{"id":1585,"date":"2017-07-08T00:00:00","date_gmt":"2017-07-08T03:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/homologacao.nerdbug.com.br\/?p=1585"},"modified":"2017-07-08T00:00:00","modified_gmt":"2017-07-08T03:00:00","slug":"por-que-nao-existe-turismo-no-atol-das-rocas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/brechando.com\/novo\/por-que-nao-existe-turismo-no-atol-das-rocas\/","title":{"rendered":"Como assim n\u00e3o existe turismo no Atol das Rocas?"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\">O Atol das Rocas \u00e9 um local que pertence ao Rio Grande do Norte e foi &#8220;descoberto&#8221; no ano de 1500. O primeiro mapa do Brasil, em 1502, j\u00e1 mostrava a exist\u00eancia do lugar. Apesar de ser conhecido desde o s\u00e9culo XVI, o primeiro mapa detalhado de Rocas surgiu apenas em 1852, desenhado pelo Capit\u00e3o-Tenente Phillip Lee, com a denomina\u00e7\u00e3o de Baixo das Rocas ou Baixo das Cabras. Rocas aparece caracterizado como atol em 1858, num levantamento batim\u00e9trico feito pelo Comandante Vital de Farias.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Devido \u00e0 pouca profundidade de suas \u00e1guas, a navega\u00e7\u00e3o nesse trecho da costa \u00e9 muito perigosa. Os acidentes mar\u00edtimos em Rocas eram frequentes e, no final do s\u00e9culo XIX, iniciou-se a constru\u00e7\u00e3o do primeiro farol do Atol das Rocas, no qual os restos dele se encontram na ilha at\u00e9 hoje.<\/p>\n<figure id=\"attachment_15732\" aria-describedby=\"caption-attachment-15732\" style=\"width: 1024px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"http:\/\/www.brechando.com\/wp-content\/uploads\/2017\/06\/8136272015_c065d34b9c_b.jpg\"><img loading=\"lazy\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-15732\" src=\"http:\/\/www.brechando.com\/wp-content\/uploads\/2017\/06\/8136272015_c065d34b9c_b.jpg\" alt=\"\" width=\"1024\" height=\"768\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-15732\" class=\"wp-caption-text\">Foto: Flickr<\/figcaption><\/figure>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ap\u00f3s a sua destrui\u00e7\u00e3o, o atual farol existe desde 1967 e pode ser visto a seguir:<a href=\"http:\/\/www.brechando.com\/wp-content\/uploads\/2017\/06\/Farol-Rocas-na-Reserva-Biol\u00f3gica-Marinha-Atol-das-Rocas.jpg\"><img loading=\"lazy\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-large wp-image-15733\" src=\"http:\/\/www.brechando.com\/wp-content\/uploads\/2017\/06\/Farol-Rocas-na-Reserva-Biol\u00f3gica-Marinha-Atol-das-Rocas-600x800.jpg\" alt=\"\" width=\"600\" height=\"800\" \/><\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Por mais que fique a 260 km a nordeste de Natal, somente pesquisadores podem adentr\u00e1-la. Mas por que n\u00e3o existe programas de turismo l\u00e1? O Atol das Rocas \u00e9 protegido por uma reserva biol\u00f3gica. \u00c9 a primeira Reserva Biol\u00f3gica Marinha do Brasil. Sua cria\u00e7\u00e3o deu-se atrav\u00e9s do Decreto-lei N.\u00ba 83.549, de 5 de junho de 1979. Ela est\u00e1 inserida em uma \u00e1rea de 37,820 ha, delimitada pela is\u00f3bata de 1,000 m de um monte submarino pertencente \u00e0 Cadeia Fernando de Noronha, a partir da Ilha do Farol. Tem uma \u00e1rea de aproximadamente 755,1 ha e abriga, al\u00e9m da Ilha do Farol, a Ilha do Cemit\u00e9rio, ambas de origem biog\u00eanica.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Para vir ao Atol, o pesquisador, que deve ser vinculado a alguma universidade ou institui\u00e7\u00e3o de pesquisa, tem que apresentar um requerimento informando os objetivos do estudo e como ele ser\u00e1 realizado. Fazemos uma an\u00e1lise e, caso seja aprovada a pesquisa, o cientista entra na fila de espera. Isso se d\u00e1 porque \u00e9 permitido apenas o m\u00e1ximo de cinco pesquisadores por vez no Atol.