{"id":1089,"date":"2016-12-02T00:00:00","date_gmt":"2016-12-02T02:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/homologacao.nerdbug.com.br\/?p=1089"},"modified":"2016-12-02T00:00:00","modified_gmt":"2016-12-02T02:00:00","slug":"brechando-a-escrita-do-antonio-lacarne","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/brechando.com\/novo\/brechando-a-escrita-do-antonio-lacarne\/","title":{"rendered":"Brechando a escrita do Ant\u00f4nio LaCarne"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\">Vamos deixar um pouco de lado o Rio Grande do Norte e falar dos artistas vizinhos, no caso Cear\u00e1. Foi na internet que descobri o Ant\u00f4nio LaCarne, o &#8220;Impenetr\u00e1vel&#8221;, natural do Cear\u00e1, mais precisamente em Fortaleza, e divulga os seus trabalhos na internet, mais precisamente o Tumblr, uma rede social que mistura blog com Twitter. Al\u00e9m de poemas, ele coloca cr\u00edticas de filmes, fotografias e cr\u00f4nicas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Clique aqui para brechar o <a href=\"http:\/\/oimpenetravel.tumblr.com\/\">Tumblr.<\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Para LaCarne,\u00a0\u00a0ele escreve influenciado pela desordem das coisas e tudo se mistura, defeitos e virtudes.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00c9\u00a0formado em Letras, com habilita\u00e7\u00e3o na L\u00edngua Inglesa, pela Universidade Federal do Cear\u00e1 (UFC). Tamb\u00e9m atua como escritor e autor do livro &#8220;Elefante-Rei: Poemas B&#8221; (2009), em 2011 participou da colet\u00e2nea de contos &#8220;A Pol\u00eamica Vida do Amor&#8221; (Ed. Oito e meio) e &#8220;Sal\u00e3o Chin\u00eas&#8221; (2014, Patu\u00e1).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Confira alguns de seus trabalhos a seguir:<\/p>\n<blockquote>\n<p style=\"text-align: justify;\">O amor que nos une. Os amor que nos desune. Eu queria escrever um texto sobre essa for\u00e7a que eu preciso ter. Eu n\u00e3o, n\u00f3s. N\u00e3o se desestruturar, n\u00e3o se perder, n\u00e3o esquecer de si. A vida \u00e9 dura e com ela os olhos de \u00e1guia. O mundo girando. O plano b que voc\u00ea guarda na manga. Tudo isso para dizer que: num mundo c\u00e3o h\u00e1 a necessidade de ser fera, de n\u00e3o se deixar diminuir, ou depender de algu\u00e9m que n\u00e3o \u00e9 o dono da sua for\u00e7a. N\u00e3o se engane com as pessoas, com os foras, com os acertos, com a consequ\u00eancias justas ou injustas. Precisamos ser o nosso maior templo. Abra os olhos enquanto \u00e9 tempo. O para\u00edso pessoal \u00e9 isso.<\/p>\n<hr \/>\n<h2><strong>PERTO DEMAIS<\/strong><\/h2>\n<p>s\u00f3 voc\u00ea escolheu percorrer o sri lanka<\/p>\n<p>deixar meus p\u00e9s sujos de lama<\/p>\n<p>onde nenhum homem<\/p>\n<p>esta noite<\/p>\n<p>soube cobrir meus olhos<\/p>\n<p>dan\u00e7ar ao redor do mundo<\/p>\n<p>cuspir no espelho<\/p>\n<p>medir os bot\u00f5es que cobrem o corpo<\/p>\n<p>e rever algumas vezes<\/p>\n<p>por onde andei ou se fui outra.