Lucas Der Leyweer

Lucas Der Leyweer, de Rondônia para Natal através das palavras

Lucas é um escritor de pouca idade, que lançou dois livros em formato de guerrilha. Quer dizer, todo trabalho foi totalmente
independente. É através das redes sociais, que o Lucas Der Leyweer, seu nome de batalha, vende o seu peixe. E, hoje, o Brechando conta a sua história.

De Rondônia para Natal por amor e palavras

Entretanto, tudo começou quando esteve em Cacoal, interior de Rondônia, onde a sua avó paterna lhe adotou, “Dando muito amor e carinho”. Para ele, esta era a sua verdadeira mãe. Mas, a homofobia não lhe impediu ser expulso de casa aos 17 anos.

“Fui acolhido pela mãe do meu melhor amigo. Passei um tempo com eles, durante esse período, eu comecei a cursar Letras”, disse Lucas que pagava as suas mensalidades trabalhando como garçom. Aos 19 anos, ele foi para uma cidade maior, Vilhena, para arranjar um emprego melhor.

Foi nas redes sociais que conheceu o seu namorado natalense. “A gente manteve um relacionamento por alguns
meses e vim para Natal”, disse ele de forma apaixonada por seu grande amor.

A faculdade, a vinda para Natal fez com que se encontrasse totalmente com a escrita. No início de “uma desconhecida pandemia”, aproveitou o isolamento e publicou o primeiro livro, “Pequenos Poemas Para Grandes Corações”.

“Eu usei meu tempo desempregado e isolado para fazê-lo”, disse o escritor que lançou o livro em 2021, o “Vivências de Peles Negras”, que é um relato sobre o racismo que ele e seus colegas vivem diariamente.

“Reflete a minha vivência, de ser um homem negro e homossexual”, contou o jovem, que também ainda sonha em viver integralmente com a escrita , apesar de o Brasil ser o país que mais mata LGBTs. E, por fim, a sua produção não para por ai. “Eu estou a produção de meu terceiro livro e uma oportunidade para falar do meu trampo”, finalizou.

Onde comprar os livros de Lucas Der Leyweer

Você pode comprar o livro de Lucas acessando, portanto, neste link aqui.

Avenida 15

O que é a avenida 15 em Natal?

A ideia de transformar as avenidas em número veio no século XX, período que surgiu o Alecrim. Naquela época, as ruas receberam o mapeamento em forma de xadrez. Do sentido Leste a Oeste as ruas receberam o nome de 1 a 12 inicialmente. No entanto, a medida que a cidade e o surgimento de novos bairros foi crescendo, assim chegando a ter 18 avenidas.

A ideia de numeral mudou quando em 1929 houve o Plano de Sistematização, no qual as vias passaram a se chamar com nome de tribo de índios e presidente de província.

A antiga Bernardo Vieira é a Avenida 15

Assim, os antigos moradores ainda chamam de avenida 15, como os jovens ainda chamam de Bernardo Vieira. Ainda é comum alguns estabelecimentos da região ainda utilizar como referência o numeral.

Aqui explicamos o porquê das avenidas do Alecrim serem conhecidas pelos números.

Hoje, ela se chama Nevaldo Rocha

Em 2021, a Avenida Bernardo Vieira mudou de nome para Nevaldo Rocha. Rocha criou a fábrica Guararapes que ficava onde hoje é o Midway Mall e posteriormente criou o shopping, onde sua entrada principal fica nesta via.

Nevaldo morreu em 2020 e rapidamente surgiu a ideia de mudar a avenida. Primeira tentativa, foi a Salgado Filho. Mas, conseguiram mudar a Bernardo Vieira por uma brechinha. Na verdade, uma grande brecha que estava inserido sobre a criação de nomes de avenida e que muitas cidades estão aderindo para reverter pessoas infames na história do Brasil.

Por isso, o Brechando resolveu falar disso no Youtube. Para assistir o vídeo na íntegra, dê o play, portanto, a seguir: