Mucah

Mucah lança primeiro disco em 18 de janeiro

18 de janeiro será a data que o artista Mucah vai lançar o primeiro álbum, nas principais plataformas de streaming. Mas, antes, Mucah já lançou dois singles anteriormente, “Não Me Calo” e “Rola Solta”. Recentemente, mais precisamente no dia 14 de dezembro, ele lançou o clipe do seu último single antes do lançamento do seu álbum de estreia. Para seu novo trabalho fez parceria com a rapper Ale Du Black, que já possui diversos trabalhos incríveis lançados e com participação de sua companheira da Banda Ken, Taize Tertulino.

A nova música “Tamo preparada” tem influência forte do funk carioca e com uma mistura de trap. O clipe da música foi uma realização totalmente independente, onde foram realizadas gravações em um dispositivo de celular em algumas festas que ocorreram na cidade, como o Baile Black da Caza Verde, e no Bar da Meladinha no Beco da Lama.

A canção foi escrita pelo próprio intérprete, junto com Ale Du Black e gravada no estúdio da Feeling Produtora, em Natal, em maio de 2021. A arte da capa foi realizada também pelo artista.

Sobre o artista

Mucah é um artista multifacetas, isso é visível nas suas redes sociais. Primeiramente, ele começou suas atividades em 2018 e em 2021. Por que esses anos? Porque ele resolveu este ano mostrar o resultado de sua problemática quarentena, no qual sofreu com muitos problemas pessoais, inclusive a LGBTfobia. Por isso, ele lança seu primeiro single solo, Não Me Calo, que busca referências em indie pop, pop e música eletrônica, trazendo influência de bandas indies, como The xx e Florence and the Machine.

O título da música é “Não Me Calo”, que tem como assunto principal a sua força interna, nos seus momentos mais frágeis. Além disso, a temática está presente na letra da canção, em trechos como “Acredite enquanto falo, desacreditado, não me calo”, ou em “Vou juntando todos os fardos, me afogando enquanto falam.

A letra foi feita em um momento solitário na pandemia do COVID-19, momento de lembranças de preconceitos sofridos e sobre a força de se amar e seguir em frente, uma vez que houve desentendimentos por ser uma pessoa LGBT e ser artista. Mesmo assim, por contra própria, resolveu se lançar como artista e a canção estará em todas as plataformas de streaming na próxima sexta-feira (18).

A canção foi escrita pelo próprio intérprete e gravada no estúdio da Feeling Produtora, em Natal, em maio de 2021. A arte da capa foi feita pela produtora e comunicadora da Bju Produções: Rebeca Souza.

Ainda mais haverá um clipe, que será lançado no mesmo dia no canal de Mucah. O single será o primeiro do álbum “Mucah” que será lançado no começo de 2022. O instagram do artista é @eumucah e o link do seu canal é: youtube.com/channel/UCzn_iMiOd8rYR4QxaM4weiQ

fotolivros

Fotolivros: uma nova narrativa, segundo Everson de Andrade

Nota da edição

O fotógrafo e jornalista Everson de Andrade é um dos maiores entusiastas da fotografia e do jornalismo. Fã do jornalismo gonzo e de contar histórias da cidade, ele recentemente desenvolveu duas produções para falar de Natal na fotografia e registramos no Brechando. Agora, ele vai compartilhar um texto sobre a importância do fotolivros na divulgação.

Por sinal, foi culpa de Everson que conheci o jornalismo gonzo a partir de uma oficina e por compartilhar aos colegas nos corredores do setor 2 a Revista Trip. A capa que ilustra a reportagem é “Cidade Abaixo”, de sua autoria.

Histórias contadas através de imagens tem se tornado cada dia mais comuns no mundo, mas não é de hoje que é assim. Desde a invenção da fotografia em 1816 por Joseph Niépce que a imagem vem sendo usada para noticiar os fatos, emocionar, documentar e guardar a memória de um povo e dos indivíduos. Todavia, por muito tempo esteve como suporte e apoio ao texto e poucas vezes como a grande protagonista da narrativa.

Com o passar dos anos constatou-se o surgimento dos fotolivros, conforme destaca a professora doutora da Universidade Federal de Pernambuco, Daniela Nery Bacchi.

