{"id":1818,"date":"2017-11-13T00:00:00","date_gmt":"2017-11-13T02:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/homologacao.nerdbug.com.br\/?p=1818"},"modified":"2017-11-13T00:00:00","modified_gmt":"2017-11-13T02:00:00","slug":"e-nao-e-que-o-festival-dosol-ficou-bom-em-outro-local","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/brechando.com\/novo\/e-nao-e-que-o-festival-dosol-ficou-bom-em-outro-local\/","title":{"rendered":"E n\u00e3o \u00e9 que o Festival Dosol ficou bom em outro local !"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Quando o Anderson Foca anunciou que o <a href=\"http:\/\/www.brechando.com\/2016\/11\/10898\/\">Festival Dosol<\/a> mudaria pr\u00f3ximo da praia, a gente pensou em quatro coisas:<\/p>\n\n\n\n<ol class=\"wp-block-list\"><li>V\u00e3o gourmetizar o festival<\/li><li>Vai acabar com a Ribeira<\/li><li>Vai acabar com o festival<\/li><li>Mada 2.0<\/li><\/ol>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A primeira vez que fui no Festival Dosol, tinha 14 anos e iria assistir o show com meu primeiro namoradinho. A banda escolhida? Matanza. Meu pai enlouqueceu quando viu os rapazes de cabelos coloridos, moicanos, casacos de couro, maquiagem carregada, o clima sujo da Ribeira, gente fumando&#8230; Para piorar, meus pais n\u00e3o gostavam desse namorado. A confus\u00e3o, portanto, estava feita. Quase n\u00e3o sa\u00ed do carro, mas no final assisti e cantei &#8220;O \u00daltimo Bar&#8221; em pleno pulm\u00f5es. &nbsp;Continuei indo \u00e0 Ribeira, enquanto meus pais aliviaram o preconceito e se tornavam mais flex\u00edveis, principalmente por constatar que o local raramente possui not\u00edcia de confus\u00e3o e preferiam me deixar no bairro hist\u00f3rico do que no Carnatal.<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"alignleft\"><a href=\"http:\/\/www.brechando.com\/wp-content\/uploads\/2017\/11\/IMG_7437.jpg\"><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/www.brechando.com\/wp-content\/uploads\/2017\/11\/IMG_7437.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-17631\"\/><\/a><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O <strong>Brechando&nbsp;<\/strong>precisava olhar de perto as mudan\u00e7as&nbsp;no Beach Club, onde por muitos anos funcionou a Cervejaria Continental, mesmo local que os meus pais, quando jovens entre 25-30 anos, paqueravam e sa\u00edam para night (g\u00edria bem de tioz\u00e3o mesmo). Para gente que tem uma mente dos meus pais de 10 anos atr\u00e1s deve est\u00e1 respirando aliviado de deixar seus filhos em um local &#8220;fechado&#8221; e &#8220;mais seguro&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Todo mundo queria a resposta: Ser\u00e1 que isso vai prestar?<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">E prestou n\u00e3o foi pouco. O primeiro dia come\u00e7ou bem pontual, caracter\u00edstica t\u00edpica do&nbsp;<strong>Dosol<\/strong>, para quem acompanha h\u00e1 tempos.&nbsp; \u00c0s 19 horas, em ponto, Skarimb\u00f3 j\u00e1 estava fazendo o povo dan\u00e7ar m\u00fasica latina e j\u00e1 tinha bastante gente. A\u00ed come\u00e7ava minha correria de um lado para o outro para tentar assistir todos os shows poss\u00edveis e imposs\u00edveis. Nesta hora queria ser uma supersayajin. Mas, Deus n\u00e3o \u00e9 Akira Toriyama.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Ora queria dan\u00e7ar ao som das bandas locais, como Dusouto. Ora, queria conhecer algumas novas, como Stolen Byrds, do Paran\u00e1.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Ao mesmo tempo que tinha Skarimb\u00f3 estava a cantora Simona Talma, lan\u00e7ando o seu mais novo \u00e1lbum no Festival, mantendo a ess\u00eancia de seus outros trabalhos solos. Tem uma pegada mais de jazz e M\u00fasica Popular Brasileira (MPB), diferente da banda Talma &amp; Gadelha.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Consegui finalmente ver os caras do Gorduratrans, do Rio de Janeiro, que conheci pessoalmente quando eles fizeram o rolezinho com os m\u00fasicos alternativos de Natal no Festival Liter\u00e1rio de Natal (Flin). Musicalmente, os descobri escutando um cantor chamado Thalles no You Tube e a can\u00e7\u00e3o &#8220;<a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=0cA6xInd-SQ\">Voc\u00ea N\u00e3o Sabe Quantas Horas Eu Fiquei Olhando Pra Voc\u00ea<\/a>&#8220;, no qual fiquei ouvindo no modo repetir do Spotify na semana seguinte. A dupla tem uma energia incr\u00edvel, fazendo um shoegaze de vergonha e com muito rock and roll.<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter\"><a href=\"http:\/\/www.brechando.com\/wp-content\/uploads\/2017\/11\/IMG_7435.jpg\"><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/www.brechando.com\/wp-content\/uploads\/2017\/11\/IMG_7435.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-17630\"\/><\/a><figcaption>Gorduratrans no Dosol<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Depois fui assistir Dot Legacy novamente,&nbsp;ap\u00f3s dois anos de t\u00ea-los visto pela primeira vez. Eles amadureceram bastante o som e foi legal novamente de escutar, agora com m\u00fasica em portugu\u00eas e tudo. Eles tamb\u00e9m participaram do encerramento do show do Far From Alaska, no qual colocou literalmente uma galera em cima do palco para pular e gritar com toda for\u00e7a do mundo ao som de &#8220;Dino Vs. Dino&#8221;. Foi uma boa oportunidade de assistir a banda de rock que o Rio Grande do Norte saiu da ponte entre Cear\u00e1-Pernambuco e realmente fez sucesso na gringa e no Brasil todo.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O grupo cantou tanto as m\u00fasicas do ModeHuman quanto tamb\u00e9m de Unlikely, novo \u00e1lbum, lan\u00e7ado esse ano. Quem assistiu o show do FFA ainda nos prim\u00f3rdios na Ribeira, voc\u00ea enxerga rapidamente a evolu\u00e7\u00e3o dos caras e a postura deles, agora, \u00e9 totalmente profissional. Mas, isso n\u00e3o quer dizer que est\u00e3o chatos ou algo do g\u00eanero, eles ainda s\u00e3o flex\u00edveis com os seus f\u00e3s, no qual alguns sa\u00edram de Recife e Jo\u00e3o Pessoa exclusivamente para isso. Isso tamb\u00e9m acontece com a banda Plut\u00e3o J\u00e1 Foi Planeta, que arrasaram no Dosol, por\u00e9m n\u00e3o foi t\u00e3o ic\u00f4nico quanto o Mada.<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"alignright\"><a href=\"http:\/\/www.brechando.com\/wp-content\/uploads\/2017\/11\/IMG_7439.jpg\"><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/www.brechando.com\/wp-content\/uploads\/2017\/11\/IMG_7439.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-17633\"\/><\/a><figcaption>Far From Alaska e Dot Legacy junto<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Por falar em Mada, o evento tamb\u00e9m est\u00e1 procurando uma boa mistura de sons, colocando Pinduca para cantar o melhor do brega do Par\u00e1. Os organizadores souberam atrair o p\u00fablico, como colocar artistas que est\u00e3o come\u00e7ando a crescer, como Rubel (a correria quando ele come\u00e7ou a tocar &#8220;Quando Bate Aquela Saudade&#8221; foi enorme) e Ana Muller.