Júnior Groovador vai leiloar baixo para o Hospital Varela Santiago

De acordo com o site Whiplash, o baixista Júnior Groovador, que participou do show do Tenacious D no Rock In Rio, no último sábado (28), anunciou em seus stories que vai leiloar um dos baixos da apresentação para o hospital infantil Varela Santiago.  Em uma série de vídeos publicados no Instagram Stories, Groovador, junto com o jornalista Léo Souza, confirmou o leilão e disse que outros itens também serão oferecidos: um violão autografado da artista Ivete Sangalo, um figurino do já falecido cantor Gabriel Diniz e uma peça de roupa do ator Caio Castro, entre outros.

Até o momento não foi divulgado quando irá acontecer o leilão, mas a informação foi confirmada pelo hospital, visto na imagem acima.

Sobre a informação do Varela Santiago

O Hospital foi fundado em 1917 pelo médico Manuel Varela Santiago Sobrinho que abriu a sua casa para atender crianças carentes, nascendo o IPAI – Instituto de Proteção e Assistência à Infância do Rio Grande do Norte, que tem por data de fundação o dia 12 de Outubro.

Na época, foi criada uma “Associação” que reuniu pessoas da sociedade, amigas de Dr. Varela Santiago, se desenvolvendo a partir daí a condição de filantropia, onde sua natureza jurídica passou a ser denominada “sociedade civil de caráter assistencial filantrópica”.

Em 1936 foi inaugurado a primeira Ala Hospitalar denominada Hospital Infantil Varela Santiago, situado à Av. Marechal Deodoro da Fonseca, 489, Cidade Alta, que se transformou em uma instituição hospitalar, tornando-se 100% SUS – Sistema Único de Saúde, para atender enquanto “Hospital Especializado em Pediatria” as crianças carentes de 0 a 14 anos vindas de todo estadas do RN e também de Estados vizinhos como Paraíba, Pernambuco e Ceará, por ser pioneiro no tratamento de doenças oncohematológicas.

De acordo com o Artigo 5º do Estatuto Social desta IPAI/RN: Os serviços assistenciais serão sempre prestados na forma exigida pelas disposições vigentes de modo a assegurar a atividade filantrópica e a inexistência de fins lucrativos.  O mandado da diretoria e do conselho fiscal tem duração de quatro anos, com direito a reeleição.

O hospital tem capacidade de atender a 110 leitos distribuídos nas diversas especialidades médicas e enquanto espaço físico dispõe de 06 salas de atendimento médico em sistema de consultas eletivas, que estão localizados no “Casarão Azul” mais conhecido como “Ambulatório”; Uma sala para vacina, uma sala para internamento e uma para atendimento ambulatorial de oncologia, para o funcionamento do “Hospital Dia”.

Ainda tem duas unidades para internamentos e tratamentos de patologias gerais conhecidos por Unidade para Lactentes engenheiro Ubergue Ribeiro (crianças de 0 a 2 anos) e Unidade Pedro Câmara (Crianças de 03 a 14 anos). Além disso, há a Unidade Esperança destinada a atender crianças com doenças infecto-contagiosas. E somam-se a estes os outros setores de maior complexidade que são: Clínica Cirúrgica, Unidade para Neurocirurgias, UTIP (Unidade de Terapia Intensiva Pediátrica), UTIN (Unidade de Terapia Intensiva Neonatal) e o Centro de Onco-hematologia Infantil (COHI).

São realizadas 15 mil procedimentos por mês, além dos serviços complementares como: Farmácia, Laboratório, Quimioterapia, Serviço Social, Psicologia, Fisioterapia, Pedagogia, Brinquedoteca, Terapia Ocupacional, Fonoaudiologia, Residência Médica, Tomografia, Núcleo de Convênios, Higienização, Setor de Controle de Infecção Hospitalar, Centro de Processamento de Roupas, Serviço de Nutrição e Dietética, Radiologia, Ultrassonografia, Setor Pessoal, Faturamento, Tesouraria, Recepção e Portaria, Patrimônio, Arquivo/SAME, Compras, Almoxarifado, Setor de Marketing, Transportes, Informática, Manutenção e SESMT (Serviço de Saúde e Segurança do Trabalho), além da nossa Central de Atendimento e Doação (Nossa receita de cada dia!).

