{"id":2195,"date":"2018-08-28T00:00:00","date_gmt":"2018-08-28T03:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/homologacao.nerdbug.com.br\/?p=2195"},"modified":"2018-08-28T00:00:00","modified_gmt":"2018-08-28T03:00:00","slug":"artista-denuncia-violencia-a-partir-de-intervencao-urbana","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/brechando.com\/novo\/artista-denuncia-violencia-a-partir-de-intervencao-urbana\/","title":{"rendered":"Artista denuncia viol\u00eancia a partir de interven\u00e7\u00e3o urbana"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\">A Lei Maria da Penha completou 12 anos, mas ainda vemos a presen\u00e7a dos casos de viol\u00eancia contra a mulher. No ano de 2016, quando a lei completou 10 anos, o G1 catalogou mais de quatro mil not\u00edcias sobre o assunto desde que o portal de not\u00edcias foi fundado, no ano de 2006, como Elo\u00e1, M\u00e9rcia Nakashima, Luiza Brunet e dentre outras. Engana-se que a agress\u00e3o f\u00edsica entre as pessoas do g\u00eanero feminino \u00e9 causada por aquelas militantes. Em mar\u00e7o deste ano, a artista Catarina Alice, <a href=\"https:\/\/wp.me\/p6tLK5-5li\">que falamos na mat\u00e9ria sobre como protestar contra interven\u00e7\u00e3o militar em pleno 2018<\/a>, sofreu uma agress\u00e3o de um ex-companheiro, chegando a pedir medidas protetivas na Justi\u00e7a.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A briga foi parar na justi\u00e7a ap\u00f3s a Catarina ter ficado com um olho roxo durante a discuss\u00e3o. &#8220;Ap\u00f3s anos de diversas viol\u00eancias, de me permitir continuar uma rela\u00e7\u00e3o que s\u00f3 me causou dano e sofrimento cotidiano, que me fez esquecer de mim e meus posicionamentos, entre querer ser a pr\u00f3pria justi\u00e7a e terminar com um olho roxo, \u00e9 definitivo: nenhum passo atr\u00e1s. Foi preciso me deparar com o que h\u00e1 de mais patriarcal da sociedade em mim para arrancar e entender que sou mulher e que \u00e9 essa posi\u00e7\u00e3o que estou no mundo. Que n\u00e3o tenho privil\u00e9gios e meu estado comum \u00e9 a batalha&#8221;, disse em seu post no Instagram.<\/p>\n<h5 style=\"text-align: justify;\">O mandado pode ser visto a seguir:<\/h5>\n<blockquote class=\"instagram-media\" style=\"background: #FFF; border: 0; border-radius: 3px; box-shadow: 0 0 1px 0 rgba(0,0,0,0.5),0 1px 10px 0 rgba(0,0,0,0.15); margin: 1px; max-width: 658px; padding: 0; width: calc(100% - 2px);\" data-instgrm-captioned=\"\" data-instgrm-permalink=\"https:\/\/www.instagram.com\/p\/Bg8wGaQHhrd\/\" data-instgrm-version=\"8\">\n<div style=\"padding: 8px;\">\n<div style=\"background: #F8F8F8; line-height: 0; margin-top: 40px; padding: 50.0% 0; text-align: center; width: 100%;\">\n<div style=\"background: url(data:image\/png; base64,ivborw0kggoaaaansuheugaaacwaaaascamaaaapwqozaaaabgdbtueaalgpc\/xhbqaaaafzukdcak7ohokaaaamuexurczmzpf399fx1+bm5mzy9amaaadisurbvdjlvzxbesmgces5\/p8\/t9furvcrmu73jwlzosgsiizurcjo\/ad+eqjjb4hv8bft+idpqocx1wjosbfhh2xssxeiyn3uli\/6mnree07uiwjev8ueowds88ly97kqytlijkktuybbruayvh5wohixmpi5we58ek028czwyuqdlkpg1bkb4nnm+veanfhqn1k4+gpt6ugqcvu2h2ovuif\/gwufyy8owepdyzsa3avcqpvovvzzz2vtnn2wu8qzvjddeto90gsy9mvlqtgysy231mxry6i2ggqjrty0l8fxcxfcbbhwrsyyaaaaaelftksuqmcc); display: block; height: 44px; margin: 0 auto -44px; position: relative; top: -22px; width: 44px;\"><\/div>\n<\/div>\n<p style=\"margin: 8px 0 0 0; padding: 0 4px;\"><a style=\"color: #000; font-family: Arial,sans-serif; font-size: 14px; font-style: normal; font-weight: normal; line-height: 17px; text-decoration: none; word-wrap: break-word;\" href=\"https:\/\/www.instagram.com\/p\/Bg8wGaQHhrd\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">QUANDO UMA MULHER AVAN\u00c7A, O MACHISMO RETROCEDE! Acabou o amor. Para aqueles que precisam de provas, essa postagem \u00e9 uma vit\u00f3ria soberana para as mulheres. Para quem me ap\u00f3ia desde quando me permiti e acreditam sem pestanejar no depoimento de uma mulher, meu respeito e admira\u00e7\u00e3o, seguiremos sempre lado a lado. Essa postagem \u00e9 sobre coragem. Ap\u00f3s anos de diversas viol\u00eancias, de me permitir continuar uma rela\u00e7\u00e3o que s\u00f3 me causou dano e sofrimento cotidiano, que me fez esquecer de mim e meus posicionamentos, entre querer ser a pr\u00f3pria justi\u00e7a e terminar com um olho roxo, \u00e9 definitivo: nenhum passo atr\u00e1s. Foi preciso me deparar com o que h\u00e1 de mais patriarcal da sociedade em mim para arrancar e entender que sou mulher e que \u00e9 essa posi\u00e7\u00e3o que estou no mundo. Que n\u00e3o tenho privil\u00e9gios e meu estado comum \u00e9 a batalha. Quase perdi diversas vezes, n\u00e3o s\u00f3 pelas amea\u00e7as e humilha\u00e7\u00f5es que passei, mas as que me fiz tamb\u00e9m, por me julgar incapaz de me definir como feminista e n\u00e3o ter armadura pro machismo. De n\u00e3o ser mais eu por dias e dias. O fato \u00e9 que hoje estou viva, que me orgulho disso, e que n\u00e3o permitirei nenhum metro a mais me sentir amedrontada ou constrangida por estar no mesmo local que algu\u00e9m que j\u00e1 me agrediu cruelmente, jogando a culpa em mim e me chamando de desequilibrada, est\u00e1. Isso n\u00e3o \u00e9 ser v\u00edtima, \u00e9 vencer uma luta intensa. Tenho respeito \u00e0 minha hist\u00f3ria, e todos que conhecem essa cidade sabem: a gente \u00e9 duna, areia que desaba, mas retoma o ciclo. A pol\u00edtica de passa\u00e7\u00e3o de pano tem uma posi\u00e7\u00e3o definida: quando abre a porta e espa\u00e7o para um homem agressor, fecha para uma mulher. \u00c9 preciso definir o lado da hist\u00f3ria que estamos. For\u00e7a \u00e0 todas mulheres que passaram ou passam por isso. N\u00e3o recuem. Pega a corrente desse vento e lembrem que eu s\u00f3 consegui, porque n\u00f3s conseguiremos. #N\u00e3oPassar\u00e1<\/a><\/p>\n<p style=\"color: #c9c8cd; font-family: Arial,sans-serif; font-size: 14px; line-height: 17px; margin-bottom: 0; margin-top: 8px; overflow: hidden; padding: 8px 0 7px; text-align: center; text-overflow: ellipsis; white-space: nowrap;\">Uma publica\u00e7\u00e3o compartilhada por <a style=\"color: #c9c8cd; font-family: Arial,sans-serif; font-size: 14px; font-style: normal; font-weight: normal; line-height: 17px;\" href=\"https:\/\/www.instagram.com\/catarinaalicee\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"> Catarina Santos<\/a> (@catarinaalicee) em <time style=\"font-family: Arial,sans-serif; font-size: 14px; line-height: 17px;\" datetime=\"2018-03-30T13:35:36+00:00\">30 de Mar, 2018 \u00e0s 6:35 PDT<\/time><\/p>\n<\/div>\n<\/blockquote>\n<p style=\"text-align: justify;\"><script async defer src=\"\/\/www.instagram.com\/embed.js\"><\/script><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Recentemente, ela lan\u00e7ou uma interven\u00e7\u00e3o urbana chamada &#8220;Eu puta, ele santo&#8221;, que denuncia a viol\u00eancia dom\u00e9stica e tamb\u00e9m critica as autoridades em acreditar nas den\u00fancias de agress\u00e3o. Santos grudou suas fotos com o olho roxo nas paredes da Rua Chile, na Ribeira, com lambe-lambe. &#8220;\u00c1s vezes a gente vive uma viol\u00eancia t\u00e3o fudida (sic) que a \u00fanica forma de seguir em frente \u00e9 olhando para ela&#8221;, comentou a jovem.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00c1s vezses a agress\u00e3o f\u00edsica n\u00e3o vem da forma f\u00edsica, mas tamb\u00e9m psicol\u00f3gica e verbal (ex: xingamento). Sem contar que muitas den\u00fancias s\u00e3o s\u00f3 aceitas a partir de provas concretas, como uma ferida.<\/p>\n<blockquote class=\"instagram-media\" style=\"background: #FFF; border: 0; border-radius: 3px; box-shadow: 0 0 1px 0 rgba(0,0,0,0.5),0 1px 10px 0 rgba(0,0,0,0.15); margin: 1px; max-width: 658px; padding: 0; width: calc(100% - 2px);\" data-instgrm-captioned=\"\" data-instgrm-permalink=\"https:\/\/www.instagram.com\/p\/BiEuaaMAJzA\/\" data-instgrm-version=\"8\">\n<div style=\"padding: 8px;\">\n<div style=\"background: #F8F8F8; line-height: 0; margin-top: 40px; padding: 50% 0; text-align: center; width: 100%;\">\n<div style=\"background: url(data:image\/png; base64,ivborw0kggoaaaansuheugaaacwaaaascamaaaapwqozaaaabgdbtueaalgpc\/xhbqaaaafzukdcak7ohokaaaamuexurczmzpf399fx1+bm5mzy9amaaadisurbvdjlvzxbesmgces5\/p8\/t9furvcrmu73jwlzosgsiizurcjo\/ad+eqjjb4hv8bft+idpqocx1wjosbfhh2xssxeiyn3uli\/6mnree07uiwjev8ueowds88ly97kqytlijkktuybbruayvh5wohixmpi5we58ek028czwyuqdlkpg1bkb4nnm+veanfhqn1k4+gpt6ugqcvu2h2ovuif\/gwufyy8owepdyzsa3avcqpvovvzzz2vtnn2wu8qzvjddeto90gsy9mvlqtgysy231mxry6i2ggqjrty0l8fxcxfcbbhwrsyyaaaaaelftksuqmcc); display: block; height: 44px; margin: 0 auto -44px; position: relative; top: -22px; width: 44px;\"><\/div>\n<\/div>\n<p style=\"margin: 8px 0 0 0; padding: 0 4px;\"><a style=\"color: #000; font-family: Arial,sans-serif; font-size: 14px; font-style: normal; font-weight: normal; line-height: 17px; text-decoration: none; word-wrap: break-word;\" href=\"https:\/\/www.instagram.com\/p\/BiEuaaMAJzA\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">essa \u00e9 a minha primeira s\u00e9rie urbana. \u00e0s vezes a gente vive uma viol\u00eancia t\u00e3o fudida que a \u00fanica forma de seguir em frente \u00e9 olhando profundamente pra ela. a s\u00e9rie se chama EU PUTA, ELE SANTO, mas tamb\u00e9m poderia ser: PROVAS. Natal precisa disso. Eu dou o que a cidade quer. #EUPUTAELESANTO<\/a><\/p>\n<p style=\"color: #c9c8cd; font-family: Arial,sans-serif; font-size: 14px; line-height: 17px; margin-bottom: 0; margin-top: 8px; overflow: hidden; padding: 8px 0 7px; text-align: center; text-overflow: ellipsis; white-space: nowrap;\">Uma publica\u00e7\u00e3o compartilhada por <a style=\"color: #c9c8cd; font-family: Arial,sans-serif; font-size: 14px; font-style: normal; font-weight: normal; line-height: 17px;\" href=\"https:\/\/www.instagram.com\/catarinaalicee\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"> Catarina Santos<\/a> (@catarinaalicee) em <time style=\"font-family: Arial,sans-serif; font-size: 14px; line-height: 17px;\" datetime=\"2018-04-27T12:26:10+00:00\">27 de Abr, 2018 \u00e0s 5:26 PDT<\/time><\/p>\n<\/div>\n<\/blockquote>\n<p style=\"text-align: justify;\"><script async defer src=\"\/\/www.instagram.com\/embed.js\"><\/script><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Catarina estudava psicologia quando seus trabalhos com a fotografia come\u00e7aram a ficar famosos, principalmente durante a Revolta do Bus\u00e3o. Hoje, ela estuda pedagogia na Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) e atua na assessoria de imprensa do vereador Sandro Pimentel (PSOL).<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A Lei Maria da Penha completou 12 anos, mas ainda vemos a presen\u00e7a dos casos de viol\u00eancia contra a mulher. 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