{"id":1085,"date":"2016-11-23T00:00:00","date_gmt":"2016-11-23T02:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/homologacao.nerdbug.com.br\/?p=1085"},"modified":"2016-11-23T00:00:00","modified_gmt":"2016-11-23T02:00:00","slug":"grafitando-uma-vela-de-uma-jangada","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/brechando.com\/novo\/grafitando-uma-vela-de-uma-jangada\/","title":{"rendered":"Grafitando uma vela de uma jangada"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\">A jangada ao longo do tempo come\u00e7ou a se modernizar, aderindo motores que ajudam na locomo\u00e7\u00e3o dos barcos e facilitar a agilidade da pesca. Al\u00e9m disso, eles est\u00e3o aderindo a arte do graffiti, enfeitando as partes de madeira ou a vela. \u00c9 a arte urbana se misturando, mais uma vez, com a tradi\u00e7\u00e3o. Recentemente, o Coletivo Aboio foi convidado de grafitar uma vela de jangada e est\u00e1 exposta na praia de Ponta Negra, zona Sul de Natal.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A arte pode ser vista na foto acima do t\u00edtulo desta postagem e o barco fica pr\u00f3ximo do Morro do Careca. A arte foi entregue na tarde desta ter\u00e7a-feira (22).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O Coletivo Aboio \u00e9 formado pelas artistas Viviani Fujiwara e Clarissa Torres. A vela foi pintada no Surto Cultural, que fica pr\u00f3ximo da praia, atrav\u00e9s de um pedido de Nathy Passos, integrante do projeto Cores da Vila.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O processo de produ\u00e7\u00e3o pode ser conferido a seguir:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><iframe loading=\"lazy\" style=\"border: none; overflow: hidden;\" src=\"https:\/\/www.facebook.com\/plugins\/post.php?href=https%3A%2F%2Fwww.facebook.com%2Fmedia%2Fset%2F%3Fset%3Da.1680607302270133.1073741846.1580789345585263%26type%3D3&amp;width=500\" width=\"500\" height=\"778\" frameborder=\"0\" scrolling=\"no\"><\/iframe><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Al\u00e9m disso, o coletivo est\u00e1 realizando um <i>workshop<\/i> para aqueles que tenham interesse em aprender um pouco desta manifesta\u00e7\u00e3o art\u00edstica que \u00e9 o graffiti. Veja esta postagem a seguir:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><iframe loading=\"lazy\" style=\"border: none; overflow: hidden;\" src=\"https:\/\/www.facebook.com\/plugins\/post.php?href=https%3A%2F%2Fwww.facebook.com%2Faboioarte%2Fposts%2F1680785838918946%3A0&amp;width=500\" width=\"500\" height=\"484\" frameborder=\"0\" scrolling=\"no\"><\/iframe><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A jangada \u00e9 uma embarca\u00e7\u00e3o utilizada pelos pescadores do nordeste e \u00e9 muito comum a gente v\u00ea-los na beira da praia de Ponta Negra, tanto para as atividades de pesca quanto para passeios tur\u00edsticos. Sua tecnologia de constru\u00e7\u00e3o consiste no emprego h\u00e1bil de materiais como madeiras de flutua\u00e7\u00e3o, tecidos e cordas artesanais.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Todos os elementos da jangada tradicional s\u00e3o feitos \u00e0 m\u00e3o, desde o mastro \u00e0 vela, das cordas ao banco de navega\u00e7\u00e3o, redes de pesca, anz\u00f3is, \u00e2ncora e sambur\u00e1s (cestos para guardar peixes e pertences).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Quando chegou esses barcos no Brasil? Surgiu quando o pa\u00eds ainda era uma col\u00f4nia, no qual os europeus decidiam desembarcar no Sudeste n\u00e3o s\u00f3 devido as condi\u00e7\u00f5es de portos mais favor\u00e1veis, mas tamb\u00e9m para maior controle da coroa portuguesa sobre o tr\u00e1fico de ouro em Minas Gerais.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O Nordeste brasileiro ficava despovoado e sem o controle da coroa sobre as embarca\u00e7\u00f5es dessa regi\u00e3o, por conta da dificuldade de desembarcar em portos onde correntes mar\u00edtimas poderos\u00edssimas vindas da Guiana, impediam o desembarque.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Aproveitando dessa situa\u00e7\u00e3o, os pescadores do litoral nordestino, principalmente dos estados do Rio Grande do Norte e Cear\u00e1, come\u00e7am a realizar a pesca artesanal, com essas embarca\u00e7\u00f5es de tronco, com t\u00e9cnicas ind\u00edgenas de cordoamento silvestre, e o mais peculiar, desenvolvem um estilo de vela triangular que permite a navega\u00e7\u00e3o enfrentar os ventos fortes das correntes Guianas.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A jangada ao longo do tempo come\u00e7ou a se modernizar, aderindo motores que ajudam na locomo\u00e7\u00e3o dos barcos e facilitar a agilidade da pesca. 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