Sêo Inácio

Sêo Inácio se encantou para o cinema imaginário

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Faleceu em Natal neste domingo (18) o Sêo Inácio, figura histórica do bairro de Cidade Alta e por ser um cliente assíduo da banca 7ª Arte do Camelódromo do bairro. O mesmo ficou conhecido pelo filme “Sêo Inácio e o cinema do imaginário”, de Hélio Ronivon.

Detalhes sobre o Sepultamento

Inácio Magalhães de Sena:

Velório-das 8 às 15 horas; local: Unidade Sempre Alecrim, rua dos Pajeus 1502-CEP 59.030-800 Alecrim (av. 8, próximo à Vila Naval).

Missa: 14 horas;

Sepultamento em seguida no Cemitério Santa Águida, Ceará-Mirim.

Quem quiser contribuir com as despesas do funeral: PIX 05548989421

É o CPF de Thiago dos Santos Vieira, filho de DOna Raquel, cuidadora do falecido.

Não há informação sobre a causa mortis, mas foi confirmada pela produtora Pipa Dantas. Além disso, a Fundação José Augusto enviou uma nota de pesar.

Conheça a história de Sêo Inácio

Inácio Magalhães é ex-funcionário dos Correios e ex-arquivista da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN). Ele ficou tornou-se famoso pelo documentário que rendeu diversos prêmios tanto nos festivais do estado quanto em outros locais.

Magalhães estudou até a quarta-série do ensino fundamental. Ainda mais já assistiu mais de 20 mil filmes, cuja maioria vieram de uma banca do bairro de Cidade Alta por vender DVDs de filmes cults e raros. Inicialmente, o documentário era para retratar a pequena loja, porém o visitante ilustre chamava mais atenção.

Ele não é funcionário da banca, mas está lá todas as segundas, quartas e sextas, pela manhã, dando dicas de cinema a qualquer um que estiver interessado.

A sua aparição no Festival de Gramado rendeu entrevistas em jornais e portais de notícia de grande circulação nacional.

Confira a nota da FJA

NOTA DE PESAR

A Fundação José Augusto (FJA) lamenta profundamente a morte, ocorrida neste domingo (18) em Natal, do escritor e cinéfilo Inácio Magalhães de Sena, conhecido no meio cultural como “Bispo de Taipú”.

Nascido em 1938 no município de Ceará-Mirim, Inácio foi funcionário dos Correios e arquivista da UFRN. Grande conhecedor da literatura potiguar e do cinema, é autor das obras “Agora, lábios meus, dizei e anunciai!”(1985) e “Memórias quase líricas de um ex-vendedor de Cavaco Chinês” ( Sebo Vermelho, 2000).

Virou personagem do documentário em curta-metragem “Sêo Inácio (ou o Cinema do Imaginário)”, primeira produção potiguar a ser selecionada para o Festival de Gramado em 2015.

Através de sua paixão pela sétima arte, Inácio assistiu a mais de vinte mil obras cinematográficas.
Era frequentador do centro da cidade nas rodas de conversas culturais.

A FJA expressa pesar pela perda deste autor e pesquisador da cultura potiguar.

FUNDAÇÃO JOSÉ AUGUSTO

Em 2015, o cinéfilo mais famoso de Natal, ganhou o título de cidadão natalense na Câmara Municipal. Além disso, no mesmo ano, teve exibição no Festival de Gramado, no Rio Grande do Sul.

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