Festival Dosol 2019

Foram divulgadas as atrações do Festival Dosol 2019

Na tarde desta terça-feira (01), a organização do Festival Dosol divulgou as atrações do festival para este ano, entre os dias 23 e 24 de novembro, que vai acontecer mais uma vez no Beach Club, na Via Costeira. Os organizadores falam a palavra resistência no release enviado para imprensa, uma vez que a edição deste ano será um pouco mais enxuta.

Seguindo na resistência, os produtores Ana Morena e Anderson Foca destacam o papel social de formação de público e disseminação de novos trabalhos de artistas que não possuem tanta visibilidade dentro dos grandes canais de divulgação musical – postura adotada desde a primeira edição do evento. “Somos e seremos sempre fãs de música, e o Festival DoSol é lugar de juntar todos esses fãs – seja dentro ou fora dos palcos, independente de origem e idade”, comenta Foca.

Para manter o astral positivo mesmo em tempos sombrios para a política e cenário cultural, o Festival é construído com artistas e colaboradores tratados com igualdade, independente do cargo ocupado. “Prezamos pela diversidade, tolerância, amor e respeito em todos os âmbitos. Juntamos isso à possibilidade de interação entre o público e todos que fazem o Festival DoSol acontecer, e essa troca é que torna a experiência única e incrível para todos nós”, explica Ana Morena.

Diz o release da organização

Festival Dosol 2019
Cartaz do festival deste ano

Além disso, os organizadores prometem que os ingressos serão acessíveis, possibilitando, assim, a presença de um público jovem. Dentre os artistas confirmados estão Ana Cañas, Francisco, El Hombre, Braza, Heavy Baile e dentre outros.

É o terceiro ano do festival fora das ruas da Ribeira.

Confira as atrações confirmadas para o Festival Dosol 2019: 

  • Francisco El Hombre (SP)
  • Maglore (BA)
  • Braza (RJ) Convida Dusouto (RN)
  • Heavy Baile (RJ)
  • Àttøøxxá (BA)
  • Drik Barbosa (SP)
  • Mulamba (PR)
  • Ana Cañas (SP)
  • Tuyo (PR)
  • Terno Rei (SP)
  • Felipe Cordeiro (PA)
  • Luísa E Os Alquimistas (RN) convidam Jéssica Caitano (PE)
  • Rosa Neon (MG)
  • Potyguara Bardo (RN)
  • Paal Nilssen-love (Noruega) & Kiko Dinucci (SP) convidam Chico Correa (PB)
  • Camarones Orquestra Guitarrística (RN) convida Manoel Cordeiro (PA)
  • Dingo Bells (RS)
  • Black Pantera (MG)
  • Mondo Generator (EUA)
  • Raça (SP)
  • O Quadro (BA)
  • Orquestra Greiosa (RN) Convida Ekena (SP)
  • Romero Ferro (PE)
  • Demonia (RN)
  • Bike (SP)
  • Luiz Lins (PE)
  • Grindhouse (SP)
  • Fontes (PB) & Sinta A Liga Crew (PN)
  • Luaz (RN)
  • Dega (RN)
  • Sourebel (RN)
  • Aiyra (RN)
  • Taco De Golfe (Se)
  • Josyara (BA)
  • Noid (PR)
  • Hxxx (PB)
  • Cazasuja (RN)
  • Luiz Gadelha E Os Suculentos (RN) Convidam Árie (RN), Melly (BA) E Sarah Miranda (RN)
  • Tarot (DF)
  • Yamasasi (SP)
  • Violet Soda (SP)
  • Júlio Lima (RN)
  • Mel Azul (SP)
  • Heavenless (RN)
  • Open The Coffin (RM)
  • Deaf Cruiser (RM)
  • Combover (SP)
  • Batalha De Mcs

 

Assistindo uma montagem de exposição

Eram mais de 17 horas quando o relógio apontou minha partida de casa, primeiramente queria parar numa lanchonete para experimentar aquela promoção de pratos doces com tema de conto de fadas que estava circulando nas redes sociais. Parei e comi um delicioso bolo de arco-íris. Depois, fui ao centro de Natal, mais precisamente para o Seburubu para assistir os detalhes da Tripla Exposição,  promovida pelo escritor Raul Pacheco, no qual exibiu os almanaques do José Zapiski, seu pseudônimo que lançava mensalmente zines falando dos mais diversos assuntos e reproduzindo textos de escritores interessantes.

