Foto do quartel cravejado de bala na Intentona Comunista – Brechando
Intentona Comunista

Foto do quartel cravejado de bala na Intentona Comunista


O Estado Novo foi quando Getúlio Vargas governou em regime ditatorial, uma vez que alegara uma ameaça ao poder. Além disso, um dos fatores foi a Intentona Comunista, uma vez que era o levante liderado por Luís Carlos Prestes, no qual fez Natal ser guinada à esquerda por poucos dias.

A foto acima mostra o quartel da Cidade Alta cravejado de bala após a disputa entre o Exército e os manifestantes. Hoje, portanto, o espaço é a Casa do Estudante.

Foi uma tentativa de fazer uma Revolução Russa no Brasil, visto que aconteceu 20 anos antes. De todos os estados existentes na época, apenas o Rio Grande do Norte conseguiu colocar o plano na prática.

Origem da Intentona Comunista

Na época, Prestes fez contato direto com a Internacional Comunista e foi convidado para passar uma temporada de estudos do marxismo-leninismo na União Soviética, para onde viaja em setembro de 1931 e permanece até abril de 1934, quando chega ao Brasil, em companhia de Olga Benário.

Aconteceu no dia 23 de novembro de 1935 por militares, em nome da Aliança Nacional Libertadora. O objetivo era uma revolução “nacional-popular” contra as oligarquias, o imperialismo e o autoritarismo, sendo as principais reivindicações eram a abolição da dívida externa, a reforma agrária e o estabelecimento de um governo de base popular.

O levante aconteceu em Natal, Recife e Rio de Janeiro.

Por que o Quartel ficou destruído com as balas?

O 21º Batalhão de Caçadores do Exército Brasileiro, em Cidade Alta, iniciou o levante. A revolta tiveram como líderes os sargentos e cabos filiados ao Partido Comunista do Brasil. Além disso, o movimento teve o apoio de operários, populares e ex-integrantes da guarda civil do Estado, cargo similar à Polícia Militar.

Os manifestantes se chamavam de “Comitê Popular Revolucionário”. Durante três dias seguidos administraram Natal em um regime comunista. Ainda tinha o apoio 17 cidades do estado do Rio Grande do Norte. No interior, entretanto, os manifestantes fugiram por conta da aproximação de tropas do Governo Federal.

Em Natal, as condições locais contribuíram para amplificar a motivação. Os militares de baixa patente, muitos já excluídos, outros ameaçados, com uma atuante célula comunista no quartel, há muito se encontravam aliciados por tenentes de outras guarnições.

Por conta da Intentona Comunista, os deputados estaduais e o governador do estado, Rafael Fernandes, portanto, formaram uma Junta de Governo para controlar os ânimos.


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