Atores podem participar da Selfie-Tapes Trama

Com o objetivo de diminuir os impactos da pandemia surge o Festival de Selfie-Tapes Trama, no qual será o primeiro festival de vídeos remotos da temporada. Será o momento em que atores de todo o Brasil poderão mostrar seus talentos em vídeos curtos.

A partir do dia 30 de abril, no perfil do Instagram @agentetrama, às 10h, serão iniciadas as postagens dos vídeos participantes da mostra com até três minutos de duração, uma vez que o objetivo é mostrar a perfomance de cada ator.

Sem data prevista para a retomada de suas atividades normais, no entanto, os atores de qualquer parte do Brasil podem participar de uma ação cujo objetivo é um exercício prático durante a medida que avança a quarentena.

O resultado poderá ser acompanhado pelo público nas redes sociais da Trama Produção no Instagram e no YouTube. A realização da mostra é do produtor cultural e ator Marcílio Amorim.

A diretora Márcia Lohss e a atriz Priscilla Vilela, por sua vez, são as preparadoras de elenco do Festival e estão dando o suporte online aos participantes. 

O Festival de Selfie-Tapes é gratuito e aberto a atores profissionais de qualquer parte do Brasil. Além disso, nomes conhecidos já aderiram ao Festival. É o caso das atrizes Rosane Gofman e Titina Medeiros, que irão gravar vídeos em selfie para a mostra.

Para participar, portanto, basta solicitar o regulamento pelo email:festivalselfietapestrama@yahoo.com

 

Serviço:

Festival de Selfie-Tapes Trama, 

a partir de 30 de abril (quinta-feira)

Estreia: 10h no canal da Agente Trama via Instagram 

 @agentetrama

Guerra dos Bárbaros

Guerra dos Bárbaros aconteceu no sertão potiguar

Os conflitos entre os colonizadores e os índios Tapuias, culminaram na expressão “Guerra dos Bárbaros” usada tanto pela Coroa de Portugal como pela sociedade açucareira. Dessa forma, os índios além de serem considerados selvagens, foram generalizados como se todos pertencessem a um mesmo grupo. Esse período aconteceu em todos os estados do Nordeste, incluindo o Rio Grande do Norte. Todos os conflitos que se estabeleceram durante a metade do século XVII e início do século XVIII. E foi a exterminação quase total dos Tapuias.

Tudo começou com o fim da União Ibérica em 1640 e a expulsão dos holandeses em 1654 colocou o Nordeste brasileiro em evidência para o reino português que passou a investir na conquista e ocupação da região. Portugal visava ganhar maior autonomia, expandir a atividade pecuária e evitar novos invasores estrangeiros na Colônia e impor a distribuição de terras. Foi nesta época que os portugueses empurravam homens dentro do interior, local ocupado por índios.

A intenção era se vingar mesmo, pois os nativos teriam defendido os holandeses e deveriam se sentir ameaçados com o avanço dos portugueses, que sempre foram seus inimigos, tanto que o crime que culminou os mártires de Uruaçu e Cunhaú teve a participação dos tapuias.

Além disso, era o resultado do avanço da fronteira da pecuária e a necessidade de conquistar e “limpar” as terras para a criação de gado, esta série de conflitos envolveu vários grupos e sociedades indígenas contra moradores, soldados, missionários e agentes da coroa portuguesa. Os Tapuias eram os grupos indígenas que habitavam o interior e tinham diversidade linguística e cultural, diferentemente dos Índios Tupi, que eram os índios “conhecidos” que falavam a mesma língua e habitavam o litoral.

Os pecuaristas que chegaram nessas terras para se estabelecerem ao longo dos rios do sertão começaram a expulsar os índios que habitavam a região. Como eles ofereciam resistência, começaram a chamá-los de tapuias que significa bárbaros. Os conquistadores atuavam sempre da mesma forma em todas as investidas, eles usavam suas tropas para desalojar os indígenas. A Coroa portuguesa se limitava a conceder os títulos e patentes militares e a conquista das novas terras cabia aos novos proprietários.

