{"id":1726,"date":"2017-09-28T00:00:00","date_gmt":"2017-09-28T03:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/homologacao.nerdbug.com.br\/?p=1726"},"modified":"2017-09-28T00:00:00","modified_gmt":"2017-09-28T03:00:00","slug":"quem-foi-o-capitao-mor-gouveia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/brechando.com\/novo\/quem-foi-o-capitao-mor-gouveia\/","title":{"rendered":"Quem foi o Capit\u00e3o-Mor Gouveia?"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\">A gente j\u00e1 falou de<a href=\"http:\/\/www.brechando.com\/2015\/09\/por-que-duas-avenidas-chamadas-capitao-mor-gouveia\/\"> uma das avenidas<\/a> mais movimentadas na cidade: A Avenida Capit\u00e3o-Mor Gouveia, tamb\u00e9m conhecida pelos natalenses como Mor-Gouveia, no qual \u00e9 divida ao meio pelo Centro Administrativo e Arena das Dunas parecendo com que tenha duas do mesmo nome. Mas, a curiosidade, obviamente, nunca parou por a\u00ed. Afinal, quem foi o Capit\u00e3o-Mor Gouveia? Qual a sua contribui\u00e7\u00e3o para o Rio Grande do Norte? Existe alguma biografia sobre ele?<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Para quem n\u00e3o sabe, o termo Capit\u00e3o-Mor era designado para cada um dos oficiais militares, respons\u00e1veis pelo comando das tropas de Ordenan\u00e7a em cada cidade, vila ou concelho (escrito assim mesmo) de Portugal, entre os s\u00e9culos XVI e XIX. A designa\u00e7\u00e3o foi tamb\u00e9m aplicada a outras fun\u00e7\u00f5es militares e administrativas na Marinha e no Ultramar Portugu\u00eas. Foi uma designa\u00e7\u00e3o de uso corrente no Brasil na \u00e9poca colonial.\u00a0O cargo de Capit\u00e3o-Mor do Mar foi criado, em 1373, pelo Rei D. Fernando I para complementar o Almirante de Portugal no comando da Marinha Portuguesa.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">No Brasil, este termo ficou conhecido por aqueles que administravam as capitanias heredit\u00e1ria em um per\u00edodo que as terras brasileiras n\u00e3o eram divididas por regi\u00f5es e estados.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A Capitania do Rio Grande constituiu o segundo lote doado a Jo\u00e3o de Barros e a Aires da Cunha. Em 1535 vieram ocupar as terras, acompanhado tamb\u00e9m por Fern\u00e3o \u00c1lvares de Andrade. Tendo o empreendimento de ambos sido direcionado ao primeiro lote (a Capitania do Maranh\u00e3o), devido \u00e0s dificuldades ali encontradas em 1535, este segundo lote permaneceu abandonado.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ap\u00f3s a primeira tentativa fracassada de coloniza\u00e7\u00e3o, em 1555 houve outra sendo tamb\u00e9m mal sucedida. A presen\u00e7a francesa na costa da capitania, aliado aos grupos ind\u00edgenas locais, dificultaram o desenvolvimento portugu\u00eas na regi\u00e3o.Em 1597 ocorreu a terceira tentativa de coloniza\u00e7\u00e3o das terras potiguares, ordenada por D. Francisco de Souza, fidalgo lusitano ent\u00e3o Governador Geral do Brasil, em definitivo onde em 1598 estabeleceu-se a Fortaleza dos Reis e, em 1599 seria a Cidade de Natal. Ao fim do s\u00e9culo XVI, j\u00e1 no contexto da Dinastia Filipina (1580-1640), para conter a amea\u00e7a dos contrabandistas franceses de pau-brasil naquele litoral, Filipe II de Espanha ordenou ao capit\u00e3o Alexandre de Moura, que, com o aux\u00edlio do Capit\u00e3o-mor da Capitania da Para\u00edba, Feliciano Coelho de Carvalho, seguissem para o Rio Grande, para estabelecer uma col\u00f4nia e um forte, e dar combate aos franceses, ali associados com os potiguaras (1597).