14 14America/Bahia janeiro 14America/Bahia 2020 – Brechando

Projeto “Livre Iniciattiva Convida” traz Fred Zero Quatro a Natal

Livre Iniciattiva Convida

Está nascendo um novo projeto cultural da cidade, chamado  “Livre Iniciattiva Convida”, que ocupa o palco do Castelo do Mestre Zaia (antigo Castelo Pub), na próxima sexta-feira (17), para celebrar a musicalidade. O objetivo é misturar artistas diferentes em um show exclusivo e inusitado, o projeto tem como base trazer bandas potiguares com ícones da música brasileira. Ou seja, unir o melhor do nacional com a música potiguar.

Nesta primeira edição, o projeto recebe os grupos locais Skarimbó e Livre Iniciattiva. Como convidado da noite, o pernambucano Fred Zero Quatro, vocalista da banda Mundo Livre S/A, terá o papel de comandar uma Jam Session acompanhado dos grupos potiguares.

Mais do que proporcionar uma experiência única ao público e aos artistas convidados, o projeto ainda pretende movimentar o espaço físico do evento, o Castelo do Mestre Zaia, em Ponta Negra. O lugar, que foi cenário de muitas festas no passado, não realiza eventos há mais de 12 anos e agora volta a abrir suas portas com uma proposta inovadora para contribuir para o fomento cultural da cidade.

A banda Livre Iniciattiva conta com músicos experientes, sendo sua maioria composta por ex-integrantes da banda Brigite Beréu. Com um estilo cheio de swing , a proposta do grupo é animar com um som baseado em samba rock com pitadas de Mangue Beat.

Presete no circuito de Natal desde 2014, a Skarimbó conseguiu um público fiel ao entoar letras contundentes e uma sonoridade instigante. Suas melodias são regadas sob os ritmos da região nordeste, da América Latina e da África.

Fred Zero Quatro é líder do grupo Mundo Livre S/A, um dos principais expoentes do movimento Mangue Beat, Fred Zero Quatro anima e faz o público refletir com suas músicas. O engajamento político está sempre presente, vide o último lançamento do grupo, A Dança dos Não Famosos (2018), que trouxe em suas faixas o tom político, a ironia sobre os tempos atuais e o desejo de dança misturados.

Com mais de 35 anos de estrada junto do Mundo Livre S/A, Fred Zero Quatro promete trazer os acontecimentos da contemporaneidade para os palcos de Natal ao mesmo tempo que levará os presentes para pista de dança.

SERVIÇO
Dia: 17 de janeiro (sexta-feira)
Local: Castelo do Mestre Zaia- R. Pedro Izidro de Medeiros –  Rota do sol, em frente ao Frasqueirão.
Horário: 22h
Atrações: Livre Iniciattiva (RN), Skarimbó (RN), Fred Zero Quatro (PE)
E mais: Chopp artesanal da Cervejaria Holanda.
Apoio:  Universitária FM e Ateliè Sonoro.
Ingressos: https://www.sympla.com.br/livre-iniciattiva-convida-fred-04-e-skarimbo__742305

Sabia que o Parque das Dunas tem nome ?

Parque das Dunas

O parque foi construído pelo governador Cortez Pereira, que buscava dotar a capital do Rio Grande do Norte de locais agradáveis para os turistas. O terreno era de propriedade pública e utilizado pela Companhia de Águas e Esgotos do Rio Grande do Norte (Caern) até aquele momento. O bosque foi finalmente inaugurado em 1975, já no final do mandato de Cortez Pereira, e foi projetado pelo arquiteto Aírton Vasconcelos. Mas, vocês sabiam que ele tem um nome?

Oficialmente a estrutura é chamada Parque das Dunas Jornalista Luiz Maria Alves, que é uma homenagem ao ex-editor-chefe do Diário de Natal, considerado um dos maiores jornais do Rio Grande do Norte, que encerrou as suas atividades em 2012.

Luiz Maria Alves nasceu em 31 de maio de 1908 no Seringal Bom Futuro, localizado no município de Manicoré, no estado do Amazonas. Alves era filho de família rica, proprietária de seringais, remanescente da aristocracia da borracha no Pará, onde se deu sua formação. Com a queda da borracha devido ao investimento inglês, a família empobreceu e Luiz Maria Alves precisou procurar emprego.

Empregou-se num escritório, em Belém, e, depois, com 14 anos de idade, na firma telegráfica Western, onde pretendera ser estafeta mas, submetido a teste, foi contratado como praticante de telegrafia (1922), função que só mais tarde entenderia ser superior àquela. Prestou vestibulares para as faculdades de Agronomia e Odontologia, renunciando a ambas. Então começou a trabalhar na Western Telegraph Company, no qual foi transferido para Natal em 1939, onde inicialmente deveria permanecer por dois anos.

Luiz Maria Alves

Em 1945, após o fim da Segunda Guerra Mundial, ingressaria nos Diários Associados, onde inicialmente iria traduzir textos em inglês oriundos da AP. Depois foi contratatado como repórter. Após treze anos atuando como repórter, ele foi convidado para assumir a diretorias do jornal.

Foi Luiz Maria quem primeiro implantou na região o sistema de impressão em off-set (junho, 1970), bem como, posteriormente, foi também pioneiro – dentre os jornais do Estado – na instalação de um setor de documentação (microfilmagem, indexação e preservação da memória estadual).

Foi durante a administração de Luiz Maria Alves, em 02 de novembro de 1958, que O POTI passa a circular somente aos domingos. O Diário de Natal por sua vez continuou circulando de segunda-feira ao sábado.

Uma mudança significativa acontece em 1967, quando o jornalista Dorian Jorge Freire, então chefe de redação, implantou a técnica de diagramação, uma inovação para a época. Do ponto de vista gráfico, o jornalista Luiz Maria Alves iniciou a década de 70 fazendo uma verdadeira revolução no Diário de Natal, com a introdução do sistema “Off-Set” de impressão, que na época era a
tecnologia mais avançada disponível no Brasil. A inauguração oficial do novo sistema de impressão ocorreu em 12 de junho de 1970, em uma solenidade no prédio da Avenida Deodoro da Fonseca, no qual o prédio hoje está abandonado.

Luiz Maria Alves deixou a direção do jornal em 1989, um ano após perder seu filho, o músico Edu Heavy, em um acidente de carro na Via Costeira.

À frente do Diário de Natal, Luiz Maria Alves é lembrado também pelas várias batalhas em prol da luta ambiental e defesa de temas que considerasse interessantes à sociedade. Ele “abriu” espaço no jornal para reportagens voltadas para temática ambiental, de forma inédita. Na época, temas políticos dominavam as capas de jornais e a temática ambiental ainda era secundária no Brasil, isso quando existente nas pautas de jornais.

Um exemplo foi a construção da Via Costeira, no qual a parte onde hoje estão as dunas poderiam virar estradas. Entre os anos de 1975 e 1979, as reportagens sobre obra da avenida foi levada à discussão junto à sociedade. O projeto inicial previa construções de unidades habitacionais no espaço que hoje é protegido pelo Parque das Dunas, algo que o jornal criticava bastante. Em 1995 (ano em que Luiz Maria Alves faleceu), através da Lei Ordinária 6.789 (14/07/1995), o Parque Estadual Dunas de Natal, recebeu o complemento de “Jornalista Luiz Maria Alves”