Dentro do Rio Grande, a Guerra dos Bárbaros era um período de violência, vilipêndio e rapinagem, mergulhou em um conflito contra os indígenas. Durante a década de 1670, os índigenas brigaram com os fazendeiros das margens do rios Acauã, Seridó, Açu, Apodi e Mossoró, que eram resolvidos através de “acordos” entre os índios e os vaqueiros. Em 1685, o povo de Janduí se revoltou e avançou contra os criadores e os governantes da capitania do O Rio Grande pediu ajuda a Pernambuco e Paraíba, mas a situação não mudava.

Os índios avançaram rumo à Natal e, para se defenderem, os colonos construíram casas fortes e paliçadas. Em face dos pedidos de socorro, o governo-geral do Brasil, decidiu requisitar bandeirantes de São Paulo e de São Vicente. Os indígenas, além das armas europeias, adotaram o uso de cavalos e incendiavam fazendas, matavam o gado e os vaqueiros.

A resistência desses nativos foi um elemento surpresa e a presença dos bandeirantes fracassaram. Ao contrário, o conflito dilatou-a para outras regiões, provocando a adesão das tribos dos anacés, jaguaribaras, acriús, canindés, jenipapos, tremembés e dos baiacus, que se mostraram muito violentos na defesa de seus direitos. Enquanto isso a guerra era alimentada pela ambição de uma parte dos colonos, que desejavam as terras que pertenciam aos nativos.

Quando Antônio de Albuquerque reassumiu o comando da guerra, seu objetivo era exterminar os guerreiros indígenas e escravizar mulheres e crianças. Por outro lado, Bernardo Vieira, governando a capitania na época, habilidosamente atraiu os nativos para um acordo de paz. Essa pacificação terminou servindo muito bem para os colonos, pois o genocídio já havia sido iniciado e os colonos poderiam tomar posse das terras.

Os grupos nativos que se submeteram a essa pacificação tiveram o direito a uma légua quadrada de terra, devidamente demarcada para viver. As mulheres trabalhariam na agricultura, enquanto as crianças seriam educadas nos moldes cristãos e de acordo com os interesses dos dominadores.

A guerra ainda não havia terminado, em 1715, quando o governador de Pernambuco determinou que se extinguissem ou se afugentassem completamente os bárbaros que ainda habitavam os sertões nordestinos, entregando o uso da terra para os agropecuaristas. Em 1725, os oficiais da Câmara de Natal enviaram carta ao rei Dom João V informando que vários grupos indígenas das Ribeiras do Apodi, Piranhas, Piancó e Açu e alguns índios aldeados estavam inquietos.

A retirada dos nativos abriu o espaço para se ampliar as a posse de terras dos sesmeiros. A disputa ficou conhecida como a Batalha do Açú. No Rio Grande do Norte a ocupação dessas terras foi  concluída em 10 anos e entregue, em grande parte, aos pequenos investidores que foram excluídos do grande negócio que representou o açúcar no litoral. O isolamento desses núcleos produtores fez com que se desenvolvesse uma civilização que tentava retirar do próprio meio o máximo para atender as necessidades de sobrevivência.

A pecuária foi a atividade básica no interior do território. A ela se anexava a confecção de artefato de couro e as oficinas para a fabricação do charque. Os rebanhos do interior potiguar se formaram no encontro de três frentes pastoris: uma que saiu do Cunhaú, outra que veio da Paraíba e a última que se formou a partir do Ceará. Esse gado se multiplicou com facilidade e durante o século XVII e XVIII.

Nunca existiu uma política econômica que gerasse incentivos ao industrialismo e esse tipo de empreendimento ganhou relevo pelas necessidades geradas a partir do próprio modelo agroexportador. A partir da atividade criatória foram desenvolvidas as primeiras unidades industriais na área interiorana do Rio Grande do Norte. A parte industrial do estado surgiu apenas no século XX

médico Luiz Antônio

Conhecendo a história do médico Luiz Antônio

O Hospital Luiz Antônio é uma unidade de saúde referência ao tratamento contra o câncer e está localizado no bairro das Quintas, atendendo vários pacientes do Rio Grande do Norte. O nome é homenagem ao médico Luiz Antônio Ferreira Souto dos Santos Lima, que nasceu na cidade de Assú, no dia 15 de setembro de 1890. Seu ensino básico foi feito no Atheneu e depois virou médico, farmacêutico e professor. Lecionou história, física e química, no Atheneu Norte-rio-grandense (dentre seus alunos está Luís da Câmara Cascudo); dirigiu a Escola Normal de Natal; foi professor e diretor das Faculdades de Medicina e Farmácia da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN).

