Canudo se apaixona

Fim de semana é dia de assistir peça nova em Natal

Gosta de palhaços? Uma dica para esse fim de semana é ir ao teatro, mas principalmente valorizar as peças potiguares. Após a estreia em 1º de dezembro de 2019 e da participação no Festival de Palhaçaria “Se Amostra Palhaçada”, no dia 03 de janeiro de 2020, o espetáculo “Canudo se apaixona” retorna aos palcos da Casa da Ribeira nos dias 25 e 26 de janeiro de 2020, sendo que as sessões de sábado começa 19h e domingo começa uma hora mais cedo, às 18h.
O espetáculo conta a história de Canudo, um palhaço que vai ao teatro e, inesperadamente, se apaixona por alguém da plateia. O sentimento despertado nele faz com que se utilize de todos os recursos possíveis para conquistar sua amada. Mas o jogo de sedução quando se trata de um palhaço enfrenta uma série de atrapalhadas inimagináveis.
Fruto de uma pesquisa de muitos anos, o trabalho é o primeiro espetáculo solo do ator e diretor George Holanda, que ao longo de sua trajetória já trabalhou com muitos profissionais e participou de diversos grupos de teatro da capital do Rio Grande do Norte. Para além de um espetáculo que fala do amor à primeira vista, “Canudo se apaixona” retrata o próprio amor ao teatro e ao público. De acordo com a equipe da peça, quem assistir o espetáculo pode ver no palhaço que busca viver seu amor em uma sala de espetáculo, um reflexo da mesma paixão de quem cria e busca viver a magia do teatro.
Cartaz da peça Cartaz da peça “Canudo se apaixona”
SERVIÇO:
Espetáculo: Canudo Se Apaixona
Sábado 25 de Janeiro às 19h
Domingo 26 de Janeiro às 18h
na Casa da Ribeira
INGRESSOS:
R$ 40 Inteira | R$ 20,00 Meia
Online no site: sympla.com/casadaribeira
Pelo WhatsApp: (84) 987040265
Ingressos a venda na bilheteria da Casa da Ribeira
Alexandre

Escute aqui o disco solo de Alexandre

Alexandre é cantor e DJ, está há mais de uma década na cena musical alternativa da cidade. Mas, nesta sexta-feira (24), ele lança o seu primeiro disco solo, intitulado de “Agosto”, que será lançado pelo selo Rizomarte Records e vai estar disponível nas principais plataformas de streaming. Além disso, o cantor fez um pocket show fechado nesta quinta-feira (23) para comemorar a estreia da mais nova empreitada musical.

Ainda neste mês, ele lançou seu primeiro single, “Veraneio”. O cantor afirma, em entrevista enviada para imprensa, que “já sabia que ‘Veraneio’ seria o primeiro single, abrindo os caminhos para apresentar o universo do disco”.  A música já tem um clipe com uma apresentação ao vivo, com participação dos músicos Vik (integrante das bandas Ardu e Talude)  e Vitória di Santi (ex-baixista de Plutão Já Foi Plaenta).

Brechando falou na semana passada do single. Para relembrar, só clicar neste link.

Alexandre começou sua carreira musical em 2006 como vocalista da Banda Desventura, que executava versões do repertório do Los Hermanos, onde ficou até meados de 2015. Presença marcante na noite potiguar, desde então já passou por vários outros trabalhos, dentre eles o Projeto Trinca entre 2009 a 2012, que gravou e lançou o CD “O nosso disco dava um filme” (2011). Há cerca de oito anos, Alexandre é frontman da Banda Cafonaite, grupo musical que faz versões do cancioneiro romântico brasileiro, fortemente influenciados pelo brega. 

Além disso, ele tem um projeto como DJ chamado “Opa Bruno”.

O álbum do cantor e compositor Alexandre, que chega aos serviços de streaming pelo selo Rizomarte, reúne a vivência musical adquirida e também a bagagem de um casal, personificada nas experiências do próprio artista. Em oito faixas, o disco passeia por diferentes fases de um amor, da paixão platônica ao amadurecimento.

Além de Veraneio, ele lançou o clipe da música “É Chuva”. Confira:

A seguir confira o disco completo:

Pixiguinha em Natal

Dia que o compositor Pixinguinha veio à Natal

Pixiguinha veio à Natal e essa é uma lenda que todo boêmio conta quando pisa no Beco da Lama, no bairro de Cidade Alta. Mas será que existiu algum registro? O que ele foi fazer em Natal? São muitas perguntas que estão sem respostas.

Pixinguinha era filho do músico Alfredo da Rocha Vianna, funcionário dos correios, flautista e que possuía uma grande coleção de partituras de choros antigos. Aprendeu música em casa, fazendo parte de uma família com vários irmãos músicos, entre eles o China, no qual ajudou bastante o músico e lhe introduziu na carreira musical. Aos 12 anos começou a trabalhar como flautista titular na orquestra da sala de projeção do Cine Rio Branco. Nos anos seguintes continuou atuando em salas de cinema, ranchos carnavalescos, casas noturnas e no teatro de revista.

