De onde surgiu o nome “Parnamirim”?

Parnamirim é uma cidade vizinha de Natal, no qual as duas estão tão próximas, parecendo que são a mesma coisa. A cidade que surgiu através da Base Militar nos Estados Unidos durante a Segunda Guerra Mundial, nos anos 40. Porém, a cidade de Parnamirim surgiu apenas em dezembro de 1958 e por que esse nome surgiu ? Por isso, o Brechando contará a história de seu nome e como surgiu o território, que começou ainda no período colonial.

Durante a Invasão Holandesas, existe registros a respeito da doação de extensas áreas a capitães-mores, no qual mapas apontam a região do rio Pitimbu. Mas, as terras ficaram inaproveitadas por séculos e apenas 1881, a região foi cortada pelos trilhos da linha férrea entre Natal e Nova Cruz, seguindo de perto o traçado do velho caminho para a Paraíba e o Recife. Sabe-se também que as terras ao sul do Pitimbu estavam, em 1889, nas mãos do senhor do Engenho Pitimbu, João Duarte da Silva. Posteriormente, o fidalgo comprou a maioria das propriedades vizinhas, incluindo uma grande área de tabuleiro plano ao sul do rio que dava nome à propriedade, distante 18 quilômetros de Natal. A área era conhecida como a planície de Parnamirim e fazia parte do Engenho Cajupiranga.

De acordo com Luís da Câmara Cascudo, em seu livro “Nomes da Terra”, o nome vem de tupi-guarani “Paranã-mirim”, que significa pequeno parente do mar ou pequeno rio-veloz, expressão que os Índios Potiguaras diziam em um pequeno pedaço de rio que talvez tenha desaparecido ao longo do tempo.

Em 1927, o português Manuel Machado (o marido da Viúva Machado) passou a ser o novo dono das terras do Engenho Pitimbu, que se estendiam dos limites com os Guarapes, Macaíba, ao norte, e as terras do Engenho Cajupiranga, ao sul. Ele adquiriu fazendas, sítios, engenhos e terras férteis, mas também áreas extensas e desabitadas. Com a posse das terras não esperava ganhar nenhum título nobiliárquico, mas apenas que a cidade crescesse e exigisse novos espaços para moradias.

No entanto foi em meio à aventura dos pioneiros da aviação civil que Parnamirim nasceu. Em 1927, foram abertas diversas rotas aéreas no Brasil. Para isso, foram escolhidas algumas áreas ao longo dessas rotas a fim de que se pudesse ser instalada uma rede de aeroportos.

Dessa forma, a Compagnie Generale Aéropostale (CGA) instalou o campo de pouso numa área doada pelo então dono da maior parte das terras pertencentes ao comerciante Manuel Machado, que contava com a imediata valorização do restante da sua propriedade. Nesse mesmo período, foi construída “uma estrada de rodagem, ligando Natal ao campo de aviação em Pitimbu”, facilitando, assim, a instalação da Aéropostale no Estado. Essa estrada, na verdade, era uma estrada carroçável que saía do caminho que levava ao porto dos Guarapes, em Macaíba, passava pelo engenho Pitimbu e acompanhava a linha férrea Natal/Nova Cruz, até o novo campo.

Nos anos seguintes, com a expansão das atividades da Aéropostale, que viria a ser absorvida em outubro de 1933 pela Air France, Manuel Machado vendeu novos pedaços de terra para a ampliação do “aeroporto de Parnamirim”.

Em 1933, a Air France absorveu todas as companhias privadas de aviação civil. Novos investimentos foram feitos no campo e a companhia estatal francesa transferiu os hangares e demais instalações para o outro lado da pista de pouso, onde hoje estão as instalações da Base Aérea de Natal, o Aeroporto Augusto Severo.

