AIDS no Rio Grande do Norte

Como surgiu a AIDS no Rio Grande do Norte?

Curiosidades
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Nas décadas de 60 e 70, durante as guerras de independência, a entrada de mercenários no continente começou a espalhar a AIDS pelo mundo. Haitianos levados para trabalhar no antigo Congo Belga também ajudaram a levar a doença para outros países.

Durante 20 anos, nas décadas de 60 a 80, os cientistas ficaram confusos com o aparecimento de diversos casos de doenças que ninguém sabia explicar. A única coisa sabia que estes pacientes tinham problemas imunológicos em comum e apresentaram o sarcoma de Kaposi, um tipo de câncer, e pneumonia.

Como vocês podem perceber, a doença só foi identificada no ano de 1981. Mas, como surgiu pela primeira vez no Rio Grande do Norte?

No Brasil só começaram a falar em 1983

Embora, a descoberta dos cientistas tenha sido em 1981, mas os primeiros noticiários surgiram em anos posteriores. A Rede Globo de Televisão, por exemplo, fez uma matéria no programa Fantástico em 1983. A seguir, esta foi a primeira matéria do Brasil, que fala sobre a doença:

Já no Rio Grande do Norte, pesquisando o arquivo do Diário de Natal na Biblioteca Nacional constatou que a doença apareceu em terras potiguares foi no mesmo ano. Na coluna do jornalista Paulo Macêdo compartilhou um conteúdo alegando a defesa do uso de ozônio para curar a Aids vinda de um médico norte-americano.

Assim como a imprensa nacional, o Diário de Natal também definia a AIDS como a “peste gay” ou câncer gay. O mesmo jornal também divulgou uma notícia de uma morte de um cabeleireiro na cidade paulista de Jundiaí no qual os médicos suspeitarem da sua morte tenha relação com a doença.

Mas, qual foi o primeiro caso no Rio Grande do Norte?

No Brasil, a epidemia começou a ser notícia verdadeiramente apenas no ano de 1985. No Rio Grande do Norte não foi diferente. Os primeiros suspeitos, no entanto, apareceram no Hospital Evandro Chagas, que hoje é o Hospital Giselda Trigueiro, até hoje exemplo no tratamento de doenças infecciosas.

Enquanto isso, pesquisadores de saúde começaram a pesquisar para se preparar ao receber os possíveis pacientes. Como resultado, a Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) realizou uma coleta de sangue para detectar as pessoas que apresentam a doença e utilizar para pesquisas futuras e outras doenças contagiosas.

Além disso, o Hospital Evandro Chagas montou uma ala como uma forma de preparação para receber os pacientes com AIDS, visto que na época tinha mais de 500 casos no Brasil.

Mas, os primeiros casos confirmados de AIDS no Rio Grande do Norte surgiram em outubro de 1985, quando o Diário de Natal divulgou uma matéria de meia página com os diretores do Hospital Evaldo Chagas falando das condições de saúde dos enfermos, no qual era nítido a falta de preparo e muitas dúvidas em relação à pandemia.

Dois casos de AIDS no RN em Outubro de 1985

E como estão os casos atualmente de AIDS no Rio Grande do Norte?

A primeira droga para ajudar no tratamento da doença, o AZT, só é criada em 1987, onde permitiu que os pacientes tivessem mais tempo. Como resultado, os doentes de AIDS ou portadoras de HIV podem viver por muito mais tempo, basta fazer o tratamento correto.

Hoje no Rio Grande do Norte, de acordo com o G1, em 2019 a Aids no Rio Grande do Norte cresceu 81,7% entre 2008 e 2018.  A média potiguar está acima da nacional, que é de 17,8 casos a cada 100 mil pessoas.

No ano de 2019, por sua vez, teve aumento de 45,8% no coeficiente de mortalidade padronizado da Aids entre 2008 e 2018. O índice passou de 2,4 por 100 mil habitantes para 3,5. Foi o maior aumento da região Nordeste.

De 2007 a junho de 2019 registraram 2.696 casos de HIV no RN, segundo o Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan) do Ministério da Saúde.

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