Faculdade de Direito

Sem-tetos garantiram que não vão sair da Faculdade de Direito

Os moradores da Ocupação Emmanuel Bezerra, que está na Faculdade de Direito da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) desde o dia 30 de outubro, afirmou que não irão sair do prédio histórico e esperam uma negociação com o poder público.

Neste sábado (21), os manifestantes protestaram em frente ao prédio para criticar a ação, no qual o mandado exigiu a presença da Polícia Federal na hora do despejo.

Dentre os participantes que apoiam os manifestantes estão a deputada federal Natália Bonavides. “Estou aqui para abrir o diálogo entre a UFRN, Governo do Estado e os moradores para que eles não voltem as ruas e ficarem submetidos em situação de perigo, principalmente no período de pandemia”, comentou a parlamentar.

Já o manifestante Mateus, que nos apresentou a ocupação pela primeira vez, comentou a importância de resistir para garantir o direito de ter uma moradia. “Vamos ficar até o fim. Se nos expulsarem, ocuparemos outros prédios. Nós não vamos desistir de ter um direito ao lar”.

A ocupante Bianca está com a filha Williane de quatro meses e comentou que não se arrepende de lutar para um lar. “Aqui é melhor que viver de aluguel, os meus companheiros me ensinaram que o sonho pode demorar. Mas, vai chegar o dia que teremos casa própria”, relembrou.

Faculdade de Direito

Sobre a ação de Despejo

A Justiça Federal emitiu nesta sexta-feira (20) uma ação de despejo aos ocupantes da ocupação Emmanuel Bezerra. Os militantes sem-teto que estão na antiga Faculdade de Direito da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN). Está em desuso há 20 anos, uma vez que o prédio era alugado pelo Governo do Estado.

De acordo com os manifestantes, a UFRN que não quis nenhum tipo de diálogo com o movimento. Além disso, a ordem da 24h para todas as famílias saírem do prédio. A ordem inda libera a polícia com objetivo de usar qualquer tipo de força para despejar as famílias.

No próximo sábado (21), porquanto, os manifestantes farão um ato contra a atitude da universidade. O site procurou a assessoria de imprensa da reitoria da UFRN. O objetivo era saber se eles vão fazer alguma ação para não deixar os moradores novamente na rua, mas não obtivemos um resultado.

A reitoria da UFRN emitiu uma resposta alegando preocupação com os manifestantes do movimento sem-teto, alegando que o prédio está em risco de desabamento. Entretanto, eles não responderam o porquê da força policial.

Confira, portanto, a nota:

O prédio da antiga Faculdade de Direito da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) é tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan). Dessa forma, a Universidade mantinha o serviço de vigilância no local, enquanto dava encaminhamento ao processo de restauração, respeitando as orientações do Iphan. Nessa perspectiva, diante da atual situação do imóvel, a UFRN está preocupada com a segurança das pessoas por entender que o local oferece risco aos ocupantes, além de levar em consideração o caráter histórico do prédio.

No dia 02 de novembro, o Brechando visitou a ocupação e todos os detalhes podem ser lidos aqui.

Manifestantes emitem uma nota para as redes sociais

A ocupação emitiu, portanto, uma nota criticando a ação da universidade:

Desde do dia 30 de outubro ocupamos o antigo prédio da faculdade de direito da UFRN, prédio que desde de 2001 estava abandonado pela universidade e não cumpria nenhuma função social. Nos últimos dias reorganizamos e agora ele é a moradia pra 60 famílias.

Hoje dia 20 novembro, a Ocupação Emmanuel Bezerra recebeu uma ordem de despejo da justiça federal, o autor da ordem é a UFRN que não quis nenhum tipo de diálogo com o movimento, e quer que o prédio volte e ficar abandonado. A ordem da 24h para todas as famílias saírem do prédio, e ainda libera a polícia de usar qualquer tipo de força para despejar as famílias.

Em meio a pandemia, no lugar de construir o diálogo com os movimentos sociais, a UFRN decide despejar 60 famílias que não tem para onde irem.

Continuamos na luta e anunciamos que vamos resistir! Nossa luta não será barrada por nenhuma ordem de despejo! Convidamos todos os apoiadores a se somarem hoje de 18h a nossa assembleia com as famílias, e amanhã de 9h vamos realizar um ato de resistência contra o despejo da ocupação!