Com o desenrolar da Segunda Guerra Mundial, o governo Vargas se viu forçado a assinar um acordo de defesa mútua (julho de 1941), ceder as áreas para a instalação de bases norte-americanas no Nordeste (outubro de 1941), romper relações diplomáticas com a Alemanha, Itália e Japão (janeiro de 1942) e, por fim, em 22 de agosto, declarar guerra aos países do Eixo. A construção das bases naval e aérea, em Natal, seria fruto desses acordos.

O governo criou por decreto a Base Aérea de Natal, que daria o impulso decisivo para o surgimento da cidade de Parnamirim. A pista de pouso das companhias comerciais dividia ao meio o campo de Parnamirim. Os brasileiros ficaram com o lado oeste, onde já estavam as instalações da Air France e da companhia de aviação italiana (LATI), desativadas desde o início da guerra na Europa. Eram instalações modestas demais para atender o esforço de guerra dos aliados e os americanos preferiram ocupar o lado leste. Lá, eles estavam construindo um novo campo, a Base Leste: Parnamirim Field, o maior campo de aviação e base de operações militares que os Estados Unidos viria a ter, durante a Segunda Guerra, fora do seu território.

Somente em outubro de 1946, dezessete meses após a rendição da Alemanha, a Base Leste foi entregue a Força Aérea Brasileira. No mesmo ano foi inaugurada a Estação de Passageiros da Base Aérea de Natal, elevada à condição de Aeroporto Internacional Augusto Severo, em 1951. Em 23 de dezembro de 1948, foi criado e anexado ao município de Natal o distrito de Parnamirim, elevado à categoria de município apenas dez anos depois, em 17 de dezembro de 1958, desmembrando-se da capital.

Para não deixar o Brasil por fora dos conhecimentos tecnológicos que a corrida espacial certamente traria à humanidade, o presidente Jânio Quadros criou a Comissão Nacional de Atividades Espaciais (CNAE). Como conseqüência, em 12 de outubro de 1965, o Ministério da Aeronáutica oficializou a criação do Centro de Lançamentos da Barreira do Inferno (CLBI), instalado em área do município de Parnamirim, e que nos dez anos seguintes, deu a Natal a fama de “Capital Espacial do Brasil”, desenvolvendo vários projetos internacionais em parceria com a NASA. Um dos motivos que levar am à escolha do Nordeste para a instalação de uma base brasileira de lançamento de foguetes já é conhecido e comprovado pela sua posição estratégica em relação ao tráfego aéreo entre a Europa, Norte da África e Estados Unidos.

Em 1973, sem consulta à população local, a Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte mudou o nome do município para “Eduardo Gomes”. Em 1987, um movimento que reuniu mais de quatro mil assinaturas levou à assembleia a devolver o nome inicial à cidade: Parnamirim.

Manifestantes vão protestar no Extra por justiça a morte de Pedro Gonzaga

Assim como em outras cidades brasileiras, grupos em prol da juventude negra também fará um protesto em uma das unidades do hipermercado Extra em Natal, que fica nas dependências do Midway Mall, na próxima sexta-feira (22), às 15h30, por causa da morte de Pedro Gonzaga, de 19 anos, que foi agredito por um segurança da rede, na Barra da Tijuca, bairro nobre do Rio de Janeiro.

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O funcionário Davi Moreira agora responde pelo crime de homicídio culposo em liberdade, após pagar uma fiança.

Gonzaga era viciado em drogas, com saúde mental debilitada e foi almoçar no supermercado com a família, antes de parar em uma clínica de reabilitação, quando teve um surto. O segurança, então, resolveu dá um mata-leão e o matou na frente dos pais do jovem, que pediam aos berros para parar com essa atitude.

“Num país onde empresas como a Vale fecham os olhos para uma tragedia anunciada, onde um Presidente da Republica é de acordo com um programa de segurança que da “carta branca” para a policia matar, o que resta para nós é lutar por nossas vidas. Para que a juventude negra tenham seu direito a viver”, diz a organização do protesto na capital potiguar.

Davi, no entanto, se defendeu dizendo que foi treinado pela equipe de segurança de tomar essa atitude quando alguém tinha um surto dentro do estabelecimento.

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