Sete anos depois formou o grupo Oito batutas, onde divulgou o choro em vários cantos do mundo, como Paris, na França. Em 1929, criou com Donga a Orquestra Típica Pixinguinha-Donga, conjunto composto só de instrumentos de sopro, que lançou logo três discos pela Parlophon com os choros “Lamento”, “Amigo do povo” e “Carinhoso”, de sua autoria desde 1916; o samba “Os teus beijos”, de Felisberto Martins e o maxixe “Não diga não”, de Peri, além de acompanhar gravações de Benício Barbosa.

Quando compôs “Carinhoso”, entre 1916 e 1917 e “Lamentos” em 1928, que são considerados alguns dos choros mais famosos, Pixinguinha foi criticado e essas composições foram consideradas como tendo uma inaceitável influência do jazz, enquanto hoje em dia podem ser vistas como avançadas demais para a época.

Ainda em 1929, foi inaugurada no Rio de Janeiro a RCA Victor Talking Machine Company of Brazil. A empresa promoveu concurso para orquestrador, no qual ele se inscreveu com uma orquestração de “Carinhoso”, obtendo o primeiro lugar. Foi assim contratado como músico e arranjador exclusivo da Victor. “Carinhoso” foi ainda utilizada como fundo musical no filme “Acabaram-se os otários”, de Luís de Barros. Também no mesmo não, gravou em solo de flauta pela Victor os choros “Aguenta Seu Fulgêncio” e “Segura ele”, de sua autoria.

Passou a reger a Orquestra Victor Brasileira com a qual gravou ainda em 1929 os choros “Vem cá, não vou!”, “Urubatan” e “Carinhoso”, de sua autoria. Como regente da orquestra Victor Brasileira acompanhou gravações de diversos artistas, entre os quais, Jaime Vogeler, Breno Ferreira, Artur Costa; Josué de Barros; Sílvio Salema; Albênzio Perrone; Sílvio Caldas; Jesy Barbosa; Carmen Miranda; Elisa Coelho; Gastão Formenti e Almirante.

Após anos trabalhando com a música erudita, ele começou a ser chamado a participar de vários eventos relacionados à música. Uma viagem que ele fez na década de 60 foi para capital do Rio Grande do Norte, no ano de 1969, onde pisou no Bar do Nazi, no Beco da Lama, local onde tem a tradicional meladinha, feita com cachaça e mel. Hoje, o Bar do Nazi se chama Bar da Meladinha e tem uma placa registrando o dia e a data em que o músico pisou naquele local.

Infelizmente, não há muitos registros de sua vinda para Natal e muito menos os objetivos, mas só se sabe que ele aproveitou bem a boêmia potiguar.

Detalhe que cinco anos antes, em 1964, sofreu um forte edema pulmonar. Na ocasião, assim reportou o jornal O Globo, em sua edição de 26 de junho daquele ano: “Edema pulmonar agudo levou o músico e compositor Pixinguinha a internar-se ontem à tarde no Hospital Getúlio Vargas, onde, após ser submetido a sangria, foi posto em tenda de oxigênio. Embora seja grave o seu estado, já apresentava melhorias à noite, sempre assistido pelo filho, Alfredinho. Pixinguinha tem 66 anos, 42 dos quais dedicou à música”. Depois de submetido a uma sangria e ser colocado por cerca de cinco horas no balão de oxigênio, foi transferido, no dia seguinte para o Instituto de Cardiologia Aloísio de Castro.

Pelo período de dois anos, afastou-se das atividades artísticas. Um mês depois, o mesmo jornal publicou a seguinte nota “Um check-up a que será submetido hoje pelo seu médico assistente, Dr. Ernâni Trota, dará a Pixinguinha o direito de deixar o Instituto de Cardiologia, onde está internado há mais de um mês, e marcará sua volta ao saxofone e ao Bar Gouveia, onde, há muitos anos, reúne-se diariamente com Donga e outros companheiros da velha guarda”.

Em 1966, foi um dos primeiros a registrar depoimento para a posteridade no Museu da Imagem e do Som. Em 1967, recebeu a Ordem de Comendador do Clube de Jazz e Bossa, dirigido por Ricardo Cravo Albin e Jorge Guinle, além do Diploma da Ordem do Mérito do Trabalho, conferido pelo Presidente da República e o 5º lugar no II Festival Internacional da Canção, onde concorreu com o choro “Fala baixinho”, feito em parceria com Hermínio B. de Carvalho.

Em comemoração a seus 70 anos, o Conselho de Música Popular fez realizar uma exposição retrospectiva no Museu da Imagem e do Som, instituição que promoveu concerto realizado no Teatro Municipal do Rio de Janeiro, no qual tomaram parte Jacob do Bandolim, Radamés Gnattali e o conjunto Época de Ouro, e do qual resultaria um LP editado pelo MIS. Em 1972, sua esposa faleceu, fato que lhe abalou profundamente. Nesse mesmo ano, passou a receber aposentadoria pelo INPS, que lhe atenuou os problemas financeiros.

Pixinguinha passou os últimos anos de sua vida em Ramos, bairro que adorava, e morreu na igreja de Nossa Senhora da Paz, em Ipanema, quando passou mal em uma cerimônia de batismo. Foi enterrado no Cemitério de Inhaúma.