É legal saber logo de cara que o fotolivro pode narrar muitos tipos de histórias. Algumas são mais lineares, mais próximas de uma narrativa tradicional com início, meio e fim, outras querem falar de um sentimento ou algum conceito. Então para quem não conhece é bom saber que tem uma variedade grande de temas nessa área”, destaca.

Qual significado de um fotolivro?

A professora destaca diferenças entre os fotolivros e publicações literárias convencionais.

A diferença, óbvio, é que a falta do texto faz a narrativa ser mais difícil de ser compreendida algumas vezes. Então ela é mais desafiadora e mais instigante ao leitor, pois o texto deixa mais claro e explicita melhor certas coisas como tempo e espaço da narrativa, o que a foto deixa mais aberto. Então a primeira diferença mais óbvia eu diria que a linguagem visual ela vai ser mais desafiadora”, explica.

Mais uma diferenciação não tão óbvia é que a linguagem visual se relaciona com outras linguagens, ou seja, ela apresenta uma abordagem mais sensorial ao consumidor de seu conteúdo.

Segundo a professora:

O leitor poder se colocar melhor e se desafiar a entender a narrativa e construir pontes com outras linguagens visuais como o cinema, o vídeo, a cultura as artes visuais e a as artes plásticas. É um prazer não óbvio da narrativa em fotografia. E tudo isso vai depender do background do leitor. Das experiências que ele tem com outras linguagens visuais e outras formas de artes plásticas para poder modular esse entendimento dele”.

José Fujoca, idealizador de um espaço especializado na venda de fotolivros e livros de arte em São Paulo, ao lado de Luciana Molisani, da Lovely House, e que também conta com presença on-line, destaca que nos últimos anos autores, artistas ou não, tem se expressado no formato relativamente novo, no qual a narrativa é criada a partir de uma sequência de imagens. Ele cita o Instagram como um exemplo de suporte para essa forma de expressão, mas que muitos objetos de arte estão se consolidando na forma de um livro.

 

Como anda o mercado de Fotolivros

O mercado de fotolivros vem crescendo a cada dia e isso é reflexo na quantidade de novas e pequenas editoras surgindo no mercado, produzindo com maior capilaridade e pensando em nichos. A editora Deu Na Telha é um exemplo. Dirigida pelo fotógrafo Pablo Pinheiro, é sediada no Rio Grande do Norte, mas já tem trabalho selecionado em diversas convocatórias do Brasil.

Temos um acúmulo de produção local no Nordeste muito grande e muitos trabalhos bons, mas que não chegam aos olhos das pessoas que administram o mercado de galerias e etc. Existe um índice de marginais de trabalhos e artistas no Nordeste muito grande em relação às galerias. E por isso procuramos potencializar a produção de fotografia no Nordeste e no Brasil

Além disso, cabe destacar que hoje é muito mais acessível publicar um fotolivro independente do que anos atrás. Ainda mais o próprio autor faz o trabalho fotográfico, a edição e editoração, assim procurando apenas uma gráfica para a impressão final.

Fotos de Everson de Andrade

O fotógrafo Cícero Costa publicou seu primeiro fotolivro “Baixa Estima” de forma independente em 2021 e destaca a importância desse acesso.

“Publicar um livro de forma independente é significativo para não precisar ficar esperando uma oportunidade que talvez nunca apareça. Se a gente não der o primeiro passo, vai ficar na espera sempre. E, como sempre foi nós por nós, temos de dar o primeiro passo e acreditar. O que é interessante é que depois que fiz estão rolando várias oportunidades e coisas em decorrência do livro, o que talvez nunca aconteceria se eu ficasse aqui só com o projeto guardado. E fé em Deus que outros mais vão vir aí”, finaliza.

Futuro

Os especialistas vem como promissor o futuro do mercado de fotolivros no Brasil e no mundo. Daniela Bacchi projeta que além das publicações impressas, também devem surgir obras digitais, mas ela também vê um aumento no número de editoras cada vez mais nichadas nos mais diversos segmentos. “Esse formato tem ganhado muita atenção, então isso vai gerar aumento de mercado e profissionais especializados. A gente tem, por exemplo, a Estrondo, editora especializada em mulheres. Então esse meio vai se dividir e se especializar cada vez mais”, complementa.

