{"id":1848,"date":"2017-12-04T00:00:00","date_gmt":"2017-12-04T02:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/homologacao.nerdbug.com.br\/?p=1848"},"modified":"2017-12-04T00:00:00","modified_gmt":"2017-12-04T02:00:00","slug":"artigo-meus-18-anos-em-natal","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/brechando.com\/novo\/artigo-meus-18-anos-em-natal\/","title":{"rendered":"[ARTIGO] Meus 18 anos em Natal"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\">Apesar de ter nascido em Natal, minha primeira mem\u00f3ria \u00e9 o espa\u00e7o todo branco do apartamento da praia de Cabo Branco em Jo\u00e3o Pessoa (muitos pensam que sou pessoense, quando falo da minha inf\u00e2ncia em Jampa) e as viagens de carro de fim de semana, visitando os meus av\u00f3s no conjunto Potil\u00e2ndia. Sabia que chegara a casa deles a partir do barulho do Tempra, uma vez que a rua que era pavimentada em plena d\u00e9cada de 90.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">As atividades que fazia? Sair para o Natal Shopping com toda minha fam\u00edlia, pois naquela \u00e9poca tinha muito mais op\u00e7\u00f5es que o Mana\u00edra Shopping, que a \u00fanica vantagem do primeiro citado era que tinha uma senhora Lojas Americanas e comia as melhores coxinhas e brigadeiros. Mas, l\u00e1 n\u00e3o tinha um parque de divers\u00e3o, como era o Natal Play.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Achava divertido andar no Hiper Bompre\u00e7o, pois era enorme, comparado ao Boa Esperan\u00e7a (hoje, P\u00e3o de A\u00e7\u00facar) e ao tradicional Bom Pre\u00e7o, as duas redes de supermercado que tinha na \u00e9poca em JP.\u00a0 Me lembro da cara de espanto\/tristeza de mainha, quando as Lojas Americanas de Jo\u00e3o Pessoa, nosso ponto de divers\u00e3o, fechou e foi substitu\u00edda por uma loja que n\u00e3o tinha nada a ver.\u00a0 Mas tamb\u00e9m se divert\u00edamos muito, \u00edamos ao zool\u00f3gico, almo\u00e7ava no Terer\u00ea, comprava Barbie ou Susi na Mesbla, brincava no Centro e tamb\u00e9m adorava ir \u00e0 Tamba\u00fa.\u00a0 O meu momento mais legal era as f\u00e9rias, onde minha prima chegava e trazia o Mega Drive para brincar com o Sonic.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Achei um v\u00eddeo de Jampa nos anos 90 e era mais ou menos assim:<\/p>\n<p>https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=3TqrnUCYnfg<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Agora Natal nos anos 1990:<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"0162 Natal 1990\" width=\"1170\" height=\"878\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/TwfTKiXNa5o?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Mesmo morando perto das principais praias de Jo\u00e3o Pessoa, eu sempre preferi brincar em Ponta Negra ou B\u00fazios, onde meus pais me levavam para passar o carnaval na inf\u00e2ncia. N\u00e3o sei se era uma forma dos meus pais quererem que eu enraizasse logo em Natal, mas nunca me senti em casa quando vivia Jo\u00e3o Pessoa, preferia ficar em Natal (quem disse que crian\u00e7a n\u00e3o tem opini\u00e3o?), chorava quando tinha que voltar para l\u00e1, estudar no col\u00e9gio ou fazer qualquer atividade por l\u00e1. Apesar de saber ainda as ruas e caminhos da capital paraibana de cor e salteado, principalmente ap\u00f3s as visitas depois de retornar \u00e0 terra Natal (sem trocadilhos, por favor), sempre tive a sensa\u00e7\u00e3o de lar por aqui.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Uma das melhores sensa\u00e7\u00f5es \u00e9 ficar sentindo o vento em Ponta Negra enquanto bebo uma coca-cola gelada e comendo um crepe no cal\u00e7ad\u00e3o. Sinal que estou em casa. Ou, quando sem querer solto um &#8220;boy&#8221; para qualquer situa\u00e7\u00e3o. Olhar o Morro do Careca e ficar questionando o porqu\u00ea da natureza fazer coisas engra\u00e7adas e ao mesmo tempo bonitas.\u00a0 Podia dizer muito bem que sou pessoense, por ter tido boa parte da inf\u00e2ncia l\u00e1, mas n\u00e3o sou, pois eu nasci, cresci em Natal e tenho h\u00e1bitos de uma natalense. Assim como muitos amigos meus que nasceram em outras cidades e se consideram natalense pelos mesmos motivos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Essa semana completa 18 anos que voltei para capital potiguar, ap\u00f3s meu pai ter sido transferido e vejo as duas cidades crescendo bastante, apesar delas ainda estarem presas por oligarquias pol\u00edticas.\u00a0 S\u00e3o cidades que tem praias bel\u00edssimas, um centro cultural com bastante pr\u00e9dios bonitos e quase a mesma quantidade de habitantes. Ficam entre as grandes metr\u00f3poles (Recife e Fortaleza), mas est\u00e3o chegando a casa de um milh\u00e3o de habitantes.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Natal completa este m\u00eas 418 anos de vida, no qual eu pude ver a sa\u00edda de uma cidade pequena, em compara\u00e7\u00e3o \u00e0 outras nordestinas, com um senhor processo acelerado de verticaliza\u00e7\u00e3o, lutando para ser reconhecida em compara\u00e7\u00e3o \u00e0s outras capitais do Nordeste, virou uma cidade-sede da Copa do Mundo, est\u00e1 criando grandes festivais alternativos (Mada e Dosol) e foi aqui que virei adolescente, me tornei jornalista e estou tentando contar a sua hist\u00f3ria cotidianamente.\u00a0 Mesmo tendo ainda seus problemas urbanos de s\u00e9culo XX, uma elite extremamente conservadora e com medo de inova\u00e7\u00f5es, e pessoas tendo s\u00edndrome do vira-lata, eu ainda luto para todos os dias mostrar que aqui tem hist\u00f3ria e o seu valor.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Apesar de ter nascido em Natal, minha primeira mem\u00f3ria \u00e9 o espa\u00e7o todo branco do apartamento da praia de Cabo Branco em Jo\u00e3o Pessoa (muitos pensam que sou pessoense, quando falo da minha inf\u00e2ncia em Jampa) e as viagens de carro de fim de semana, visitando os meus av\u00f3s no conjunto Potil\u00e2ndia. 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