Quando cheguei, achei estranho que a rua estava toda vazia. Já eram 18 horas e a exposição começara, em teoria, às 16 horas. Quando vejo que o Seburubu só estava poucas pessoas e o Eduardo Vinicius, dono do local, presentes, eu achei estranho. Por um momento, pensei: 1) A festa foi cancelada; 2) Eu cheguei super atrasada e acabou; e 3) Acredito que errei o dia e estou pagando um mico gigante. Então, eu fiz rodeios até chegar na seguinte pergunta:

– Eduardo, a tripla exposição é hoje ?

O mesmo responde para mim:

– Está sim, o Raul deu uma saída, mas eu acho que ele volta e deixa te mostrar como está ficando a exposição.

Sim, a exposição não estava pronta e estava literalmente nos bastidores da montagem, mas já dava para ver um pouco da essência que Pacheco queria mostrar sobre a sua trajetória como o escritor Zapiski, ele selecionou os mais diversos zines da saga, onde reunia fotocolagem, crônica, música, cultura e até mesmo fotocolagem em um mesmo papel A4. Alguns podem até achar que isso é doideira, porém gosto deste tipo de arte.

Para quem não tem um zine do Zapiski, você o recebe todo dobrado no papel e vai soltando até formar o formato A4, porém na exposição achou melhor colocá-lo inteiro para expor, sem alguma dobradura. Além disso, a exposição contava com os trabalhos de Sarah Figueiredo e Gabriel Dantas. “As histórias que tem no quadrinho de Gabriel são bastante iradas, elas falam de assuntos comuns, mas que nos identificamos, eu quero colocar os trabalhos de Sarah e Gabriel em primeiro plano. Gosto de valorizar os amigos”, disse Raul, após uma meia hora do diálogo com Eduardo. O mesmo estava esbaforido tentando colocar EVA preto na sala para deixar um clima mais intimista.

A Tripla Exposição funcionara na seguinte forma: Um dia a exposição estaria no Seburubu e no outro dia no Mahalila. Aí prontamente perguntei:

-Como você vai conseguir levar essa exposição toda no Mahalila?

Raul respondeu:

-Sei não, só descobri que não dá para montar uma exposição em duras horas (risos).

Enquanto terminara de colocar o tecido nas paredes, ele começou a grudar o resto das obras na parede e ficou comentando obra por obra, como se fosse um velho sábio. “Esse zine aqui fiz relacionando o tema do Dragon Ball, é um anime muito bom. Você sabia que o Akira Toriyama (autor da série) é bastante fã da Fórmula 1”, comentava. Além disso, sempre perguntava qual ordem ficava melhor cada obra e preocupado se a luz ficaria em um tom intimista.

Tentava observar sem interferir no que artista estava pensando, procurava dá opiniões sutis e que não atrapalhe o andamento do trabalho. Mas, ao mesmo tempo, ficava observando a ansiedade, o medo de que não fosse dá certo e os arrependimentos de não ter começado mais cedo. Porém, tudo isso era amenizado ao som de reggae para animar aquele momento tenso. “O clima não está bom para o punk, não é mesmo?”, disse ao perguntar que música era para escutar.

Ao mesmo tempo que estava montando, os primeiros convidados chegavam e também poderam assistir a montagem de uma exposição. “Vocês vão ver o antes, o durante e o depois de toda a montagem”, brincou o Raul, que ao mesmo tempo que montava começava a ler alguns trechos de seus zines.

Após duas horas, a exposição estava pronta e todo o trabalho de Zapiski pode ser visto, registrado e gravado na história dos potiguares. E a montagem do Mahalila rolou com poucos problemas que teve na primeira.