Fujoca ainda destaca que esse movimento deverá impulsionar a aceitação do produto no mercado com um aumento de seu público.

“A linguagem do fotolivro vem sendo descoberta, explorada e disseminada por um número cada vez maior de fotógrafos, artistas e leigos. São interessados na autoexpressão por imagens. Esse movimento é bom, pois impulsiona ajuda a lapidar temáticas e trazer intimidade entre este tipo de produção artística e seus autores”, finaliza.

Rouge Gabriel O Pensador

O que Rouge e Gabriel O Pensador têm em comum?

“2345meia78” é uma canção de Gabriel o Pensador e bombou no final dos anos 90. A história narra a história de um rapaz que queria namorar e ligou para todas as mulheres de sua agenda telefônica, afim de marcar o que chamamos de Date. Rapidamente se tornou um sucesso, visto que foi uma das canções mais reconhecidas de Gabriel ficando em 17º lugar entre as músicas mais tocadas de 1997. O single atingiu o 11º lugar, assim ficou entre as melhores músicas do Brasil em 1997.

Uma consequência do sucesso foi que telefones com o número do título (234-5678), frequentemente repetido no refrão, ou mesmo com um número similar, foram vítimas de muitos trotes. No entanto, não vamos falar apenas disso.

Já “Ragatanga” é uma canção que ficou conhecida pelo Rouge. Além disso, é uma versão adaptada em português da canção “The Ketchup Song”, do grupo Las Ketchup. Lançada inicialmente em 31 de agosto de 2002, apenas no Brasil e em Portugal no mesmo ano que a original, ficou entre as canções de maior sucesso daquele ano no Brasil e é o maior sucesso do grupo. A música conta a história de um cigano que pedia uma tal música.

O que Rouge e Gabriel O Pensador têm em comum?  Aí que as duas canções chegam em um consenso.

Primeiro, escute Rouge:

https://www.youtube.com/watch?v=jSa_E00fBhg

Depois, Gabriel O Pensador:

Chegamos na canção Rapper’s Delight

A canção de Sugarhill Gang é um single de 1979 e é considerada a primeira canção em popularizar o rap no país. A música de 14 minutos foi gravada em um single, mas tem a versão de seis e quatro minutos. Sim, as duas canções acima são baseadas na música “Rapper’s Delight”, do grupo de rap estadunidense Sugarhill Gang.

A música fala do egocentrismo de cada integrante do grupo. Além disso, aborda o luxo, o poder financeiro, sexo entre outras coisas mais. O líder Master Gee é um dono de uma das vozes do trio. Escute a música a seguir:

Mas, o Rouge? A gente percebeu que Gabriel O Pensador utilizou a base da canção para fazer seu rap. 

Foque no refrão

O refrão da canção diz:

I said-a hip, hop, the hippie, the hippie
To the hip hip hop-a you don’t stop the rock
It to the bang-bang boogie, say up jump the boogie
To the rhythm of the boogie, the beat

Se você cantar rápido, você vai ver a relação rápida com Ragatanga. Ou seja, Diego do Ragatanga ficara animado e tenta cantar, mas é incapaz disso, devido ao seu estado de inibição e ao fato de ele ser um falante de inglês não nativo. Em vez disso, ele canta a seguinte letra para a música do Sugarhill Gang:

“I said a hip, hop, the hippie (Aserejé ja de jé de jebe)
to the hip-hip-hop, a you don’t stop (tu de jebere sebiunouva)
the rock it to the bang bang boogie say up jumped the boogie (majabi an de bugui)
to the rhythm of the boogie, the beat” (an de buididipí).

O rap do Sugarhill Gang tem como base a canção “Good Times” do grupo disco Chic. Outros artistas brasileiros, no entanto, utilizaram como sampler. No Brasil, a música “Melo do Tagarela” do artísta Miele em 1980 e “Pilotando o Bonde da Excursão”, de Marcelo D2 também utilizaram o rap como base.