Seguimos fortes na luta e resistiremos! Enquanto morar for um privilégio ocupar é um direito!

#DespejoZero #ResisteEmmanuelBezerra

Sobre a Faculdade de Direito

O prédio inicialmente era o Grupo Escolar Augusto Severo em 1905, marcando o início da educação pública no Rio Grande do Norte. Também ajudou a fundar o Atheneu Norte-rio-grandense.  Além disso, a arquitetura é de Art Nouveau.

Na década de 50,  Faculdade de Direito de Natal  surgiu. Naquela época, o processo seletivo se dava a partir de uma sabatina com os candidatos.

No ano de 1974, portanto, o Curso de Direito saiu de lá, uma vez que inaugurou o Campus Universitário da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), no Setor I. Além disso, a estrutura interna do prédio é típica de fato dos colégios estaduais mais antigos, uma vez que tem um hall de entrada e as salas ficam nos fundos em um espaço amplo.

Catedral de Natal

Esta é a Catedral de Natal em obras

Hoje é primeiramente dia de Nossa Senhora da Apresentação, a padroeira de Natal e logo resolvemos postar logo nas primeiras horas da manhã para mostrar essa curiosidade de um dos pontos mais importante da festa: A Catedral de Natal. A fotografia acima do título mostra a nova Igreja Matriz ainda em obras, com o altar já levantado e tem a presença de Marconi Grevi quem projetou o templo (com a prancheta na mão) e Dom Nivaldo Monte observando todos os detalhes.

A intenção de Grevi era fazer “um conjunto de linhas que elevam o homem a Deus”. Na obra, destaca-se os grandes vãos livres e uso de balanços, além do monumento escultórico, que se encontra em frente à edificação. É a obra mais importante do arquiteto em Natal.

Além de arquiteto, Marconi Grevi também é escultor, pintor e tapeceiro, sem contar que foi professor de Edificações do Instituto Federal do Rio Grande do Norte (IFRN), na época ETFRN.

A foto encontrei, portanto, do grupo de Fatos e Fotos de Natal.

Sobre a Catedral de Natal

A igreja demorou anos para ser construída, porém foi inaugurada no dia 21 de novembro de 1988. Fica entre o centro e os bairros de Petrópolis e Cidade Alta.  A antiga ainda permanece e fica no Centro Histórico e já falamos dela no Brechando. Devido ao crescimento da população, e consequentemente de fieis, a Arquidiocese então resolveu construir uma nova igreja matriz.

Então, eles resolveram implantar uma nova igreja na então Praça Pio X, próxima ao Cinema Rio Grande, que era esta aqui:

Foto da praça na década de 50
Foto da praça na década de 50

Antigamente, o local onde era a praça era um matagal. Então, o padre João Maria encontrou este terreno, no qual os fiéis caminhavam por ele. Foi ele que começou a ideia de construir um novo templo neste terreno, porém ele faleceu em 1905.

Depois, a Prefeitura tomou o terreno e construiu no local a Praça Pio X. De qualquer jeito, a praça era pertencente à Catedral. Por isso teve o nome de Pio X. O local não tinha árvores, mas um restaurante, onde os jovens natalenses a frequentavam bastante. Além disso, havia os vendedores de pipocas, amendoins e sorvetes que ficavam lá para conseguir atrair os clientes do cinema.

Plano inicial era ser barroco

Depois de levantadas algumas paredes, a Arquidiocese chegou à conclusão de que seria um prédio de elevado custo, pela imitação de templos europeus, dando preferência a uma planta mais moderna e mais econômica.

Com a transferência de Dom Eugênio para Salvador e com a nomeação de Dom Antônio Soares Costa para Bispo Auxiliar de Natal, este passa a coordenar a Comissão responsável pela construção da nova Catedral. A construção começou em 21 de junho de 1973. Foram 18 anos de intensas campanhas, a fim de conseguir recursos para construir o novo templo, cuja inauguração aconteceu em 21 de novembro de 1988, pelo então Arcebispo, Dom Alair Vilar Fernandes de Melo.

No subsolo do prédio, encontra-se o Centro Pastoral Pio X, onde funciona o Gabinete do Arcebispo, a Cúria Metropolitana, a Paróquia da Catedral, além da coordenação de diversas pastorais. A ocasião de sua terceira visita ao Brasil, a catedral recebeu o Papa João Paulo II em 13 de outubro de 1991