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Potiguares descobrem maracujá para fins farmacêuticos

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O maracujá é delicioso, acalma a gente e, ainda mais, é benéfico à saúde.  Além disso, pesquisadores da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) desenvolveram mais uma aplicação a partir das sementes da fruta. A invenção primeiramente trata da composição e métodos de obtenção de um sistema carreador, em formato líquido (microemulsão), para a veiculação do óleo de sementes de passiflora, planta que tem como fruto o maracujá.

Quem desenvolveu?

Um dos inventores envolvidos, Daniel Torres Pereira (foto de Cícero Oliveira, acima do título) destacou que a nova tecnologia é propícia para uso farmacêutico, veterinário, cosmético e alimentício. Por isso, ele destacou as propriedades terapêuticas das sementes da fruta da paixão, como os gringos a chamam, tais como antioxidante, cicatrizante, anti-inflamatória, antibacteriana, antitumoral, e cardioprotetora.

Na parte cosmética, entretanto, a fruta é fonte de ácidos graxos essências, vitaminas e minerais.

“É bem famoso o uso do óleo de passiflora. No entanto, seu uso in natura traz características físicas e organolépticas desagradáveis, como odor, espalhabilidade e viscosidade inadequada quando aplicado na pele, por exemplo. Por isso, sistemas para sua veiculação são empregados. Esses sistemas, como a microemulsão deste invento, melhoram essas características. Sem contar que protege o óleo de degradação, promove sua liberação controlada, aumenta sua permeação cutânea, dentre outras vantagens”, listou o mestrando no programa de Pós-graduação em Ciências da Saúde da UFRN em entrevista para Agecom.

Maracujá no Brasil

Com algumas espécies tipicamente brasileiras, como o maracujá pérola (Passiflora setacea De candolle), o Brasil possui mais de 150 espécies silvestres de maracujá. Ao todo na região tropical das Américas, existem cerca de 600 espécies de maracujás. Em comum, os óleos de Passiflora apresentam composição rica em bioativos, a qual confere as propriedades terapêuticas, cosméticas e nutricionais.

Além disso, a pesquisa está na Rede Passitec da EMBRAPA, empresa pública pioneira no cultivo e desenvolvimento tecnológico das espécies de maracujá silvestre.

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