Em Recife formou-se em Farmácia e no Rio de Janeiro estudou Medicina, no qual o seu trabalho de conclusão de curso era intitulado de “Hygiene Mental e Educação” (1927). Luiz Antonio, com o seu trabalho em prol do bem social, liderou campanhas contra o alcoolismo e analfabetismo.

Na parte da medicina, Luiz Antônio Ferreira Souto dos Santos Lima foi um importante médico na área da oncologia e foi o criador do Hospital do Câncer, uma antiga casa de acolhimento, que hoje é administrada pela Liga Norte-rio grandense Contra o Câncer (ele também foi um dos fundadores do grupo). Foi um dos pioneiros a utilizar o tratamento de radioterapia no país.

De acordo com alguns especialistas, ele atendia todas as classes sociais e não cobrava dos mais pobres. O nome da unidade de saúde se transformou em Hospital Doutor Luís Antônio após a sua morte, no ano de 1961.

O Hospital Luiz Antônio

Além disso, ele exerceu o cargo de diretor nos Hospitais Evandro Chagas, Miguel Couto e ainda participou da Associação dos Professores e as Sociedades de Assistência Hospitalar e de Medicina e Cirurgia.

Na política, foi um dos fundadores da União Democrática Nacional (UDN) no Estado, mesmo partido que elegeu o Jânio Quadros como presidente, e elegeu-se Deputado Estadual, inclusive participando da Constituinte de 1934. Integrou, ainda, a Academia Potiguar de Letras, era marçon bastante conhecido e ainda tinha tempo para participar do Instituto Histórico e Geográfico do Rio Grande do Norte.

Seu corpo foi velado no cemitério do Alecrim.

Perto do caos: Evolução do Coronavírus nos últimos 40 dias

Em 12 de março foi confirmado o primeiro caso de Covid-19, mas os casos estão chegando à unidade milhar e mais de 40 mortos. Além disso, o Governo do Estado anunciou no sábado (25) que o Rio Grande do Norte está passando por um momento delicado, visto que 41,5% dos leitos disponíveis para os mais graves de Coronavírus.

Isso quer dizer que quase da metade dos leitos na Saúde Pública são destinados aos infectados de Coronavírus.

De acordo com o secretário-adjunto de Saúde, Petrônio Spinelli, as aglomerações na Caixa Federal poderão trazer sérias consequências.

“Toda vez que há aumento de aglomerações, o impacto acontece 10 a 14 dias depois. A previsão é que os próximos dias serão dramáticos, pois vão refletir a saída das pessoas às ruas nos dias passados”, explica.

Sobre a descrição para serviços e atividades funcionarem, contidas no Decreto 29.634, Spinelli disse que não são medidas para as pessoas irem às ruas, mas para dar condições de melhor abastecimento e atendimento às necessidades essenciais, e permitir o isolamento. “Até agora o isolamento não alcançou o nível que precisamos. Talvez os próximos dias exijam medidas mais drásticas. A evolução das ocorrências vai dizer”.

Recentemente, o Governo RN criou o programa RN+Protegido, em parceria com o grupo têxtil Guararapes, para produzir máscaras, através de 78 oficinas de costura localizadas no interior do Estado.

O Governo paga a mão de obra e as empresas do setor organizam a produção e fornecem material. A Guararapes doou tecido para a confecção de 3 milhões de máscaras e organiza a produção.

A Coteminas doou material para 200 mil máscaras, a Nortex para 120 mil máscaras e a Vicunha doou 40 mil metros de tecido. O Sindicato da Construção Civil (Sinduscon) também doou material para 150 mil máscaras.

Dois milhões de máscaras produzidas pelo RN+Protegido irão para os municípios, a distribuição será de acordo com a entrega de 300 mil máscaras por semana pelas oficinas. A distribuição iniciou nesta semana.

Infográfico para falar a evolução do Coronavírus

O Brechando montou um infográfico para mostrar como está sendo os 40 dias da doença no Rio Grande do Norte. Confira a seguir: