Leide Morais

Leide Morais, que hoje é nome de maternidade, quem foi?

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Quando era mais nova, pensava que o nome da “Maternidade Leide Morais” fosse uma homenagem à uma parteira da região. Mas, foi um médico especializado em obstetrícia, natural da cidade de Mossoró e conhecido pelos trabalhos na direção da Maternidade Januário Cicco, a maternidade-escola da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN).

Além disso, ele foi um dos fundadores do Serviço de Saúde da Polícia Militar do Estado onde chegou ao posto de tenente-coronel. Não existem muitas matérias ou perfis de sua atuação, somente um perfil póstumo feito pelo jornalista Woden Madruga.

Só para você ter uma ideia foi difícil de achar uma foto dele.

Primeiramente, ele é mossoroense

Leide Morais nasceu em Mossoró, em 15 de setembro de 1927 veio ainda menino para Natal. Estudo no Colégio Marista e iniciou o curso de Medicina em Recife, concluindo-o na Faculdade de Medicina Bahia em 1952. Retornando a Natal exerceu medicina no então Hospital Miguel Couto (hoje Onofre Lopes) e na Maternidade Januário Cicco.  Além disso, ele também chefiou o Serviço de Saúde da Polícia Militar, mas preferiu ensinar Obstetrícia no curso de medicina da UFRN.

Especialista em partos humanizados

Diferente de muitos médicos, ele não ignorava as parteiras e reconhecia a sua importância na medicina. Como resultado, desenvolveu o curso de formação de parteiras de nível médio, vindo depois idealizar as Casas de Parto, que funcionavam nos bairros de Lagoa Seca e Dix-sept Rosado.

Presidiu a Associação Médica do Rio Grande do Norte, foi membro da Academia Norte-Riograndense de Medicina e presidente do Conselho Regional de Medicina. Publicou livros sobre Medicina e Ética. Vice-Reitor da UFRN, no período de 1970/73. Agraciado com título de Cidadão Natalense pela Câmara de Vereadores de Natal e com a Medalha do Mérito Felipe Camarão, concedido pela Prefeitura de Natal. Em 1977, foi homenageado pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte com o título de Professor Emérito.

Faleceu no final dos anos 90 e se tivesse vivo completaria 95 anos.

Maternidade que recebe seu nome é exemplo de parto humanizado

A exigência de partos humanizados fez com que as mulheres procurassem cada vez mais a maternidade municipal que é referência. Por incentivar o parto natural, o seu nome é Leide Morais como homenagem aquele que incentivou a continuar o trabalho das parteiras.

A Maternidade Leide de Morais sempre foi referência nos partos humanizados em Natal. A estrutura física e seus serviços também são outros pontos que merecem destaque. Possui 40 leitos obstétricos e quatro leitos de internamento pediátrico para bebês em tratamento. O diferencial da Leide Morais é a assistência em relação a proposta de parto humanizado da unidades, através das suítes PPPs (Pré-parto, Parto e Pós-Parto), que garante o direito da mulher a um acompanhante no trabalho de parto, durante o parto e inclusive no pós-parto dando a ela uma assistência mais direcionada e atenciosa.

Em 2019, por exemplo, foram realizados 1.202 partos, sendo 723 normais e 479 partos cesáreos, além de atendimentos de fonoaudiologia (avaliação, teste da orelha e teste da linguinha), teste do olhinho, teste do pezinho, teste do coração, vacina BCG, ultrassonografias, exames laboratoriais entre outros serviços.

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