<\/p>\n<hr \/>\n<h2><strong>PAIX\u00c3O EXTRATERRESTRE<\/strong><\/h2>\n<p>li os teus dois poemas no jornal<br \/>\ndurante aquela vasta solid\u00e3o<br \/>\nem que me vi sem homens,<br \/>\nos dois bra\u00e7os que me partiram<br \/>\nao meio do percurso numa<br \/>\nrefresc\u00e2ncia de piscinas ao deus-dar\u00e1<br \/>\nonde eu mataria um le\u00e3o por dia,<br \/>\nsalpicando de dor o livro e o<br \/>\nmeu corpo sob a chuva tempestiva<br \/>\nde ver\u00e3o, azul, um menino descal\u00e7o,<br \/>\nsujo e sem nome, duas mulheres<br \/>\nque sorriem enquanto ando t\u00e3o<br \/>\nr\u00e1pido e com as m\u00e3os nos bolsos,<br \/>\npois em todas as esquinas eu<br \/>\nesqueci perdidamente o olho<br \/>\nno buraco da fechadura, e voc\u00ea<br \/>\nn\u00e3o entende do que \u00e9 feito o meu pa\u00eds,<br \/>\nmas as tuas andan\u00e7as oscilam<br \/>\nentre uma ponte-a\u00e9rea ou viagem<br \/>\ninternacional de cegos, pessoas<br \/>\nsem a m\u00ednima classe, ou uma<br \/>\necharpe que te consome e que<br \/>\nn\u00e3o me ensina a viver a grosso modo,<br \/>\ncada tra\u00e7o devidamente organizado,<br \/>\nos dois beijinhos na festa,<br \/>\neu fugindo do sexo j\u00e1 a me satisfazer<br \/>\nnuma futura crise de remorsos,<br \/>\ncompaix\u00e3o, inveja do que eu jamais<br \/>\npermitiria, \u00e0 merc\u00ea dos numerosos<br \/>\namantes aqui destronados, molhados<br \/>\nde prazer, g\u00eanio indom\u00e1vel,<br \/>\nnave espacial do extraterrestre<br \/>\nque se apaixona por mim e<br \/>\nanota o n\u00famero do meu telefone.<\/p>\n<hr \/>\n<h2><b>MONSTRO<\/b><\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\">A saudade vem de leve, depois acaba com o meu f\u00f4lego, ent\u00e3o subo uma montanha, imaginando minhas conquistas e os buracos que dispersam os caminhos, as linhas de nossas m\u00e3os. Mas eu n\u00e3o queria que as mentiras e o fogo guardassem o segredo de nossas bocas no segundo que nos deslumbramos sem raz\u00e3o. A\u00ed o amor se torna um monstro sagrado &#8211; e n\u00e3o perdemos.<\/p>\n<hr \/>\n<h2><strong><span style=\"font-weight: inherit; font-style: inherit;\">Said the Poet to the Analyst<\/span><\/strong><\/h2>\n<p><span style=\"font-weight: inherit; font-style: inherit;\">My business is words. Words are like labels,<br \/>\nor coins, or better, like swarming bees<br \/>\nI confess I am only broken by the sources of things;<br \/>\nas if words were counted like dead bees in the attic,<br \/>\nunbuckled from their yellow eyes and their dry wings.<br \/>\nI must always forget who one words is able to pick<br \/>\nout another, to manner another, until I have got<br \/>\nsomethhing I might have said\u2026<br \/>\nbut did not.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: inherit; font-style: inherit;\">Your business is watching my words. But I<br \/>\nadmit nothing. I worth with my best, for instances,<br \/>\nwhen I can write my praise for a nickel machine,<br \/>\nthat one night in Nevada: telling how the magic jackpot<br \/>\ncame clacking three bells out, over the lucky screen.<br \/>\nBut if you should say this is something it is not,<br \/>\nthen I grow weak, remembering how my hands felt funny<br \/>\nand ridiculous and crowded with all<br \/>\nthe believing money.\u00a0<\/span><\/p><\/blockquote>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Vamos deixar um pouco de lado o Rio Grande do Norte e falar dos artistas vizinhos, no caso Cear\u00e1. Foi na internet que descobri o Ant\u00f4nio LaCarne, o &#8220;Impenetr\u00e1vel&#8221;, natural do Cear\u00e1, mais precisamente em Fortaleza, e divulga os seus trabalhos na internet, mais precisamente o Tumblr, uma rede social que mistura blog com Twitter. 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