{"id":2363,"date":"2018-09-11T00:00:00","date_gmt":"2018-09-11T03:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/homologacao.nerdbug.com.br\/?p=2363"},"modified":"2018-09-11T00:00:00","modified_gmt":"2018-09-11T03:00:00","slug":"falando-de-nerdices-escritores-e-literatura-com-o-escritor-eduardo-spohr","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/brechando.com\/novo\/falando-de-nerdices-escritores-e-literatura-com-o-escritor-eduardo-spohr\/","title":{"rendered":"Falando de nerdices, escritores e literatura com o escritor Eduardo Spohr"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O ano era 2007, novembro ou dezembro. Eu conheci o site <a href=\"http:\/\/www.jovemnerd.com.br\">Jovem Nerd <\/a>em uma conversa no finado MSN com\u00a0 Renan. No meio do papo, eu falei que estava entediada nas f\u00e9rias e rapidamente mandou o link do nerdcast, o podcast do site, com o tema sobre a vida de trabalho e comecei a rir horrores.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Ent\u00e3o, eu comecei a pesquisar mais e conheci o Vince Glotto, no qual haveria lan\u00e7ado &#8220;A Batalha do Apocalipse&#8221;, sob o seu nome de bastismo, Eduardo Spohr, e o site estava vendendo o livro.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Inicialmente n\u00e3o me interessava, por\u00e9m a medida que o Alexandre Ottoni e Deive Pazos divulgava a obra e como a sinopse era interessante, fiquei interessada.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Tr\u00eas anos depois, eu vi uma promo\u00e7\u00e3o no site em que os 100 primeiros compradores receberia um aut\u00f3grafo do livro. Gastei minha mesada e consegui ler. Era minha v\u00e1lvula de escape do vestibular e estava adorando uma pessoa imaginar os anjos e o C\u00e9u como uma Terra M\u00e9dia de O Senhor dos An\u00e9is. Diferente do C\u00e9u da novela &#8220;A Viagem&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Depois, a obra de Spohr come\u00e7ou a ser distribu\u00edda em grandes livrarias e, rapidamente, o livro que era conhecido apenas pelos f\u00e3s do site, virou um\u00a0<em>best seller<\/em> e fez a fama do carioca.<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-gallery columns-2 is-cropped wp-block-gallery-1 is-layout-flex wp-block-gallery-is-layout-flex\"><li class=\"blocks-gallery-item\"><figure><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.brechando.com\/wp-content\/uploads\/2018\/09\/1-1.png\" alt=\"\" data-id=\"22357\" data-link=\"https:\/\/www.brechando.com\/1-13\/\" class=\"wp-image-22357\"\/><\/figure><\/li><li class=\"blocks-gallery-item\"><figure><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.brechando.com\/wp-content\/uploads\/2018\/09\/11.png\" alt=\"\" data-id=\"22376\" data-link=\"https:\/\/www.brechando.com\/11-3\/\" class=\"wp-image-22376\"\/><\/figure><\/li><\/ul>\n\n\n\n<p class=\"has-small-font-size wp-block-paragraph\">M\u00e1rcio Benjamin e Eduardo Spohr durante o Fliq<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Atualmente, ele veio para Natal para a Feira de Livros e Quadrinhos (Fliq) para divulgar a vers\u00e3o estendida de &#8220;Filhos de \u00c9den&#8221;, trilogia divulgada ap\u00f3s &#8220;A Batalha do Apocalipse&#8221;, al\u00e9m de discutir literatura fant\u00e1stica com o potiguar M\u00e1rcio Benjamin.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O &#8220;Filhos do \u00c9den &#8211; Universo Expandido&#8221;\u00a0foi lan\u00e7ado em 2016, uma enciclop\u00e9dia e guia de RPG de mesa, escrito pelo pr\u00f3prio romancista e ilustrado por Andr\u00e9s Ramos.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;O lan\u00e7amento de &#8220;Os Filhos de \u00c9den &#8211; Universo Expandido&#8221; foi justamente pensando nesta galera.