A Rádio Poti é conhecida pelo pioneirismo na radiodifusão potiguar. Ajudou a formar artistas, cantores, apresentadores e vários profissionais da comunicação passaram pela emissora. Mas há décadas está fora do ar? Mas, antes, precisamos contar a sua história.
Tudo começou na década de 40, Natal só tinha jornais impressos e um sistema de alto-falantes que passava as informações sobre os outros estados brasileiros. Então, os empresários Carlos Lamas e Carlos Farache resolveram criar uma rádio e assim surgiu a REN, sigla para Rádio Educadora de Natal, onde a sede foi construída por Gentil Ferreira, que depois seria conhecido como prefeito de Natal por dois mandatos.
Um ano depois da instalação da primeira estação radiofônica do Rio Grande do Norte, o Brasil entrou na Segunda Guerra Mundial e tropas americanas chegaram no RN.
Logo, a Rádio Educadora de Natal era fiscalizada, podendo ser censurada quando se achava necessário e recebendo influência norte-americana na sua grade de programação musical.
Chegada do Diários Associados
No ano de 1944, ele compra a REN foi comprada pelo grupo Diários Associados, de Assis Chateaubriand, e a transforma em Rádio Poti. A sede passou por várias mudanças, como a construção de um primeiro andar, o aumento do palco onde eram apresentados os programas de auditório e a retirada do vidro que dividia a platéia e o palco, fato que promoveu um melhor tratamento acústico e tornou a comunicação, efetivamente, bidirecional, tendo em vista que o público além de ouvir a própria voz dos emissores, podia interagir facilmente com os locutores.
Mas não pensem que foi só a estrutura física que mudou da passagem da REN para Rádio Poti. Foi lá que deu destaques artistas potiguares, como a Glorinha Oliveira. Apesar de ser carioca, o cantor Agnaldo Rayol começou a sua carreira de cantor na emissora.
Além da música, havia programas de auditórios, humorísticos, jornalísticos e radionovelas. Dentre os profissionais da locução destacaram-se: Genar Wanderley – “o cacique do ar” porque era o mais antigo na emissora, Luís Cordeiro, Wanildo Nunes, Fonseca Júnior, Lurdes Nascimento, Teixeira Neto, Roberto Ney, José Alcântara Barbosa, Pedro Machado, Marcelo Fernandes, Edimilson Andrade e Paulo Ferreira, Manoel Fernandes de Oliveira e Aluízio Menezes.
Mudança e derrocada começou nos anos 2000
No ano de 2007, o Diários Associados passou por mudanças bruscas. Primeiramente, o Diário de Natal deixou de publicar em formato standart e virou tabloide. Além disso, começou a ser impresso nas rotativas do Diário de Pernambuco em Recife. Sem contar que houve demissão em massa.
Logo, sua “morte” aconteceu há quase 20 anos.
A rádio passou a se chamar Rádio Clube AM Natal, passando de 0,5 kW de potência para 5 kW, e é uma das emissoras da Rede Clube Brasil de Rádio, opera em 1270 kHz. Em 2010, com o desmanche da Rede Clube Brasil, a rádio passou a ter programação independente.
No dia 19 de janeiro de 2015, a emissora teve 57,5% das suas ações vendidas pelos Diários Associados ao Sistema Opinião de Comunicação, pertencente à Cândido Pinheiro, fundador do Grupo Hapvida, que agora passava a responder majoritariamente pela emissora e outros veículos de comunicação do Diários Associados no Nordeste brasileiro. Depois, o grupo Diários Associados vendeu o resto de sua participação em 2019.

