Motel Tahiti

Motel Tahiti: Do paraíso ao percussor dos motéis da cidade

brechadas
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A chave da imagem acima mostra um importante motel da cidade, o Tahiti. Se ao falarmos de propagandas de duplo sentido, entradas de garagem, banheiras e todas aquelas coisas que vimos em moteis natalenses, agradeça este empreendimento.

O conceito de motel em Natal surgiu apenas na década de 70. Um dos mais famosos eram o Motel Tahiti, que ficava na avenida Roberto Freire. Hoje ele não existe mais, embora tenha colaborado a criar o conceito que temos hoje de motel, local para fazer amor bem gostosinho (BEAT, Duda) ou descansar após uma longa viagem na estrada. Quando houve a sua inauguração, por exemplo, uma reportagem de uma página inteira d’O Poti com a finalidade de falar da sofisticação do empreendimento, que teve o projeto assinado por Airton Vasconcelos.

Ou seja, uma matéria totalmente chapa branca, mas não deixa de ser história.

Um dos quartos do motel Tahiti

Quando inaugurado, o Tahiti tinha 26 apartamentos, mas ampliou para 58 a medida que crescia. Na época tinha ar-condicionado, telefone, música ambiente e piscinas vazias. Ainda bem que mudou, não é mesmo?

A reportagem completa você pode conferir, portanto, neste link.

As propagandas de duplo sentido nasceram

“Motel Tahiti: O Paraíso é aqui” é um dos slogans mais famosos que os moradores mais velhos de Natal lembram. No entanto, eles foram super importantes para a revolução da propaganda local.  Sabe aquela expressão “Está no inferno abraça o capeta” ? Eles podem não ter criado, mas eles abraçaram a infâmia que os motéis tinham de ser um lugar de luxúria e muito sexo.

Motel em 1979

Por isso, era comum ver faixas dizendo “Pai leva mamãe pra o Tahiti’. Deixando, assim, os conservadores de Natal de cabelo em pé.  Nos anos posteriores surgiam os displays nas ruas. Os outdoors eram espalhados na cidade com mensagens engraçadas, que, provavelmente, virariam memes nos dias de hoje.

Uma outra frase que ficou famosa foi: “Promoção de almoço executivo: Coma duas e pague uma”. Quando Aureliano Chaves visitou Natal em campanha para a sucessão de João Figueiredo na Presidência da República, a comitiva do então vice-presidente se deparou, em pontos estratégicos do percurso, com a seguinte mensagem: “Aureliano, meu amor! – Motel Tahiti”.

O auge do sucesso foi nos anos 80, no qual conseguiu patrocinar uma equipe de Kart e outros eventos esportivos.

O motel fechou as portas no final dos anos 90, mais precisamente em 1995. Além disso, o seu proprietário, Alcyone Dowsley, faleceu em 2001. Hoje, o terreno que ficara em seu lugar uma lagoa de captação, próxima ao Parque de Capim Macio. Uma ironia é que há quase 500 metros existe um outro motel que funciona do mesmo modus operandi.

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