\u00a0 Foram essas pessoas que me ajudaram. N\u00e3o estou falando apenas do pessoal do Jovem Nerd, o site, mas tamb\u00e9m a equipe e os seus f\u00e3s&#8221;, comentou o escritor em entrevista exclusiva para o <strong>Brechando<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Al\u00e9m disso, Spohr disponibilizou em seu site pessoal o livro online &#8220;Filhos do \u00c9den &#8211; Suplemento de RPG&#8221;, adapta\u00e7\u00e3o compat\u00edvel com o sistema Dungeons &amp; Dragons 5.0.\u00a0<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Damos a liberdade das pessoas em adaptarem e criarem seu pr\u00f3prio sistema. No livro temos dois cap\u00edtulos, um dedicado apenas ao RPG e o outro para fan fiction, no qual o leitor pode criar a sua parte da hist\u00f3ria.&#8221;, afirmou Spohr, que tamb\u00e9m ainda joga Role-Playing Game (sigla para RPG).<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Foi dif\u00edcil separar a imagem do site Jovem Nerd de Eduardo Spohr, ent\u00e3o resolvi perguntar sobre nerdices e as mudan\u00e7as que o r\u00f3tulo de ser nerd obteve ao longo do tempo. Antes quemera visto como uma imagem de CDF esquisito, hoje \u00e9 lembrado como uma pessoa legal e inteligente.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Mas, ser\u00e1 que Spohr gosta de se definir assim? Spohr respondeu: &#8220;Nerd \u00e9 um r\u00f3tulo, o qual acho legal e n\u00e3o tenho problema nenhum em me definir assim. Por\u00e9m, no fundo, a gente nunca pensa sobre o conceito. A gente simplesmente gosta de focar em um determinado assunto. Todo mundo \u00e9 nerd em um determinado assunto. Tem gente que \u00e9 nerd em RPG, outro em Guerra nas Estrelas&#8230;No fundo a gente nunca pensou em ser nerd, as coisas foram acontecendo. .&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Quem leu &#8220;A Batalha do Apocalipse&#8221;, a leitura lembra bastante a de &#8220;O Senhor dos An\u00e9is&#8221;, do escritor J.R.R. Tolkien. Claro, nesta conversa, t\u00ednhamos que mencionar o escritor, chegamos a discutir a dificuldade de entend\u00ea-lo diferente, por conta da linguagem pesada e o uso de muitas met\u00e1foras e excesso de personagens. Mas, ele admitiu que nem sempre \u00e9 f\u00e1cil de entender o neozeland\u00eas.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.brechando.com\/wp-content\/uploads\/2018\/09\/6-1.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-22367\"\/><figcaption>Capa de A Batalha do Apocalipse<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;A primeira vez que li O Senhor dos An\u00e9is achei complicado e n\u00e3o consegui avan\u00e7ar na leitura. Depois, comecei a ler a s\u00e9rie As Cr\u00f4nicas de Dragonlance que tem um outro estilo. Ent\u00e3o, eu li Conan e ap\u00f3s uma bagagem de leitura comecei a voltar a ler o Tolkien.&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Por\u00e9m, ele comentou a import\u00e2ncia de J.R.R. Tolkien. &#8220;Tem alguns autores que s\u00e3o ic\u00f4nicos por quebrar a barreira. N\u00e3o estou falando apenas da prosa e da escrita de Tolkien, mas de um homem acad\u00eamico que resolveu escrever fantasia, vista como uma literatura menor e inferior, desrespeitada. Ele ajudou a tirar o preconceito da literatura fant\u00e1stica. Assim como a J.K. Rowling com Harry Potter, pode ser feito por mulheres e crian\u00e7as pudessem ler, e George R.R. Martin, com as Cr\u00f4nicas de Gelo e Fogo, pode mostrar a literatura aos adultos.&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Mas ser\u00e1 que ele pensa em escrever assuntos fora da literatura fant\u00e1stica? Spohr finaliza a entrevista com esta frase: &#8220;Sempre escrevo as coisas que quis escrever e que gosto, as coisas v\u00eam naturalmente e a literatura tem que sair no cora\u00e7\u00e3o. Nunca pensei em escrever fantasia, as coisas foram acontecendo.&#8221;.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O ano era 2007, novembro ou dezembro. 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