Vanessa Paulo

Vanessa Paulo faz livro infantil para falar de medo

Qual seu medo de infância? Alguns têm medo do bicho-papão, outros da vinheta do horário de verão, do monstro, de cair e dentre outros.  A Vanessa Paulo, por exemplo, resolveu juntar todos esses medos infantis e transformar em livro. A obra “Mimi e o Medo” é um livro ilustrado infantil que aborda o medo do desconhecido, tão comum em crianças e adultos.

Através de rimas e cheio de sensibilidade, Mimi descobre uma caixa misteriosa. Ao longo da história, todavia, o narrador procura mostrar a menina a mudar sua visão. Além disso, ela vai descobrir uma realidade muito diferente do que o seu medo a permitiu imaginar.

“Minha infância foi cercada por livros de todos os tipos e escrever foi o modo que encontrei de expressar sentimentos durante a adolescência, de transbordar o que não cabia mais aqui dentro e de perceber quem eu sou no mundo”, disse Vanessa Paulo.

Como nasceu a Mimi

De acordo com Vanessa, a Mimi surgiu diante da dificuldade de explicar as crianças que ter medo é normal.

“Surgiu depois de uma experiência de muitos dias em que estive rodeada de crianças.  Me senti completamente perdida, incapaz de me comunicar com elas da maneira que eu acreditava ser ideal. Descobri muito rápido que não existia uma fórmula para me conectar com as crianças. Tudo que eu precisava era estar aberta e presente. Foi aí que me permiti aprender, inventar, me divertir e até ensinar algumas coisas”, comentou a escritora que conta com o apoio de Monge para fazer as ilustrações do livro.

Campanha no Catarse

Mimi e o Medo está na reta final da campanha de financiamento coletivo para garantir a impressão da obra. Para você ajuda na produção, basta escolher qual vai ser o valor do seu apoio na aba de recompensas no menu ao lado na página da campanha do Catarse.

Você vai perceber que cada quantia possui um conjunto de recompensas diferentes, basta escolher a opção que for melhor para você e fazer um cadastro bem simples e rápido logo em seguida.

Qualquer dúvida você pode mandar uma mensagem para Vanessa no  Instagram ou mandar um e-mail para nessa_pns@yahoo.com.br.

Clara

Clara ressalta os ancenstrais em seu quinto álbum

Ela já foi Clarita Pinheiro, além de ter participado das bandas Clara e a Noite e Orquestra Boca Seca. Agora, ela é somente Clara. Apenas, Clara. Em meio a quarentena está lançando o seu quinto álbum, cuja intenção primeiramente é ressaltar os seus descendentes. Tanto que na foto está a sua mãe, avó e tia, a artista visual Saionara Pinheiro, uma das integrantes do INarte Urbana.

O disco “Volte e Pegue” é em formado de EP. Além disso, mostra o universo de uma mulher mãe, negra e periférica. Após uma campanha de financiamento coletivo, o disco ficou disponível ao público no dia 04 de setembro.

“Mais do que um marco na minha carreira, “Volte e Pegue” concretiza um movimento que vem acontecendo dentro de mim há cerca de três anos. Esse movimento que falo é meu processo de empoderamento e reconhecimento enquanto mulher negra. “Volte e Pegue” é um grito de afirmação e mostra que somos uma potência”, afirmou Clara em release enviado pela assessoria de imprensa.

A escolha do título veio de um provérbio africano

O título do EP vem da tradução do símbolo sankofa utilizado pelo sistema de escrita do povo Akaan na África Central. A sankofa está associada diretamente ao provérbio ”não é tabu voltar para trás e recuperar o que você perdeu”. Por isso, que toda a arte conta com influência da cultura africana, a partir das vestimentas, cabelos e acessórios.

Para que o trabalho visual fosse um sucesso, o conceito foi apresentado pelo artista visual Augusto Júnior, responsável pela direção de arte e fotografia da capa do EP. O conceito gráfico da capa foi desenvolvido por Gabriela Barbalho.

Também colaboraram com a construção da capa: Stefany Moreira no Styling, Sânzia Pinheiro na Consultoria Artística, Negro Charme no figurino e acessórios, cabelo por Luiza Fonseca, Stefany Moreira e Elderlanne Tibiano. Maquiagem por Will.

Capa do mais novo disco de Clara

Como foi a produção do disco

O mais novo álbum de Clara foi feito pela gravadora Rizomarte, com direção musical da própria Clara em parceria com o Zé Caxangá, uma vez que é seu longo parceiro nesses 12 anos de trabalho. Ainda conta com a colaboração dos produtores musicais Pedras e Gabriel Souto na elaboração de beats, no qual também estão ao longo tempo na estrada, seja pelo Dusouto quanto por Luísa e os Alquimistas.

Além disso, o EP tem participações de: Aiyra nas percussões de “Negra” e “Mesmo”; Renata Mar na composição de “Paz”; Poeta kaju na composição de “Já foi carga”; Iyalê na composição e nos vocais de “Novas Formas” junto com Pretta Soul.

O álbum nasceu a partir de uma campanha de financiamento coletivo na plataforma “Vakinha” com o intuito de custear o trabalho de parceiros e trabalhadores da cultura envolvidos em todas as etapas que envolvem a concepção de um álbum. Paralelo ao financiamento coletivo, o lançamento do disco está no Edital de Economia Criativa 2020 do Sebrae/RN.

Clique aqui, portanto, para escutar o novo álbum.