reitor do IFRN

Não nomeação de reitor do IFRN mostra o Brasil antidemocrático

Teoricamente existe uma eleição para reitor de instituições federais, no qual alunos, servidores e professores decidem qual melhor pessoa para administrar as universidades e institutos da melhor maneira possível. No entanto, o Ministério da Educação está nem aí com essas eleições e estão nomeando quem quiser, mostrando que não respeita as decisões democráticas.

Recentemente, o MEC não nomeou o professor Arnóbio Araújo (foto acima do título) para reitor do IFRN.

Em seu lugar foi chamado uma pessoa, que tem uma visão mais bolsonarista.

Isso mostra, portanto, que o Brasil está cada vez mais antidemocrático, visto que neste domingo (20) houve uma manifestação a volta da Ditadura Militar, mostrando assim que o Brasil estava cada vez mais antidemocrático e isso está cada vez mais grave, visto que estamos passando por dois problemas, que são: a crise sanitária por conta do Coronavírus e um presidente que discursa a favor do Ato Inconstitucional Nº 5.

Essas eleições aconteceram sob vigência do antigo regime eleitoral dos Institutos Federal, a qual era instituído a paridade entre estudantes, técnicos-administrativos e docentes.

Além disso existe, uma Medida Provisória, elaborada no ano passado, para permitir que o Governo Federal possa nomear quem quisesse para ser reitor universitário.

A MP está na Câmara dos Deputados Federais e pode entrar em votação a qualquer momento.

Isso aconteceu não só no IFRN, mas também em outras universidades e institutos federais e recentemente aconteceu também no IFBA.

Estudantes, professores e funcionários dos IFRNs realizam uma campanha de mobilização, com a hashtag #PossedoReitorEleito, para pressionar o MEC a assinar a portaria de nomeação.

A intenção era que o Instituto não fique sob controle um representante de Bolsonaro.

O medo agora da comunidade acadêmica é que o reitor fortalecerá projetos privatistas e repressivos do governo.

Quem foi nomeado reitor do IFRN

O reitor nomeado foi Josué Moreira, do campus de Mossoró, que foi filiado ao PSDC e desde 2018 retornou ao PSL, apoiando a candidatura do deputado General Girão, apoiador ferrenho de Bolsonaro, que apoia a nomeação dele para a Reitoria do IFRN.

Mais votado pela comunidade acadêmica do IFRN, em dezembro passado, com 48,25% dos votos, o professor José Arnóbio de Araújo Filho derrotou o atual reitor Wyllys Farkatt Tabosa, que obteve 42,26%.

Arnóbio, no entanto, já foi reitor em 2012 do instituto federal.

Nesta segunda-feira (20), o Governo Federal nomeou um reitor que não participou do pleito, como determina a norma de nomeação Pró-tempore.

O Palácio do Planalto aguardou, como acontece em Universidades Federais, que o IF do Rio Grande do Norte enviasse uma lista tríplice para escolha, mas só colocou o nome de José Arnóbio, que foi democraticamente eleito pela comunidade acadêmica.

Terceiro colocado na eleição de dezembro, José Ribeiro de Souza Filho entrou com ação na justiça para fazer valer a tese da lista tríplice.

Ou seja, foi nomeado pelo tapetão.

Lambendo cartezes por aí em Natal

O lambe-lambe é um pôster artístico de tamanho variado que é colado em espaços públicos. Podem ser pintados individualmente com tinta látex, spray ou guache.  Quando feitos em série sua reprodução pode ser através de foto copiadoras ou silk-screen, algo que o Brechando fez em divulgar as informações durante atividades e manifestações feitas na capital potiguar nos últimos tempos. Mas, como é essa arte?

Geralmente é colado com cola de polvilho ou de farinha devido ao seu custo reduzido. Faz parte das novas linguagens da arte urbana contemporânea assim como o sticker art.

Apesar de ser contemporâneo, a arte de colar cartazes na rua nasceu no final do século 19 com o advento da indústria de impressão em massa, o que possibilitou a criação de uma nova mídia: o poster/cartaz. Mídia essa que possibilitou a disseminação da informação pela cidade através da colagem dos cartazes, o conteúdo desses variava de propagandas, eventos e até política. Uma indústria que fez grande uso deste tipo de mídia eram os circos por se tratarem de espetáculos itinerantes, logo era necessário que se utilizasse um veículo que fosse de rápida disseminação e com um custo barato.

Brechando começou a colocar lambes para que a comunicação fosse feita em larga escala, visto que muita gente que anda nas ruas não tem acesso à internet, embora pesquisas apontem que 90% das pessoas tenha internet e computador em casa.

Alguns cartazes colados pela equipe do site pode ser visto a seguir:

 

Lambe


Lambe
Lambe

Se viu mais algum lambe na cidade mande e-mail para o brechandoblog@gmail.com, que criaremos outros posts.