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">N\u00e3o podemos esquecer do encerramento com Liniker e os Caramelows, que deixou as pessoas transbordando de amor com o seu &#8220;Remonta&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Para terminar, precisamos falar das bandas que o Dosol est\u00e1 apostando. O som de Molho Negro \u00e9 bastante legal e lembra muito Vespas Mandarinas. O <a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=E4Hv66ijFnM\">Menores Atos<\/a> j\u00e1 escutava, pois eu conhecia uma banda chamada <a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=IQTWm1L3gCk\">Literal<\/a>, que abriu para a citada. Menores traz uma boa releitura do melhor do rock dos anos 2000 e com uma letra bem caprichada.&nbsp; Botei os links das duas cariocas e que, por coincid\u00eancia, ambas s\u00e3o em trios e com influ\u00eancias parecidas.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Sobre os questionamentos falados na mat\u00e9ria, inicialmente. O Festival n\u00e3o ser\u00e1 finalizado porque mudou de lugar. Pelo contr\u00e1rio. A inten\u00e7\u00e3o \u00e9 crescer cada vez mais, visto que havia muita gente andando, mas sem tumulto ou empurr\u00f5es. Se Anderson Foca e Ana Morena organizarem direitinho, tranquilamente pode ficar l\u00e1 por muito tempo. Diferente da Arena do Imir\u00e1, onde acontecia o Mada, eles s\u00f3 tem custos para montar apenas alguns palcos e bares, o resto, eles conseguem aproveitar do que restou da Cervejaria Continental.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><span style=\"text-align: justify;\">At\u00e9 os roqueiros e alternativos mais raiz (aqueles que v\u00e3o \u00e0 Ribeira quando tudo era mato. Ou ainda era s\u00f3 Blackout e alguns bares.) concordaram que o Festival Dosol ficou muito bom no novo local. Uma outra novidade foi tirar a sexta-feira e dedicar apenas aos s\u00e1bados e domingo, al\u00e9m de incentivar os shows extras, que acontecer\u00e3o at\u00e9 o pr\u00f3ximo fim de semana nos principais bares da cidade. \u00c9 uma segunda chance para quem furou o evento no fim de semana e tamb\u00e9m uma outra oportunidade&nbsp; de ouvir novamente bandas como Gorduratrans, Menores Atos, Yantra, Boogarins e dentre outros, no qual vem de outros estados brasileiros, al\u00e9m de ter um contato mais pr\u00f3ximo.&nbsp;&nbsp;<\/span><\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter\"><a href=\"http:\/\/www.brechando.com\/wp-content\/uploads\/2017\/11\/IMG_7440.jpg\"><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/www.brechando.com\/wp-content\/uploads\/2017\/11\/IMG_7440.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-17634\"\/><\/a><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Podemos dizer que o Dosol n\u00e3o est\u00e1 gourmetizado, uma vez que a Ribeira j\u00e1 n\u00e3o consegue mais sustentar o local pelo fato de ter muita gente cada vez mais interessada, os casar\u00f5es possuem p\u00e9ssima ac\u00fastica (muitos faziam piada por conta disso), suamos bem menos (\u00e9 bem mais ventilado) e voc\u00ea pode sentar a vontade no gramado, enquanto voc\u00ea sobe e desce a ladeira (mas, como uma natalense t\u00edpica, estava acostumada). A \u00fanica parte ruim que ainda n\u00e3o melhorou foi o transporte p\u00fablico. Se j\u00e1 era ruim andar pelas esquisitas ruas da Ribeira para esperar o coruj\u00e3o, a Via Costeira \u00e9 bem mais, sem contar que apenas 1 \u00f4nibus roda naquela regi\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Veja mais fotos na nossa <a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/brechandoblog\/posts\/1889436314707119\">fanapage<\/a>.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Quando o Anderson Foca anunciou que o Festival Dosol mudaria pr\u00f3ximo da praia, a gente pensou em quatro coisas: V\u00e3o gourmetizar o festival Vai acabar com a Ribeira Vai acabar com o festival Mada 2.0 A primeira vez que fui no Festival Dosol, tinha 14 anos e iria assistir o show com meu primeiro namoradinho. 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