Afinal, quem foi o Jacob Rabbi: autor do Massacre de Cunhaú?

Lara Paiva
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Quando pensamos no Massacre de Cunhaú, uma pessoa vem em mente: Jacob Rabbi. O holandês foi o líder da invasão de igreja  região onde hoje fica a cidade de Canguaretama e contou a história da disputa do açúcar entre a União Ibérica (reino de Portugal e Espanha) e Países Baixos. Entretanto, a sua imagem e biografia é ainda é um mistério para os historiadores que tentam estudar esta fase do Brasil Colônia.  

Primeiramente, diferente de que muitos pensam, o Rabbi não é Calvinista, religião predominante na Holanda naquela época. O funcionário da Companhia das Índicas Ocidentais era judeu.  

O mesmon chegou ao Brasil por meio de um convite holandês, casou-se com uma indígena de nome Domingas e morou junto da tribo dos Janduís, seguindo os costumes dos nativos. Como resultado, falava alemão, holandês, latim , português, tupi e tarairiu 

Chegou ao engenho em 15 de julho de 1645, mas já era conhecido pelos moradores, pois havia passado por lá anteriormente, sempre escoltado pelas tropas dos índios Tapuias e Janduís. Nesse dia, veio com mais violência. Além dos Tapuias, trazia alguns potiguares e soldados holandeses. 

A invasão em Cunhaú 

Jacob Rabbi havia fixado um edital na porta da igreja alegando que após a missa, haveria ordens do governo holandês. O pároco, padre André de Soveral, responsável pela catequização e disseminação do catolicismo na região, começa a celebração e, depois do momento da elevação da hóstia (ritual da Eucaristia), as portas da capela foram fechadas.  

Assim, veio o  início ao ataque pelos nativos e invasores holandeses aos colonos leigos e clérigos que celebravam a missa.

O que ele ganhava com o Massacre? 

De sua autoria deixou uma importante relação de viagem contendo preciosas informações sobre a geografia da capitania, bem como sobre a etnografia dos tapuias. Além disso, todos os seus massacres rendiam gado, roupa e joias ao amigo Rabbi e como resultado, o mercenário alemão conseguiu acumular uma pequena fortuna. 

No comando das tropas de janduís e potiguares , Rabbi foi responsável por vários saques e chacinas em engenhos de açucar, entre as capitanias do Rio Grande, Paraíba e Pernambuco.

Rabbi foi morto quase um ano depois 

Quase um ano após os massacres de Uruaçu e Cunhaú, na noite de 4 de abril de 1646 Jacob Rabbi foi morto, em Natal, de modo violento a tiros e golpes de espada.

Sua mulher Domingas , foi despojada, totalmente, dos bens de seu companheiro. A maioria dos historiadores defende que a morte de Jacob Rabbi foi planejada pela Companhia das Índias Ocidentais , com o intuito de dar um basta às atrocidades do alemão.  

Outros pesquisadores atribuem – na à vingança de Joris Garstman , comandante holandês e genro de João Lostão Navarro , morto no massacre de Uruaçu .

Referência:
FATOS HISTÓRICOS DO BRASIL. Jacob Rabbi, algoz do Nordeste. Blogspot, 2012. Disponível em: Jacob Rabbi, algoz do Nordeste. Acesso em: 16 mar. 2026.        

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Oi, eu sou o Goku. Mentira, meu nome é Lara. Sou jornalista e publicitária formada pela UFRN, natural de Natal. Sempre fui de humanas. Tem um blog para expor as suas curiosidades e anseios desta vida e mostrar os diferentes lados da vida urbana.
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