Bike Hofmann

Um halloween sobre as duas rodas

O ciclismo está aumentando na cidade. Alguns praticam por esporte, usam aquela roupa especial e fazem passeios a noite ou de dia. Conhecidos sob a alcunha de Lado A, uma vez que é considerado elitista. Ainda tem o Lado B, a turma alternativa, que usa a magrela para transporte, esporte, trilha e tudo que vier na teia.  Assim, surgiu o grupo Bike Hofmann, que reuniu jovens da cidade para unir esses ciclistas do underground.

Esses encontros são os mais variados possíveis e o último foi um Halloween. Sim, no dia 31 de outubro, o Dia das Bruxas ou Saci, eles se reuniram para pedalar. E, claro, vestido com os personagens aterrorizantes.

Tinha fantasma, músico de Black Metal, Jason, pessoas ensanguentadas e dentre outros clássicos. E o Brechando encontrou com essa rapaziada no Big Peter, onde eles se concentraram por lá e andaram por toda Natal assim.  Caio Costa é um dos membros pensantes deste evento do Bike Hofmann.

“Foi uma alternativa saudável para poder se reunir e fazer aquilo que gosta: pedalar. Nós nos identificamos bastante e gostamos de sair para tomar uma cerveja, sair com os amigos, trocar ideias não conservadoras e sempre acompanhados da nossa bike. Este é o nosso primeiro rolê. Vamos tocar o terror (sinaliza as aspas)”, disse.

E a sua fantasia? Ele prontamente explicou: “Eu estava no intuito de vir fantasiado de Jason, mas também joguei uma maquiagem escura e estou aqui.”.

O trajeto

De acordo com Caio, ele procurou criar um trajeto que fosse simples e curto, porém agradável tanto para os iniciantes quanto para aqueles que estão há algum tempo nas duas rodas. “A gente vai parar em alguns lugares, como o campus da UFRN, para fazer umas dinâmicas e trocar umas ideias para desparecer. Vai ser massa”, disse.

O Vinicíus Cruz, outro membro do Bike Hofmann, que já foi entrevistado por aqui ao falar sobre o pesadelo de estudar em colégio militar, veio ao evento usando camiseta de metal extremo e pintura.

“Eu queria vir, gosto de andar de bicicleta e sair com os amigos para fazer isso. Mas não planejei fazer fantasia e essas coisas. Aí tentei fazer um corpse paint e peguei esta calçada de banda. Como é aquelas que abre a perna se transforma em bermuda, eu deixei apenas a perna direita com o lado bermuda para melhor conduzir”, comentou.

Tem mulher no pedal do Bike Hofmann sim!

Mas, você pensa que é só um bando de macho pedalando? Achou errado e Yasmin Ávila é iniciante nos pedais, mas já está andando com a galera com a sua bicicleta, que adquiriu há uma semana.

“Honestamente, não botava fé em comemorar o Halloween, muito menos andando de bicicleta. Tudo começou quando meu namorado faz parte do grupo e me chamou para festa. Eu vim aqui praticamente na doida (risos)”, comentou.

Ao desligar o gravador, a turma rapidamente começou sair aos poucos da concentração para sentir o calor da rua.

Fim de festa foi no antigo Castelo Pub

Após rodar por toda Natal, os ciclistas do lado B comemoraram a noite de Halloween no Castelo do Mestre Zaia, que fica em frente ao Frasquerão. Confira as fotos de Maiakovski Pinheiro, portanto a seguir:

Blow-Up

Um carro acabou a sessão de Blow-up em Natal

O filme Blow-up é um filme cult italiano conhecido pela participação da modelo Veruschka e os críticos de cinema consideram a fotografia acima um momento marcante no cinema e na moda.

Em Natal, a obra chegou na cidade em setembro de 1968, dois anos do lançamento oficial. A exibição, todavia, aconteceu nas famosas sessões de Arte, do Cine Rio Grande. Um dia, a sessão de cinema teve que ser paralisada, uma vez que houve um acidente de carro.

Culminando, assim, numa queda de energia em toda Cidade Alta.

Tudo começou quando houve um acidente de carro às 5 horas da tarde. Um veículo Simca, modelo de carro bastante importante na época, colidiu em um poste no bairro de Cidade Alta, na rua Padre Pinto, próximo do cabaré de Maria Boa.

O poste pegou fogo, no qual populares conseguiram controlar o incêndio. Apesar do acidente, o rapaz, morador do bairro do Alecrim, estava apenas com ferimentos leves na face. O motivo do acidente foi dirigir em velocidade alta, perdendo, por conseguinte, o controle do volante.

Além disso, ele estava acompanhado de um garoto de 17 anos no banco de carona, que também apresentou sintomas leves. Ambos foram atendidos no Hospital das Clínicas, que futuramente seria chamado de Onofre Lopes.

A falta de luz durou cerca de 30 minutos, atrasando a sessão do filme e a programação das emissoras de rádios.

A história apareceu numa nota do Diário de Natal de 1968, como vocês podem ver a seguir:

Sobre o filme

A obra de Michelangelo Antonioni foi a primeira dele com roteiro escrito em inglês. Ela conta a história do envolvimento acidental de um fotógrafo com um crime de morte.  Baseado num pequeno conto de Julio Cortázar, de 1959.

A história narra a vida do fotógrafo Thomas, interpretado por David Hemmings, que após passar a noite fazendo fotografias, volta para o estúdio atrasado para uma sessão com a modelo Veruschka. No caminho para estúdio, no entanto, fotografa um casal, no qual a mulher se irrita e pede os negativos ao fotógrafo que, por sua vez, lhe entrega um filme virgem.

Ao fazer as ampliações (conhecidas como Blow-up, por isso o nome do filme) de suas fotos no local, apesar da grande granulação provocada nas imagens em preto e branco, descobre o que acredita ser um corpo e uma mão apontando uma arma entre os arbustos do parque. E começa o mistério do filme.