Vacina finalmente no meu braço

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Após um ano e seis meses, a vacina chegou! Nesta quarta-feira (4), eu finalmente fui vacinada. Todos os jovens natalenses estão esperando por esse momento, uma vez que a vacina é uma forma de produzir anticorpos e gerar resistência ao Covid-19. Todos os meus parentes receberam, mas estava mais preocupadas com eles do que comigo.

Não é a cura, pelo menos terei imunidade para que não possa morrer da doença.

Na minha casa, eu era a última que ainda não tinha recebido a vacina. Várias perguntas ainda pairam na minha cabeça. Agora, eu estou contando os dias e as horas para receber a segunda dose e ficar finalmente imunizada.

Confira a seguir o relato da minha trajetória até a injeção.

Como soube

Antes de vacinar, eu tentei procurar as mil outras alternativas. Primeiramente, me inscrevi numa pesquisa de uma nova vacina, a Clover. Lá, eu tive que fazer inúmeros exames e fiquei quase 3 meses indo e voltando ao Centro.  A primeira vez que eu fui estava uma fila de jovens, todos com esperança, uma vez que a vacina estava andando em passos super lentos.

Lembro que quando recebi a “dose”, senti logo que era placebo, pois não há algum efeito. Sem contar que durante as visitas, a idade começou a se aproximar e eu fiquei querendo saber se podia tomar a vacina autorizada pela Anvisa ou não.  Após uma batalha, consegui quebrar o sigilo e deu placebo. Como era esperado.

Então, neste caminho, teve esperança de fornecer vacina aos jornalistas e isto foi impedido pela Justiça do RN. 

Após duas semanas que quebrei o sigilo, eu me inscrevi na xepa, porém tinha centenas de pessoas na minha frente. Aí nesta quarta-feira (4), finalmente tomei vacina.

Durante

Acordei cedo, como se fosse um dia normal, sendo que eu iria tomar vacina. Por isso, eu fiz os meus freelas, tomei café e chamei minha irmã para ir comigo. Claro que ela topou, porque queria ver se sentiria alguma dor. Então, pegamos um carona busca de fugir o local que tivesse menos fila. Conseguimos a menos ruim.

Quando cheguei lá, consegui estacionar o meu carro e fui na triagem direto. Algumas mesas estavam rápidas, mas tive a felicidade de escolher a mais lenta. Entretanto, após uns 20 minutinhos, eu consegui entregar toda a papelada.

Vamos para a vacina

A mulher viu meu cartão e disse: “Tu tens essas mesas para escolher”. Cada uma estava sinalizando as marcas da vacina. Aí minha irmã diz: “É Pfizeeeer”, imitando o meme que viralizou durante a CPI do Covid-19. 

Enquanto isso, alguém começou a tocar “Batom de Cereja”, que me percebe desde o Big Brother. Começava rir de nervoso. Neste momento, eu via gente com câmeras nos punhos, felizes com a injeção e outros até chorando. 

Minha vez

Acho que foi um momento bem absurdo, porque vi os outros se vacinando nas redes sociais e sempre imaginava quando seria comigo. Planejei de todos os jeitos, mas sempre saiu de forma inesperada. 

Foi rápido, intenso e ao mesmo tempo fiquei incrédula por finalmente chegar a vacina. Queria chorar, pular e até ousei em dançar Tchan que estava rolando na quadra do Sesi.

Estou escrevendo este texto, ainda não acredito que fui vacinada. Acho que só vou acreditar quando receber a segunda dose, em outubro. Claro que transformei essa emoção em zine. 

Um e-zine para falar sobre a vacina

 
Antes de me vacinar, na noite de terça-feira (3), resolvi fazer uma carta para falar sobre a vacina, no qual fiz uma rápida linha do tempo de um ano e meio que passou. Foram medos angústias, várias tentativas de me vacinar o mais rápido possível e agora posso se sentir um pouco mais protegida. 
 

Com o objetivo de deixar o texto mais dinâmico, eu resolvi fazer e-zine, que nada mais é um e-book em formato de fanzine.  Resolvi ilustrar as fotos com coisas que aconteceram durante a pandemia na minha vida. Quer ler? Avance as páginas a seguir e, portanto, tenha uma boa leitura. 

Qual foi a sensação de receber a vacina? Deixe, portanto, o seu comentário abaixo. 

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