&#8221; Cada expedi\u00e7\u00e3o &#8211; per\u00edodo em que o cientista fica no Atol &#8211; dura entre 20 e 30 dias. Caso seja necess\u00e1rio, o pesquisador pode voltar quantas vezes forem necess\u00e1rias at\u00e9 a conclus\u00e3o do estudo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Antes disso, o local era alvo de pesca predat\u00f3ria das diversas esp\u00e9cies de peixes que se reproduzem por l\u00e1 e principalmente de lagostas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ele \u00e9 uma reserva biol\u00f3gico pelo fato de sua alta produtividade biol\u00f3gica e por ser uma importante zona de abrigo, alimenta\u00e7\u00e3o e reprodu\u00e7\u00e3o de diversas esp\u00e9cies animais. Os recifes que comp\u00f5em Rocas crescem no topo de um monte submarino pertencente \u00e0 Zona de Fratura de Fernando de Noronha. Com uma \u00e1rea de aproximadamente 755,1 hectares, o Atol das Rocas est\u00e1 entre os menores do mundo. De formato oval, tem 3,7 km de comprimento, 2,5 km de largura e um per\u00edmetro 7 km.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">As areias de Rocas t\u00eam origem biol\u00f3gica, sendo compostas principalmente por estruturas calc\u00e1rias f\u00f3sseis de algas coralin\u00e1ceas. Essas areias de origem biol\u00f3gica acumularam-se em duas faixas com forma de anel aberto no interior do atol, originando a Ilha do Farol e a Ilha do Cemit\u00e9rio. Juntas, t\u00eam uma \u00e1rea de aproximadamente 36 ha. Durante a mar\u00e9 baixa, o anel de recifes que forma o atol fica exposto e, no seu interior, surgem piscinas naturais, de tamanhos diversos e profundidade de at\u00e9 6 m. Na mar\u00e9 alta, apenas as duas ilhas interiores e o per\u00edmetro do atol, com sua margem formada por recifes, ficam emersas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O Atol das Rocas serve de ber\u00e7\u00e1rio a muitas esp\u00e9cies. Todos os anos milhares de aves e centenas de tartarugas-verdes retornam para l\u00e1 para desovar. O local tamb\u00e9m \u00e9 \u00e1rea de abrigo e alimenta\u00e7\u00e3o da tartaruga-de-pente. Em suma, ele \u00e9 um grande lugar para pesquisadores.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00c9 considerado uma das \u00e1reas mais importantes para a reprodu\u00e7\u00e3o de aves marinhas tropicais do Brasil, abrigando pelo menos 150 milhares de aves, de quase 30 esp\u00e9cies diferentes. Atualmente vivem, o ano todo, cinco esp\u00e9cies de aves residentes: duas de atob\u00e1s, uma de trinta-r\u00e9is (ave) ou andorinha do mar e duas de viuvinhas, os atob\u00e1s-de-patas-vermelhas e as fragatas v\u00eam de Fernando de Noronha para pescar. Al\u00e9m delas, 25 esp\u00e9cies migrat\u00f3rias fazem de Rocas um porto permanente. Passam por ali esp\u00e9cies origin\u00e1rias da Venezuela, da \u00c1frica e at\u00e9 ma\u00e7aricos provenientes da Sib\u00e9ria.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Quase 100 esp\u00e9cies de algas, 44 de moluscos, 34 de esponjas, sete esp\u00e9cies de coral e duas esp\u00e9cies de tartarugas j\u00e1 foram ali identificadas. Entre os 24 crust\u00e1ceos, destacam-se o caranguejo terrestre e o aratu, que somente habitam ilhas oce\u00e2nicas. O primeiro levantamento da fauna de insetos do Atol foi realizado em 2000, quando 12 esp\u00e9cies de insetos foram registrados e 3 esp\u00e9cies de aracn\u00eddeos, dentre eles um escorpi\u00e3o com veneno pouco perigoso para humanos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">No Atol, ainda foram ainda catalogadas 147 esp\u00e9cies de peixes diferentes, entre os sargos, garoupas e xar\u00e9us. Mas apenas duas dessas esp\u00e9cies, o gudi\u00e3o e a donzela (peixe) s\u00e3o exclusivas da regi\u00e3o, que abrange o Atol das Rocas e o Arquip\u00e9lago de Fernando de Noronha, o tubar\u00e3o-lim\u00e3o, uma esp\u00e9cie rara em Rocas tem motivado estudos de v\u00e1rios cientistas brasileiros e estrangeiros, a esp\u00e9cie passa o in\u00edcio da vida em cardumes, na laguna e nas piscinas do atol.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O manuseio ou captura de peixes, aves, caranguejos, tartarugas e tubar\u00f5es s\u00f3 s\u00e3o permitidos para fins de pesquisa cient\u00edfica. Fora isso, n\u00e3o \u00e9 permitido nem mesmo pescar para se alimentar<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Hoje, o espa\u00e7o \u00e9 administrado pelo Instituto Chico Mendes.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O Atol das Rocas \u00e9 um local que pertence ao Rio Grande do Norte e foi &#8220;descoberto&#8221; no ano de 1500. 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