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A foz do rio Potengi foi alcan\u00e7ada pelo capit\u00e3o-mor da Capitania de Pernambuco, Manuel de Mascarenhas Homem. O Feliciano Coelho de Carvalho uniu-se ao Mascarenhas Homem em abril do ano seguinte (1598), e em junho ambos retornaram a Pernambuco, deixando os trabalhos da fortaleza e povoa\u00e7\u00e3o nascentes a cargo de Jer\u00f4nimo de Albuquerque Maranh\u00e3o (1548-1618). Em 25 de dezembro de 1598 foi inaugurada a Igreja Matriz da povoa\u00e7\u00e3o fundada a cerca de tr\u00eas quil\u00f4metros da barra, que passou a ser denominada povoa\u00e7\u00e3o do Natal.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Subordinada ao governo-geral do Estado do Brasil, a capitania do Rio Grande ficou subordinada \u00e0 Capitania de Pernambuco a partir de 1701.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Pelo Aviso de 7 de outubro de 1807 a Coroa portuguesa solicitou ao governador do Rio Grande do Norte, tenente-coronel Jos\u00e9 Francisco de Paula Cavalcanti de Albuquerque, informa\u00e7\u00f5es do que convinha fazer para a defesa daquela capitania. A resposta, em um detalhado memorial, acarretou na constru\u00e7\u00e3o de diversas fortifica\u00e7\u00f5es ligeiras, erguidas no ano seguinte (1808), concomitantes com a chegada da Fam\u00edlia Real Portuguesa ao Brasil no contexto da Guerra Peninsular.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Com a eleva\u00e7\u00e3o do Brasil a Reino Unido a Portugal e Algarves (1815), passou \u00e0 categoria de prov\u00edncia. Envolveu-se na Revolu\u00e7\u00e3o Pernambucana (1817), instalando-se uma junta de governo provis\u00f3rio em Natal. Com a Proclama\u00e7\u00e3o da Rep\u00fablica Brasileira (1889), transformou-se em estado. No entanto, n\u00e3o conseguimos encontrar quem foi realmente o Capit\u00e3o-Mor Gouveia.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O \u00fanico Gouveia que chega mais perto \u00e9 o Francisco de Gouveia Cunha Barreto, nomeado por carta imperial de 25 de fevereiro de 1882 a 13 de abril de 1882, para ser o presidente da prov\u00edncia do Rio Grande no Brasil Imperial e faleceu 10 anos depois de ter deixado o cargo. Foi ele que instalou a primeira sess\u00e3o ordin\u00e1ria da Assembleia Legislativa Provincial do Rio Grande do Norte.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Uma das hist\u00f3rias que questiona o Brasil \u00e9 se o nome verdadeiro de Pedro \u00c1lvares Cabral seja realmente Pedro \u00c1lvares de Gouveia. De acordo com a revista Mundo Estranho, alguns pesquisadores levantaram essa pol\u00eamica do sobrenome na d\u00e9cada de 1990. Para eles, havia duas evid\u00eancias de que Pedro \u00c1lvares chamava-se Gouveia e n\u00e3o Cabral. Primeira evid\u00eancia: em tr\u00eas documentos publicados entre 1497 e 1500, o rei de Portugal se refere ao descobridor como \u201cPedro \u00c1lvares Gouveia\u201d. Segunda evid\u00eancia: de acordo com as regras geneal\u00f3gicas da \u00e9poca, apenas o filho mais velho poderia usar o sobrenome do pai.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Alguns historiadores, todavia, mostraram que a hist\u00f3ria n\u00e3o era bem essa. \u201cNaquele tempo, o nome da fam\u00edlia do pai n\u00e3o era dado apenas aos primog\u00eanitos, como se pode ver em muitos exemplos pr\u00e1ticos. Al\u00e9m disso, o nome Pedro \u00c1lvares Cabral j\u00e1 havia sido mencionado antes, em um documento de 1484\u201d, afirma o historiador portugu\u00eas Jos\u00e9 Manuel Garcia, da Academia de Marinha de Portugal.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A gente j\u00e1 falou de uma das avenidas mais movimentadas na cidade: A Avenida Capit\u00e3o-Mor Gouveia, tamb\u00e9m conhecida pelos natalenses como Mor-Gouveia, no qual \u00e9 divida ao meio pelo Centro Administrativo e Arena das Dunas parecendo com que tenha duas do mesmo nome. Mas, a curiosidade, obviamente, nunca parou por a\u00ed. 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