo de transporte de passageiros. Pelo tempo que foi constru\u00edda, j\u00e1 foi alvo de especula\u00e7\u00f5es sobre um poss\u00edvel desabamento, devido ao desconhecimento de reformas na estrutura.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Relat\u00f3rios do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) e do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia (Crea) tamb\u00e9m foram utilizados para sustentar a pesquisa.\u00a0Dos participantes da pesquisa, 56% residem na Zona Norte de Natal, 22% na Zona Sul, 13% s\u00e3o de munic\u00edpios vizinhos, 7% vivem na Zona Oeste e 2% moram na Zona Leste da cidade. Destes, 80% afirmaram que seriam prejudicados em uma poss\u00edvel interdi\u00e7\u00e3o da ponte, o que demonstra a import\u00e2ncia da edifica\u00e7\u00e3o para Natal.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A estrutura tem 606 metros de extens\u00e3o, 12,6 de largura e recebe um fluxo de 37 linhas de \u00f4nibus municipais, 14 linhas de \u00f4nibus interurbanos, 13 viagens di\u00e1rias de trem, al\u00e9m do tr\u00e1fego de aproximadamente 60 mil ve\u00edculos diariamente. A \u00faltima manuten\u00e7\u00e3o foi realizada em 1990, segundo o DNIT.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Constru\u00edda h\u00e1 mais de 100 anos, a Ponte de Igap\u00f3 \u00e9 um dos mais famosos acessos para os bairros da zona Norte, onde carros, \u00f4nibus, pedestres e trens circulam todos os dias. 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